terça-feira, agosto 15, 2006

Pedaço que já foi "Belo"... hoje quem sabe é o "Monstro"...

Engraçado como é a Vida... é ela tem assim destas coisas...
Um dia apaixonei-me, o que dura até hoje... Amanhã provavelmente continuo apaixonado, enamorado, preso, e tantas outras ilustrações que reflectem o amor e o enamoramento… e tudo em volta da mesma musa, sereia, anjo, demónio viciante!
Por razões que nem mesmo a razão reconhece esse amor clandestino, forte, poderoso, e mais umas outras tantas descrições hiperbólicas nada exageradas pelos sentimentos foi sempre castrado por uma razão ou outra, e mesmo na total ausência de qualquer tipo de suposto problema apareceria do nada uma ironia qualquer imprevista - ao qual chegamos inclusive a chamar carinhosamente de “testes”…
Enquanto se é novo (e eu ainda não me considero velho… mas já faltou mais), tudo parece ser fácil… é a velha historia do amor e da cabana… Mas com o passar do tempo as coisas vão mudando… e lamento informar que a mudança é para pior…
Pior… pior porque numa base diária vamos perdendo a inocência e automaticamente de alguma maneira estranha, cheguei à conclusão que o próprio amor vai sendo encoberto (existe, mas está guardado a sete chaves - ou talvez mais), soterrado entre problemas casuais de vida e preocupações mundanas que vão ocupando lugares menos importantes desocupados… eu até poderia explicar de uma forma mais explicita mas temo romper com a ideia de que o Pai Natal possa existir, de que a Maria era virgem, que não existem políticos corruptos e outras fábulas de encantar…deixo que a vida ensine, e ela vai ensinar mesmo, a maneira como se aprende é que não será, nunca, da melhor!
Há um velho ditado Russo que diz “Saber demasiado é envelhecer precocemente”...
Vou deixar assim mesmo inacabado... na espera eterna que alguém acabe por mim...

5 comentários:

Å®t_Øf_£övë disse...

Amigo,
Quem é vivo sempre aparece!!!
... e ainda bem, porque fazes falta aqui pelo "Pedaços". Uma ausência tão prolongada, só poderia mesmo ter por trás uma grande paixão... e logo um amor clandestino!!!
Quem tem um Amor clandestino, é uma pessoa com gosto pela aventura, e mesmo que esse Amor não perdure, terá sido sempre um amor ou uma paixão perigosa, com sensações gostosas, com emoção... com o perigo sempre presente... dão mais calor, trazem um gosto especial, um sabor irreal, delicioso, e que por vezes nos leva a perder o rumo.
O cenário que aqui apresentas é um pouco irónico... mas todos os homens e mulheres sentem-se assim quando as setas do Cupido lhes cruzam o coração... sempre desprevenido. Não interessa que idade têm, nem quantas vezes já amaram e sofreram, porque cada vez é sempre a primeira e a última, a original e a derradeira, a mais bela história de amor que queremos guardar para sempre no nosso coração.... ficamos frágeis, imaturos, assustados, felizes, tristes... por vezes com mágoa até.
Mas amigo, escuta bem, presta atenção: Não plantes mágoa dentro de teu peito, dá sempre o teu perdão. Todos erram. Ninguém é perfeito, e quem aprende com os seus erros, tem na mão toda a força do mundo.
Abraço.

Dulcineia disse...

Olá a todos.
Que ninguém fique embaixo por um amor clandestino.Há que continuar a vivê-lo e pensar que há situações e cumplicidades que só um amor assim permite viver.E quando tudo acaba como um castelo de cartas,nada de tristezas...o que conta são os momentos de incomensurével carinho e aventura que vão moldar-nos pra sempre.

Agora Querido Art,
Folgo em saber que continuas atento ao cantinho para onde me trouxeste...Sim,porque em Castelo Novo não tens passado!...Isso é só falta de tempo para estares em todo o lado ou decididamente já não passas as noites no meu cantinho?Eheheh!...
Beijos e até à tua visita.

Dulcineia disse...

Incomensurável

Junior disse...

Li num livro que me fascinou a sguinte frase:
" Não existem erros na vida, apenas lições. Não existem experiências negativas, apenas oportunidades para crescer, aprender e avançar..."
E concordo plenamente com o Art,ninguém é perfeito, e quem aprende com os seus erros tem na mão toda a força do mundo, até porque até a própria dor pode ser um magnifico professor...

Bjinhos

Nefertiti disse...

Zag,
A minha curta, mas muito vivida experiência de vida, diz-me que a vida somos nós que a fazemos…
A mágoa, a revolta que geramos, por vezes, dentro de nós, não nos indica o caminho certo na corrida ao encalço da felicidade…
Depois de ler as tuas palavras, muito doídas (foi o que senti), deixo-te duas em troca da tua partilha: “Esperança” e “Acreditar” sempre! Mesmo que o “sempre” nos pareça difícil de existir…
Também eu vivo um amor (da minha parte) clandestino… entendo-te…
Um beijo.