sábado, janeiro 07, 2006

S.T.C.P. Das Alminhas

Ao fim de 10 anos ou mais, não consigo precisar a data ao certo, consegui finalizar e dar por concluída uma tese filosófica… S.T.C.P. Das Alminhas!

S.T.C.P Das Alminhas foi uma tese de final de ano para a cadeira de filosofia, baseada em filosofias de Sócrates (mundos paralelos), Platão, em correntes comunistas e líricas de Kant, em breves aproximações ao Super-homem de Nietzsche

“Na realidade Nietzsche criticará essa busca da paz e justiça, junto com a resignação ao sofrimento como decadentes. A síntese de toda a crítica Nietzschiana à filosofia cristã está em O Anticristo.”

Em jeito de aparte eu sou o Anticristo – e retrato-me mais como o filho querido do Demo, do Belzebu, do Pai da “Puta”, já que como filho imortal só me revejo no Pai… sendo o pai demoníaco e divino (dentro da árvore genealógica da teologia encontramos Deus o seu supremo e dois filhos J.C e o Demo – eu não encaro o J.C como uma realidade apenas dois Irmãos desentendidos supremos e divinos que contrabalançam a existência equilibrada permitindo o tudo e o nada… mas sempre em busca da perfeição.

Em relação ao Super-Homem, pode-se dizer que em síntese, a sua característica principal era a Vontade de Potência (ou Domínio).
Copleston explica: “A vida é a Vontade de Domínio, e aqueles que são mais vivos, aqueles que são os melhores espécimes da raça humana são aqueles em quem é mais forte essa vontade de domínio. Os homens excepcionais da história – Napoleão Bonaparte, por exemplo - são as mais belas encarnações da Vontade de Domínio que tem aparecido até agora, mas serão ultrapassados pelo Super-Homem, em quem a Vontade de Domínio atingirá o seu ponto mais elevado. ‘Apenas onde há vida’, já dizia Nietzsche, ‘há vontade; não a vontade de viver, mas a vontade de domínio’. Nisso, havia um nítido choque com a filosofia cristã”.

A motivação de Nietzsche ao dizer que Deus está morto e o desejo pela destruição da consciência cristã, ou seja da maneira centrada em Deus de pensar. Seus símbolos para isto são a chama e o trovão. Somente rompendo com as normas idealistas um homem pode tornar-se um Super-Homem.
“O ponto de partida para a destruição é a igreja que é, de acordo com Nietzsche, o oposto exacto do que Jesus pregou. A razão para isto seria um processo iniciado pelo apóstolo Paulo, que causou uma transfiguração dos ensinamentos de Jesus, tornando-os uma doutrina de recompensa e castigo. Apesar disto não desaprovar a existência de Deus, essa linha de pensamento nihilista mostra que a crença em Deus é contrária aos valores de realidade e de vida Nietzsche”.

Se és um super-homem, não precisas de Deus.

Adolph Hitler certamente usou os ideais de um "super-homem" da teoria de Nietzsche para pseudo-criar os seus ideais Nazistas e espalhá-los, também utilizando as ideias de Otto von Bismark.

Juntamos agora Sócrates, Platão e Rorty

“Ao apontar o pragmatismo como amor pela humanidade, tolerância e a ausência do fanatismo, Rorty encontraria esses traços em Sócrates e Spinoza: cooperação social e beatitude paraticular. É verdade que Schopenhauer, Kierkegaard, Nietzsche e Heidegger não foram exemplos de homens tolerantes ou de bom relacionamento, mas para Rorty nunca se resolverá a obvia tensão entre o publico e o particular, e para mitigá-la é necessária uma negociação, ou “conversão” entre as duas esferas.”

É nesta negociação e nesta passagem de mundo que baseei a tese, utilizando os S.T.C.P – Sociedade de Transportes Colectivos do Porto – na passagem metafórica de mundo para mundo e numa forma minimalista resumo toda a tese:

Vivemos e morremos tantas vezes quantas as necessárias até chegar á perfeição!

Mas nunca me satisfez na plenitude o meu ideal de STCP das Alminhas porque nunca consegui encontrar resposta para a possibilidade da “morte” do Criador (Deus) …

Ontem num quadro a óleo onde nem sequer conhecido é o autor – e de uma panóplia encontrada de impressionismo, Simbolismo, Orfismo e Surrealismo – e fixado a laca! Encontrei a explicação e a resposta à peça que me faltava…

Tento descrever o quadro (mas hei-de conseguir a fotografia do mesmo):
Um ser gigante sem feição e branco de onde sai um braço que acaba numa extremidade de anjo (todas as figuras são bi-direccionais e bi-interpertáveis) – que se encontra a urinar para o nada… esse braço abraça um ser vermelho “demoníaco” que abraça o que eu denomino de humanidade – um abraço sexual – que por falta de dados concretos de denominação de sexualidade – pode estar numa posição sodómica ou de penetração vaginal – nunca encontrando a definição de macho/fêmea embora ambos existam. Mas o ser demoníaco também ele como todos os anteriores tem duas faces – voltadas para fora – e tanto eleva ao prazer como o nega. Até aqui tudo encaixa na perfeição perante a tese. A resposta é encontrada num simbolismo mais que definido e também ele a branco de um espermatozóide que ocupa o centro ascendente da pintura… em direcção a Deus. E mais digo o mesmo cospe numa atitude de negação e cagança perante o óbvio!

É aqui que encontro a resposta – Deus é eterno… mas também ele é mortal. Existe uma reencarnação cíclica é a limpeza em jeito de filtro…

3 comentários:

Alma Azul disse...

Bem... vou ter de voltar a ler o teu post mais umas vezes com muuuuuuuita atenção para entender a sério o que queres dizer com a tua tese...
:-) Mas diverti-me a ler o teu post...
Também para ti, que ainda conseguias andar mais desparecido do Pedaços do que eu, um grande ano de 2006.
Beijos

ZAG disse...

Obrigado Alminha ;)

para te ajudar a entender melhor (a ti a a todos os perticipantes):

A sensação de inacabamento é mesmo para ser assim, já que o Deus eterno, mas mortal, é substituido de forma a que seja imperceptivel... dando a sensação de eternidade (aparente).

Å®t_Øf_£övë disse...

Zag,
Depois de ler esta tese, entendo porque tens andado tão desaparecido!!!
Estiveste a acabá-la... e realmente para tão brilhantes e complexas conclusões, precisavas de um certo tempo de hibernação.
:)
Abraço.