sábado, maio 09, 2009

porque um dia não há tempo...

Não te preocupes com isso, tens tempo quando cresceres, dizia o pai.

Para quê essa corrida, tens tantos anos à tua frente, reforçava a mãe.

E ela acreditou, convenceu-se que assim era. Tinha muito tempo para viver!

Passaram dias, semanas, meses, anos. De repente, sem pré-aviso, sem ao menos um sinal, viu o tempo futuro escondido. Perdeu-se a memória do tempo passado. Deixou de ser dona do tempo presente.

Desalmada, tresloucada, sôfrega, tentou agarrá-lo, puxá-lo a si, abraçá-lo, numa ânsia intemporal de quem sente o tempo escassear. Sem tempo a perder, valeu-se de todas as armas que o pouco tempo lhe dava. Aproveitou cada milésimo de tempo do tempo que viveu. Arriscou cada minuto, fosse qual fosse o tempo a chegar. Lutou desenfreada contra a falta de tempo. Apanhou todas as migalhas do tempo roubado.

E percebeu. Finalmente, percebeu a importância do tempo que se não tem, quando uma porta se abre permitindo ao tempo fugir. Agora… afaga o tempo que tem como se não tivesse tempo, sem esperar que o tempo venha, não vá o tempo desistir de chegar a tempo e então… perder o tempo, como aqueles que o não têm.

sexta-feira, maio 08, 2009

CO3

Esta madrugada, numa pausa para descanso dos olhos e repouso das mãos, escolhi um programa diferente do habitual, aproveitando as horas de silêncio e vazio que só a noite permite. Coisa rápida e promissora de resultados satisfatórios. Não perderia mais de meia hora com o assunto. Dei-lhe as coisas do banho e a roupa adequada. Deixei-a só.

Passados uns vinte minutos, resolvi certificar-me dum barulho que se tornou repetitivo. Tive a sensação de que mais minuto menos minuto poderia abrir aquela porta de vidro e estender-lhe os meus braços. Sentei-me perto a observá-la com especial atenção para todos os seus detalhes. Era a primeira vez que o fazia. Nestes dois anos de convivência não me atrevi a ir tão longe e muita coisa desconhecida. Os manuais tornam a vida mais fácil.

A sua escolha foi uma decisão ponderada com base noutras experiências do passado. Com boas referências, qualidades de trabalho reconhecidas, de bom nome, bonita e discreta, convenceu-me.

Seu corpo saboreava por momentos o prazer daquela imersão. Após essas pausas consentidas, reagia agitada e libertava no ralo a água perfumada que eu adivinhava nas suas peças de roupa. Testemunhei as suas paragens e os seus mais lentos movimentos. Ansiei pelo fim daquela tortura a que me expus. Na minha cabeça, o barulho dum tambor alternava com o som de turbina de avião. Meus pensamentos giraram a velocidades estonteantes, não sei a quantas rpm.
Contorceu-se uma e outra vez. Nem deu pela minha presença! Reparei em algo que chamou a minha atenção: CO3(!). Segui o rasto das últimas gotículas desliziguezagueando pelo vidro embaciado.

A minha viagem de observação e conhecimento durou precisamente: dez eternos minutos. Descobri novos horizontes para a nossa relação e sei, agora, do seu problema a requerer ajuda dum especialista. Podemos escolher programas diferentes - que não tardarei experimentar - em altas temperaturas, com mais tempo para ela e menos para mim. Sei o tempo que precisa para realizar cada uma das suas potencialidades. Reconheço-lhe outras capacidades.

No fim do banho, abri-lhe a porta e senti de imediato o seu calor e cheirei o perfume do amaciador. Meia hora de lavagem e a roupa quase seca. Valeu a pena porque sei que a minha relação vai mudar. No manual de instruções li que CO3 significa que não centrifuga. Amanhã vou ligar para a assistência da minha máquina de lavar roupa.

quinta-feira, maio 07, 2009

Dizer Tudo

Ouvi com toda a atenção o que alguém dizia:
"Eu! Digo sempre tudo o que penso, positivo ou negativo"
Será que dizemos sempre tudo?
Eu, não acredito em semelhante.
Estamos sempre condicionados por uma razão qualquer, que contraria sempre a vontade de... dizer tudo.
Talvez, por essa razão a personagem que diz tudo o que pensa, seja apenas em uma série de grande audiência e culto.
Sim, falo do Dr. House e sabem o porquê?
Talvez por representar aquilo que a maioria gostaria de fazer...
Dizer tudo, mas mesmo tudo...

quarta-feira, maio 06, 2009

Um muito obrigado!

Em primeiro lugar quero aproveitar para agradecer-vos por me terem aceite na familia... =)
E deste modo quero dar-vos a conhecer uma música que adoro, oiçam-na e reparem bem na letra que é maravilhosa mesmo!!! (Na minha opinião, claro!)

terça-feira, maio 05, 2009

Fotografia... minha última paixão!





Já devem ter reparado, até pela quantidade de fotos que tenho vindo a publicar, que esta é uma das actividades a que me dedico! Pois não se enganaram! Apesar de ter sempre gostado de ver fotografia e em tempos, que já lá vão, ter expressamente visitado Galerias no Porto com o intuito de apreciar exposições de fotografia e/ou pintura, nunca tinha abordado o tema do ponto de vista daquele que o cria ou gera!! Para isso muito contribuiu, para além da máquina que a minha família acaba de me oferecer, as fotos que recentemente revi de um amigo meu, fotógrafo e também pintor, cujo trabalho sempre apreciei!
Talvez o conheçam, chama-se "Feio" e tem um pub/bar na Ribeira do Porto (Rua da Fonte Taurina) o "Porto Feio" um espaço agradável onde ao mesmo tempo que se saboreia um bom Porto se pode apreciar belos quadros, na maioria das vezes de sua autoria (embora ocasionalmente também exponha pinturas de outros)! Visita que vos recomendo, pois se este espaço se mantém como dele me lembro (embora saiba que continua a existir, já lá não vou há mais de 10 anos!!!), vale a pena conhecer!...
Entretanto fica o aviso, é realmente feio mas atenção porque consegue ser ainda mais louco que feio! Duma sensibilidade exacerbada e extravagante torna-se alguém de contacto mais do que difícil... imprevisível! Mas tem uma alma enorme... de artista, basta ver os seus quadros e as suas fotografias para perceber!
Quanto ao meu recente trabalho, se gostam de fotografia, convido-vos a apreciá-lo num site que conheço e visito há já algum tempo, onde resolvi começar a publicar algumas das minhas fotos. Espero que gostem e sobretudo qualquer que seja a vossa opinão não se inibam de comentar, porque cada vez que publico fico sempre curiosa de saber como os outros vêm e sentem o meu trabalho e não pensem que com isto apenas pretendo elogios. Aliás gostaria mesmo que quem tem alguma experiência no assunto me desse sobre cada uma das fotos uma opinião detalhada, de ordem emocional mas também técnica... acima de tudo gostaria que com os vossos comentários me ajudassem a evoluir!
Aqui vai o endereço:
http://olhares.aeiou.pt/Lauraflores

segunda-feira, maio 04, 2009

Fazer tempo

Queixamos-nos frequentemente com a “falta de tempo” para justificar qualquer coisa que deixámos por fazer (mesmo que a tenhamos esquecido).

Na verdade, somos donos do tempo – nosso e dos outros. Podemos: acordar mais cedo ou mais tarde e não dormir; alterar a hora das refeições, comer rápido ou nem comer; fazer uma pausa no trabalho ou faltar; esquecer, cancelar ou adiar um compromisso. Vivemos condicionados por hábitos e impostas rotinas. Naturalmente, cada um de nós encontra boa ou má desculpa, para o que quer deixar para trás, e um pretexto para algo que entenda resolver. Cada qual, à sua maneira, encontra tempo para fazer o que lhe convém. Tudo depende da necessidade de; da predisposição, preparação, oportunidade e motivação para.

A pressa anda de mãos dadas com o erro e de braço dado com o stress. Não é confiável. Tudo tem o seu tempo, podendo, ou não, coincidir com o nosso. Não adianta forçar o botão de chamada do elevador – moderno, claro – que ele não chega mais rápido. O chá deve esperar pela fervura da água. O banco abre às 8h30m. O Natal, só em Dezembro. E o vermelho não é para parar mas para (já) estar parado. Conscientes ou não, a acção gera consequência.

Acordamos e temos mais um dia de trabalho à nossa espera. Tudo corre bem até ao momento que, já a meio caminho, damos pela falta do telemóvel. Apalpamos-nos de alto a baixo, três, quatro vezes e nada. Elas, verificam a mala, mexendo e remexendo em toda a artilharia cosmética e, em desespero, despejam uma cascata de "milhentas" coisas impossíveis de imaginar naquele espaço (vi uma mola da roupa!?). Se não nos roubaram, se não o perdemos e se procurámos bem, não restam dúvidas: ficou em casa. Que fazer? Decida você! Eu vou aproveitar o tempo. Hoje nem trabalho. Já me aconteceu isso, por mais que uma vez, e reagi de modos diferentes. Cheguei a fazer inversão de marcha, apanhar mais uma hora no trânsito (com o qual justificava o atraso) e ter de gerir o mesmo serviço em menos tempo ou, então, ter de prolongar o horário. E das vezes que não o fiz, recordo-me da agradável estranheza da ausência de chamadas, de maior produtividade e mais concentração nas tarefas da jornada e, ainda, do alívio da falta do “apêndice” (no fim do dia, pesava quilos no bolso do meu casaco!).

Tenho estado a fazer tempo para ver se chega a inspiração para as tintas. Obrigado pelo vosso tempo.

domingo, maio 03, 2009

E agora?


Consta que os portugueses não percebem nada de economia...

sábado, maio 02, 2009

Pedaços do meu refúgio!




Quis partilhar com todos vocês retalhos dum espaço onde me encontro sempre que me procuro, onde me abrigo e me recolho sempre que "um pequeno intervalo se impõe... e não encontra oposição à altura"!

terça-feira, abril 28, 2009

Recordações

"O destino une e separa pessoas, mas mesmo ele sendo tão forte, é incapaz de fazer com que esquecemos, pessoas que por algum momento nos fizeram felizes..."

Não me esqueci de ti e para mim hoje é um dia triste mas especial, não só porque é o teu aniversário mas também porque me faz recordar momentos excepcionais que passamos num dos teus aniversários.

Passei a manhã toda confrontada com um dilema, ligar ou não ligar... podia sempre ligar e esperar que não atendesses... liguei e atendeste e naquele momento foi como se tivesse “bloqueado”, não sabia o que dizer, fui breve e sucinta, depois de todas as acusações e insinuações que trocamos, não há muito mais a dizer... o que sentia por ti passa, as boas recordações ficam para sempre gravadas na minha memória, as más vou apagando cada dia que passa sem te ver, sem te ouvir...

Em tom de nostalgia, apetece-me ouvir e partilhar...

"And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
Cause sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight"


quinta-feira, abril 23, 2009

Caminhos por onde ando!





Uma destas manhãs acordei com vontade de olhar meu caminho com outra atenção... com olhos ver, como dizia minha mãe! De lhe agarrar pedaços e de os trazer comigo para agora os partilhar!

quarta-feira, abril 22, 2009

Momentos Especiais

Quem nunca se emocionou ao ser surpreendido com um bolo de aniversário? Quem nunca reparou no brilho especial dos olhos de um aniversariante diante do seu bolo? E quem não teve o seu coração partido ao ter que cortar um pedaço de um bolo tão bem decorado assim?

Várias são as emoções que envolvem os momentos especiais, e em todas elas o bolo tem um papel muito importante, principalmente quando todos se reúnem para festejar. O bolo tem o poder de representar o aniversariante... ou qualquer que seja o motivo a ser comemorado...

Deliciem-se!!!


Mais uma vez quero deixar aqui o meu reconhecimento público à Visible Silence, porque foi ela através [deste post] que me fez partilhar com todos vocês este pedacinho do meu eu.

terça-feira, abril 21, 2009

O Bo

(caricatura via Bico Calado)

A novela que se criou à volta do cão-de-água-português-do-Barack-Obama é tão, mas tão saloia, que só esta genial e desconcertante caricatura...

terça-feira, abril 14, 2009

Doce despertar de Luana!

Essa manhã soube-lhe bem acordar! Nada de especial para fazer, uma ou duas chamadas apenas para confirmar que pequenos assuntos pendentes seriam em breve concluídos... e bem, um café quentinho para acordar e finalmente abrir a janela do quarto para de imediato semi-cerrar os olhos em resposta a essa luminosidade tão súbita quanto desejada! Meia-volta em direcção à varanda da sala para aí, de corpo inteiro, verificar o encanto do dia que, para ela, apenas começava!
Sua filha Luana, a dormir no quarto ao lado do seu, entretanto acordava e de imediato havia música no ar! Sempre lhe fora vital, "sem música não conseguiria viver", não se cansava de o dizer! Meia ensonada de chávena de café na mão dirigiu-se à varanda e perguntou-lhe "Então sempre vamos às compras?" "Claro! Está um dia óptimo para sair por aí... e porque não aproveitar e fazer umas compritas?! Chama-se a isso juntar o útil ao agradável... não te parece uma boa ideia?". "Claro! É só o tempo duma banhoca e já vamos!"
Meia hora mais tarde saíam juntas, tagarelando a propósito de tudo e de nada, de sorriso pronto e olhar solto, numa harmonia tão doce quanto fora o seu despertar naquela Terça-feira de Abril! Laura e Luana finalmente unidas, olhando juntas na mesma direcção!

segunda-feira, abril 13, 2009

Inversão de Marcha


Muitas vezes, seguimos por determinada estrada, fazemos kilometros e kilometros debaixo de chuvas torrenciais ou de um sol abrasador, fintamos curvas desconhecidas, desviamo-nos de obstáculos, aumentamos a velocidade e arriscamo-nos em manobras perigosas… tudo isto para chegarmos a determinado destino, convictos de que sabemos exactamente por onde vamos. De vez em quando, olhamos á nossa volta e estranhamos a paisagem.

“Estarei a ir bem?” – perguntamo-nos por momentos – “Será mesmo por aqui?”

Mas sem querermos admitir que depois de todos aqueles kilometros percorridos poderemos estar enganados, continuamos por ali, ignorando aquela sensação de que tudo é estranho… até que a certa altura nos deparamos com uma placa de nos indica um destino diferente, longe e completamente oposto daquele que procurávamos.

“Estava-se mesmo a ver! Porque é que eu não voltei para trás há mais tempo? Percorri tudo isto em vão…”

Mas será que existem mesmo caminhos percorridos em vão? Ou será que existe algum sentido em percorrer estradas que não nos levam onde queríamos ir? Serão apenas enganos ou nada acontece por acaso?

Gosto de acreditar que tudo tem um motivo, que nada é em vão, sem propósito. Gosto de acreditar que estes desvios que a vida nos proporciona têm uma razão de ser.

Mais que não seja para que, depois desta inversão de marcha, possa saber exactamente por onde não volto a seguir.

domingo, abril 12, 2009




domingo, abril 05, 2009

Falar abertamente

Nunca desejei ser homem, mas como todas as mulheres já me revoltei contra o período, os pêlos, e a ditadura do peso.
Há quem me diga que pareço um homem por falar abertamente sobre sexo, e por ir para a cama com quem me apetece. Mas na verdade tenho que vos dizer que não vejo nenhum tipo de problema nisso.
Aliás até sou da opinião de que os homens não falam tão abertamente assim, porque quando estão numa "tasca" qualquer a dizer que "comeram" esta ou aquela, além disso não significar falarem abertamente sobre sexo, também não é bonito, nem lhes fica bem.

quinta-feira, abril 02, 2009

Uma pedrada no charco!

Vou fechar para balanço umas horitas!! Tem que ser qu'esta pedrada no charco... fez ondas!... tantas qu'inté doeu! É para aprender a não brincar com águas paradas!... Nunca mais perco a mania de me deixar embalar pela primeira impressão!...

Porque será que a primeira impressão é sempre boa e raramente se confirma?!
Passados que foram alguns dias após a escrita das três primeiras linhas deste texto volto mais velha, um pouco mais cansada mas sempre bastante optimista! Feitas as contas o resultado final não se revela tão mau quanto se previa... não só sobrevivi ao embate de mais uma decepção como consegui guardar ilesa esta vontade tão firme de continuar!

sexta-feira, março 27, 2009

E...

No Sapo está este inquérito (idiota, como muitos outros que lá há diariamente):

Quem é o mais bonito, afinal?
- Silvio Berlusconi
- Barack Obama


Hummm.... posso votar (só) na sempre deslumbrante Julia Roberts? :)

quinta-feira, março 26, 2009

Solidão... o quanto podes magoar!

Deviam ser umas 7h20 da manhã quando Laura regressou a casa depois de mais uma longa noite de vigília. Noites que a vóvó "Dalton" vai tornando cada vez mais difíceis de tão cheias, quer do fumo dos cigarros que vai acendendo, uns atrás dos outros, quer do som grave e ininterrupto da televisão, como quem não pode perder as últimas... deste mundo!

Noite após noite num cenário surrealista! Sentada 24 sobre 24 horas na sua poltrona eléctrica, que vai desdobrando à medida que avança o dia... ou a intensidade das dores!
Sobre a pequena mesa diante de si, um copo sempre cheio duma água amarelada pela mistura de whisky ao lado de um maço do seu inesgotável tabaco e não muito longe daquele telefone sem fios dum modelo em desuso, quer pela idade quer pela expectativa sem esperança de um toque que se faça seguir por uma voz a lembrar-lhe que ainda está Viva!

A presença de Laura era-lhe por isso indispensável... e uma pausa, por pequena que fosse, de tal forma a contrariava que lhe vincava as rugas realçando-lhe mais ainda o olhar esbugalhado naquele rosto esquálido... E noite após noite o cenário repete-se! Pudesse ela captá-lo através duma foto ou de um quadro e até já teria um título: Solidão... o quanto podes magoar!

quarta-feira, março 25, 2009

Tudo espero

Todos esperamos algo...
Uma simples palavra, um afecto, uma recompensa ou algo grandioso.
Todos esperamos algo...
De alguém, da vida, da empresa, do estado, da familia.
A verdade é que, esperamos sempre algo de muito bom, em quantidade e acima de tudo, com qualidade.
O problema é quando esperamos... e muitas vezes não recebemos.
Muitos dirão:
Desilusão, revolta, injustiça ou tristeza.
Mas talvez a frase que retive há pouco tempo tenha algum sentido:
"Felizes os que nada esperam, pois nunca serão desiludidos"

domingo, março 22, 2009

O Meu Olhar Sobre o Mundo



Fui conhecer um pouco do México, mais propriamente a Riviera Maya que se encontra situada na península de Yucatãn. Apanhei dias bons, mas também a habitual chuva tropical, que quando cai é forte, mas que as elevadas temperaturas fazem com que nunca se torne desagradável. Os Mexicanos são um povo simpático e incansável na tentativa de que tudo seja maravilhoso.

Foram dias fantásticos com muita praia, muita piscina, muito bronze, muito descanso, e muita cultura... Estive em belíssimas praias de areia fina e águas de um azul límpido. Óptimas piscinas onde nunca faltava animação nem bebida. Soube-me pela vida... água a 22ºc!!!



O México está cheio de locais de história milenar e cheia de cultura. Aprendi tanta coisa sobre os Mayas... a sua matemática e sistema numérico, a astronomia, os símbolos, a praça das mil colunas, os campos de jogos dos prisioneiros, o cenote sagrado, a pirâmide de KuKulkan, Chichen Itza, Coba, Tulum...
A minha curiosidade aumentou à medida que fui aprendendo tanto sobre um povo que vai perdendo as suas raízes, mas que efectivamente ainda existe...



A visita a Xcaret também foi "obrigatória", porque se trata de um parque temático onde se passa um dia de puro divertimento mesclado de cultura. Tem um rio subterrâneo, onde é possível termos a experiência única de deslizar por águas frescas e transparentes, e simultaneamente observar o seu fundo repleto de fauna marinha e vida selvagem, com muitos peixinhos coloridos e tartarugas gigantes, o que me tornou num verdadeiro fã de mergulho.

Por fim, e já cansado, mesmo assim valeu a pena assistir a um espectáculo nocturno de duas horas de cultura Maya e Mexicana verdadeiramente excelente, cheio de música, sons, e ritmos.

Também não faltaram as compras e as visitas nocturnas a Cancun, onde tive a oportunidade e a felicidade de ter estado naquela que considero a melhor discoteca em que já entrei até hoje, e olhem que não foram tão poucas assim, onde o conceito de animação nocturna é excelente, e para o qual ainda não conheço semelhança.

Ficaram a faltar fazer algumas coisas, mas o tempo e os dólares não esticam. Ficam para a próxima... sim porque vai haver próxima, porque este é um dos locais onde vale mesmo a pena voltar... With or without you...

fotografias: Å®t Øf £övë
música: With or Without You

sexta-feira, março 20, 2009

Março 20

“Felicidade é olhar para trás e só ver em frente.

É não ter roupa para vestir mas ter quem a dispa.

É comer sandes de pão, beber sumo de água,

e…

Amar, na simplicidade do teu sorriso, na humidade dos teus beijos, no veludo do teu corpo, na doçura da tua voz, na sabedoria da tua mente, na tranquilidade da tua segurança, na paixão do que és!" (YOUANDME 2007)


E o tempo… a escoar como água em rio.

E o espaço… que ficou… vazio!

E a memória… que se mantém forte. E os dias… em que me manténs viva (!)… nas noites que ficaram mais longas!

E as palavras… que te sussurro agora. E o sentir… que só tu sabes.

E a vida que parou e prossegue. Que não te acolhe mais, nem te deixa apagar aqui… nem tu permitias…

E segue… como tu seguirias…

E o tempo… só (já?) passaram dois tempos… e ainda te…



"A vida é mágica que faz e desfaz, que leva e traz... num olhar desencadeia tudo. A carta joga-se, a vida perde-se... fazem-se apostas que ninguém percebe. Para quê jogar o destino? Se o mundo está suspenso em baralhos que não entendo, dados que não rolam, vícios que não compreendo?... A vida é mágica que faz e desfaz, que importa se o nascer já traz consigo, a campa, a sepultura ou jazigo?" (Å®t Øf £övë 2007)


foryouandme

segunda-feira, março 16, 2009

“Nada neste mundo acontece por acaso”

Um dia destes, alguém me disse uma frase que eu retive e na qual comecei a reflectir: “nada neste mundo acontece por acaso”. Fiz uma introspecção e aos poucos comecei a encontrar algumas respostas que até aquele momento, não havia encontrado ou não desejava encontrar.

Sentia-me triste por não te ter, mas nem me tinha percebido que desde que acabamos, estou mais calma, mais serena, mais tranquila… precisava de te ver, de confirmar que estavas bem mas achava que isso era impossível, nunca nos tínhamos cruzado ocasionalmente e eu não iria procurar-te, embora soubesse onde costumas estar. Terá sido o acaso que nos fez ir ao mesmo local naquela noite? E fiquei a saber o que tanto queria… tinha muito medo que nunca me perdoasses e quando menos esperava, tu surpreendeste-me ao dizeres que já me tinhas perdoado… foi preciso magoares-me com afirmações que sabes bem que não são verdade, para dizeres que gostavas de mim… nada acontece por acaso.

Acredito cada vez menos em coincidências, tudo tem um fundamento, um objectivo, um propósito, ou uma lição de vida. E a grande lição que aprendi foi viver um dia de cada vez ou mesmo um segundo de cada vez, vivo o presente com a maior intensidade e fulgor possível e o amanhã? Será apenas amanhã!

segunda-feira, março 09, 2009

navegando...


Já não eram as noites mal dormidas. Nem as vagas de ondas de pensamento. Recordações de risos e choros. Não eram as lembranças das zangas e discussões. Não eram os tempos em que brincávamos, nem os disparates que dizíamos. Não eram as palavras que trocávamos. Não era o carinho. Nem tão pouco as mensagens tolas. Não era sequer o medo de perder porque nunca te perco.

É tudo que deixas em mim. É tudo que fica gravado nesse mar que te afaga. São as vagas, é o tempo e a saudade… do teu riso aberto que me transforma em sorriso.

domingo, março 08, 2009

Fall For You...

Recebi uma música, dedicada pelo meu irmão que se enconta a milhares de quilómetros de distância a trabalhar, e gostava muito de a partilhar neste nosso espaço... porque é simplesmente fabulosa...

Secondhand Serenade - Fall For You

The best thing about tonight's
That we're not fighting
Could it be that we have been
This way before
I know you don't think
That I am trying
I know you're wearing
Thin down to the core

But hold your breathe
Because tonight will be the night
That I will fall for you
Over again
Don't make me change my mind
Or I won't live to see another day
I swear it's true
Because a girl like you
Is impossible to find
You're impossible to find

This is not what I intended
I always swore to you I'd never fall apart
You always thought that I was stronger
I may have failed
But I have loved you from the start

So breathe in so deep
Breathe me in
I'm yours to keep
And hold on to your words
Cause talk is cheap
And remember me tonight
When you're asleep

Tonight will be the night
That I will fall for you
Over again
Don't make me change my mind
Or I won't live to see another day
I swear it's true
Because a girl like you
Is impossible to find
You're impossible to find

sexta-feira, março 06, 2009

O meu "Pedaço" # 21

Diz-me porque é que me queres dar a chave do teu quarto, se não queres que eu entre e te ame, mas apenas queres que eu te tenha mais uma vez... e por um momento?

Ligas-me toda romântica a dizer que estás triste por partires amanhã de manhã bem cedo!!! Dizes-me que às vezes sentes a minha falta quando estás nos teus momentos de solidão!!! Perguntas-me se eu não me sinto só também!!!

Respondo-te com toda a delicadeza... Não podemos continuar tão apegados, por isso vamos procurar viver vidas separadas. Consegui resistir, e deixar-te partir... Perdi o amor que sentia por ti, o mesmo amor que tu nunca demonstras-te teres sentido por mim.

Não há forma de nos reconciliarmos. Assim tu podes reconstruir aquela parede que te faz sentir sempre mais forte e distante. Tu não tens o direito de me perguntar como é que eu me sinto. Talvez um dia eu te possa encontrar, e olhar-te nos olhos, mas por agora vamos continuar a viver vidas separadas.
É tão fácil o amor levar à solidão...

quarta-feira, março 04, 2009

Quem sabe, sabe

Coisas de alunos...

- O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra
- O cérebro humano tem dois lados, um para vigiar o outro
- O cérebro tem uma capacidade tão grande que hoje em dia, praticamente, toda a gente tem um
- Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver
- O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes
- Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros
- O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada
- O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu
- Antes mesmo da guerra a mercedes já fabricava volkswagen
- Pedofilia é o nome que se dá ao estudo dos pêlos
- O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0
- Nos aviões, os passageiros da primeira classe sofrem menos acidentes que os da classe económica
- O índice de fecundidade deve ser igual a 2 para garantir a reprodução das espécies, pois precisa-se de um macho e uma fêmea para fazer o bebé. Podem até ser 3 ou 4, mas chegam 2
- O homossexualismo, ao contrário do que todos imaginam, não é uma doença, mas ninguém quer tê-la

- Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer
- O verme conhecido como solitária é um molusco que mora no interior, mas que está muito sozinho
- Na segunda guerra mundial toda a Europa foi vítima da barbie (queria dizer, decerto, barbárie) nasista
- Cada vez mais as pessoas querem conhecer a sua família através da árvore ginecológica
- O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso
- A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação
- Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia
- Uma tonelada pesa pelo menos 100Kg de chumbo
- Quando os egípcios viam a morte a chegar, disfarçavam-se de múmia
- Uma linha recta deixa de ser recta quando encontra uma curva
- O aço é um metal muito mais resistente do que a madeira

- O porco é assim chamado porque é nojento
- A fundação do Titanic serve para mostrar a agressividade dos ice-bergs
- Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo
- A água tem uma cor inodora
- O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe
- O Marechal António Spínola é conhecido principalmente por estar no dicionário
- A idade da pedra começa com a invenção do Bronze
- O sul foi posto debaixo do norte por ser mais cómodo
- Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha
- A luta greco-romana causou a guerra entre esses dois países
- Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade
- O tabaco é uma planta carnívora que se alimenta de pulmões

- Na Idade Média os tractores eram puxados por bois, pois não tinham gasolina
- A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios
- Quando dois átomos se encontram, vai dar uma grande merda
- Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado
- Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus
- Pergunta: Em quantas partes se divide a cabeça?
Resposta: Depende da força da cacetada
- A trompa de Eustáquio é um instrumento musical de sopro, inventado pelo grande músico belga Eustáquio, de Bruxelas
- Parasitismo é o facto de um gajo não trabalhar e viver à 'pala' dos outros, de dinheiro, cigarros e outros bens materiais
- Ecologia é o estudo dos ecos, isto é, da ida e vinda dos sons
- A Biologia é o estudo da saúde. E para beneficiar a saúde é que foi inventado o biotónico
- As constelações servem para clareficar a noite
- Ao princípio os índios eram muito atrasados mas com o tempo foramse sifilizando
- O Convento dos Capuchos foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do monte
- A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje
- A Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos
- A aves têm na boca um dente chamado bico
- A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo

Estes alunos ainda não deviam conhecer o site Francês que faz os TPC...

sábado, fevereiro 28, 2009

Chatear (com) a malta


Na recente feira de telecomunicações em Barcelona...

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

"Serás TU o meu Destino? Serás!? Serás!?"

Esta ansiedade, com um misto de saudade és TU...
E é toda feita de ti, dos teus cabelos, dos teus olhos
Que permanecem no céu tal e qual estrelas brilhantes e vagas
Como dois anseios de Amor, coagulados como o sangue que rega a nossa Amizade...

Esta saudade és TU... Que estás perto, mas ao mesmo tempo bem longe
E vestes uma capa ternurenta e me deixas confusa
É esse teu jeito meigo quando estás a olhar para mim quieto
É a tua voz tecida de silêncio nas palavras de Amor que me "sussuras" sempre ao ouvido...

Esta ansiedade é a loucura das tuas palavras meigas
Que me dizes tantas vezes e que não quero decifrar por medo
Agora ouço-as ao longe, como um trovão que ecoa à distância...

Apesar do tempo e da distância que entreponho
A tua meiguice ainda está comigo
Deixando mudos todos os meus sentidos.

Esta saudade és TU...
É a tua falta, é a falta do teu carinho de Amigo
Viva, em meu corpo, na minha Alma, viva...
Enquanto eu vagueio nas minhas dúvidas e medos.

Será que devo apostar em ti e no AMOR que mostras por mim sentir?
Será que és o meu Destino?
Será que és o meu Futuro?
Será? Será? Será?
Este será não me sai da cabeça...

Estás longe e não estás
Porque eu é que não te deixo realmente aproximar de mim
És muito ESPECIAL como pessoa, tens um Coração aonde cabe o Mundo inteiro
És como um pássaro que voa...
Quando sente que a Liberdade está à distância de uma janela...
E no fundo e sem querer admitir-te isso, gosto dessa tua faceta...
Admiro a tua determinação em lutar pelas coisas que gostas...
És igual a mim nisso o que me deixa muito Feliz...

Dizes-me tantas vezes ao telefone que adoras tudo em mim...
E as tuas atitudes só me demonstram isso...
Estarei a ser muito orgulhosa?
Estarei a perder uma oportunidade única de ser Feliz?

Talvez eu devesse tirar esta capa de aço em que me envolvi
E deixar-te voar para dentro do meu Coração
E deixar-me levar na doçura das tuas palavras...
Na loucura de tudo aquilo que quase sem retorno da minha parte
Já fizeste por MIM...
E continuas a fazer todos os Dias... SEMPRE com a tua forma dedicada
Dizes-me muitas vezes que davas a tua Vida por MIM
E sei que é verdade porque sinto isso em cada palavra por ti pronunciada...

EU nunca te deixei aproximar de verdade...
Muito menos te deixei entrar dentro do meu Coração
Sei que um Dia vou perder todo esse sentimento...
Que aos olhos de todos aqueles que me querem abrir os meus olhos
Dizem-me não haver sentimento igual!
E para todo esse sentimento eu abraçar...


Porque não abrir o meu Coração só para te AMAR!?


Por Shiazinha muito pensativa... TAMT, TAMF, TALY, TASWY


Ao som de "A Message" dos "Coldplay"...

sábado, fevereiro 21, 2009

O Meu Olhar Sobre o Mundo

A neve é divertida
A neve é branca
A neve é fofa
A neve é leve
A neve é fria

A neve parece sal
A neve parece açúcar
A neve parece farinha
A neve parece espuma
A neve parece chantilly

Eu gosto de neve!!!

Gosto da Serra da Estrela, com ou sem neve, mas sobretudo com neve, porque não há nada como a neve para nos suavizar, tornar mais doces, e termos a verdadeira noção da plenitude. A Serra da Estrela não é só Torre, há também as aldeias, os trilhos, a fauna, a flora, a geologia, as paisagens, e as populações.

Gostei de subir à Serra, porque quanto mais andávamos, mais lindo se tornava... e com -5ºC... tornou-se lindo abrir a porta do carro, que estava quentinho, e sentir aquele ar de cortar a respiração... geladíssimo. Apanhamos chuva, trovoada, sol, nevoeiro, granizo, e finalmente... neve. Houve um pouco de tudo para todos os gostos. Um espectáculo impressionante... um privilégio.

A grandiosidade da Serra da Estrela está em tudo... no tamanho, no ambiente, no ar, na gastronomia, no artesanato... e em tudo o que faz deste lugar, um lugar único. A Serra da Estrela transporta-nos para a vida tradicional das pequenas aldeias, para a riquíssima gastronomia, repleta de enchidos, e claro o famoso queijo da serra. No artesanato temos todos aqueles casacos de pele que nos fazem ter vontade de os trazer a todos.

É bom conhecer o outro lado do nosso país de mar. Conhecer o lado serrano, dos queijos, pastores, compotas, histórias, e castelos. A Serra da Estrela é tudo isto, e muito mais... é um óptimo destino.

fotografias: Å®t Øf £övë
música: Encosta-te a Mim

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Frasco de Vidro

Certo dia perguntaram a um sábio o seguinte:
-A minha alma, o meu ser, é um frasco de vidro.
- Diz-me, sábio, como poderei encher este frasco de "coisas" boas e úteis?
O Sábio pensou... e respondeu...
-A tua principal preocupação não deve ser no que vais encher o teu frasco, mas em primeiro lugar, aprenderes a lidar com a tampa.
Provavelmente, estamos todos muito preocupados em receber o melhor, e se possível, em quantidade.
Mas será que estamos preparados?
Sabemos lidar, verdadeiramente com a tampa do nosso frasco?
É que segundo o Sábio, lidando bem com a tampa, é mais fácil dar e receber...
Será mesmo assim?

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Saudade

Estou a passar aquela fase deprimente em que parece que o mundo conspira contra mim, nada me corre bem, não faço nada bem, não estou bem, não me sinto bem e dou por mim a questionar:
Se isto?
Se aquilo?
Se tivesse feito?
Se tivesse agido?
Todos nós temos um "Se" na vida mas como o que é passado já passou e não há forma de voltar atrás, sigo a minha vida e guardo na minha memória aqueles momentos especiais... aqueles... tu sabes... que revolucionaram a minha maneira de ser, que me levam a chorar de felicidade por terem acontecido.
Hoje, quando olhei para ti, percebi que por mais que o tempo passe tu és especial, que estarás sempre guardado no meu coração, que nunca me esquecerei de ti... e tenho saudades, da tua mão meiga a acariciar-me o rosto, o corpo... tenho tantas saudades, de ti.

Ps:. É o meu 1º contributo, espero que gostem :)

sábado, fevereiro 14, 2009

...

“Gosto de ti assim, em silêncio. Sem palavras que não dizes. Sem juras, sem promessas…

Gosto de ti sem te ter, quando te inundo, imundo.

Gosto de ti porque sim, porque não, assim-assim. Gosto de ti, sim!

Gosto de ti assim, quando dás o que recebes. Quando vês sem olhar. Quando calas o que consentes.

Gosto de ti, quando vou, quando venho e me venho.

Gosto de ti no calor do suor, quando te deixas e me deixas…

Gosto de ti, assim, no silêncio de tudo em ti. Todo…”


...



Gosto de ti assim, em silêncio. Sem palavras inúteis. Sem juras perpétuas. Sem promessas. Sem nada…

Gosto de ti, assim como te vejo. Sem qualidade, no defeito. Sem pressas, nem vagares.

Gosto de ti de noite, quando surges sem avisar. Tomas-me. Possuis. Sem mais…

Gosto de ti aqui, quando te vais, quando voltas. Quando me inundas e o fazes sem programar.

Gosto de ti sem mundo, no espaço do tempo. Agora!

Gosto de ti sem ter de dizer o que senti, do que temi. Assim, sem frases desperdiçadas. Sem amo-tes, sem amanhãs, sem quero-tes.

Gosto de ti assim, sem falar, sem explicar, sem pensar…

Só porque sim.


terça-feira, fevereiro 10, 2009

Parvoice abreviada

Nas empresas sempre houve a moda dos anglicismos e estrangeirismos. Uma forma de mostrar "inteligência" e de dizer coisas sem conteúdo...
Depois desta moda de parvoíce, chegou a das siglas. Na empresa em que trabalho, há muito disso. As mais habituais, e que me provocam comichão no céu da boca, são:
- FYI: for your information;
- ASAP: as soon as possible;
- PDS: ponto de situação.

Escrever em acrónimos, desta forma, é absolutamente irritante!

A juntar a isto, há quem goste de chamar os colegas (pessoalmente ou via mail) de "caro" ou "caríssimo".
Já houve quem obtivesse como resposta da minha parte:

- Sim, barata...?

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

É bonito o amor... Parece um carrossel...

Desconfio que há pessoas que não gozam aquilo que uma relação lhes pode proporcionar. Eu sou da opinião que num relacionamento não pode haver limites, mas mesmo assim eu tenho os meus, porque todos temos os nossos. O pior é quando esses limites não coincidem... Há por aí muita gente que tem limites muito estranhos!!!

Há aquelas que não gritam na cama, nem têm a capacidade de explorar aquilo que o sexo lhes pode dar, porque desde muito cedo constroem um relacionamento, depois perdem a virgindade com essa mesma pessoa, e logo de seguida começam a planear o casamento. Depois do casamento começam a pensar muito em ser mães... e depois o sexo deixa de ser frequente... Tenho muitas amigas que fizeram este trajecto de vida, até um dia... até ao dia em que...

Percebem que a vida é um carrossel, que pode e merece ser vivida, e que de desejadas a desejosas vai um pequeno passo. Isto acontece quando se interessam por alguém, começam a ficar outra vez mais magras e bonitas, coisa que os maridos inicialmente nem reparam. Compram roupas novas com maior frequência, começam a frequentar o ginásio, e deixam de falar na vontade de ter filhos.

Depois aconselham os maridos a sair com os amigos, dizendo que ficam bem por ali a verem um filme e a adormecerem no sofá. Eles ficam todos contentes, começam a achá-las mais bonitas, e a saírem todos confiantes, porque quando regressarem a casa depois da noitada com os amigos, e um pouco bebidos, ainda vão ter sexo... sempre muito igual... vinte minutinhos... no máximo... nem uma palavra durante... um sorriso no fim... e toca a virar as costas que o soninho está aí.

Elas por sua vez depois de eles saírem para a tal noitada com os amigos, suspiram de alívio, sentam-se no sofá, mas em vez de verem o tal filme e depois adormecerem, começam a trocar sms's com outro, que por acaso acham muito interessante e começam a pedir umas palavras bonitas... daquelas palavras que levam ao sexo, que tiram o sono, e a fome.

Como já "dormiram" algumas vezes com eles, tornam-se mais exigentes, e começam a achar que eles estão menos generosos que o costume, que as sms's começam a chegar a conta-gotas, e começam a sentir-se angustiadas. Nos intervalos longos entre as mensagens, começam a lembrar-se dos fins de tarde em que "dormiram" com eles, e em que voltaram a descobrir o prazer do sexo oral, e de se voltarem a excitar com apenas alguns beijos.

Eles que andavam loucos por elas começam a fartar-se, porque começam a achar que antes de terem "dormido" com elas, elas eram menos ansiosas, e agora estas mensagens em catadupa já chateiam, e o que não faltam por aí são umas quantas também belas e simpáticas, e se calhar descomprometidas...

Assim entre um "dormida" e outra, elas rapidamente passam de desejadas a desejosas. E assim acabam por adormecer a pensar no fim precoce que essas "dormidas" tiverem, e acabam também por perceber que se pode viver um outro tipo de vida, e que se pode repetir o fracasso das "dormidas" até estas serem um sucesso.

Passado umas horas eles - os maridos - regressam a casa das noitadas com os amigos, sentem-se felizes, e voltam a desejar a mulher que ali têm ao lado a dormir.

É bonito o amor... Parece um carrossel...

domingo, fevereiro 01, 2009

Mais Música

Mais uma partilha musical... Mais uma música diferente, com grande significado para mim...

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Relogios de Memória (Maquinaria d´alma...)

Entrar calando as letras
retire-se a espuma das ondas
seque-se o sopro do vento
vistam-se as chamas de negro

Quanto pedes tu ò alma doce
para matar sem conhecer
encerrar sem naufragar
somos pedaço de gente

Corvos flutuando em mares salgados
assim como as lágrimas que solto
não sou o que penso ser
mas sei ser o que não fui
quero morder o que beijei
e perder o que não vi

Tantas vezes a censura
os gritos presos na garrafa
segredos fechados na cave....
desta dor que não passa

Mas agora somos nós
de mil ventos as memórias
de mil chuvas as canções
e cornetas de vitória

Relógios de apagar brincadeiras...
Já não sonho os olhos doces
Já não provo com os dedos
Porque tenha muito ou pouco medo...
Abri o baú dos segredos...

De tantas formas de agradecer mensagens, esta não agradece, mas quer agradecer...


4 u All ;)

quarta-feira, janeiro 28, 2009

mensagem

Há momentos em que queremos dizer e não sabemos como…
Há palavras que queremos proferir e não sabemos em que momento…
Há espaços que podemos ocupar, com as palavras que queremos dizer naquele momento…

"Gosto deste espaço. Não porque seja especialmente perfeito, mas apenas por isso mesmo. Não me pertence, mas é meu. É como aquela coisa estranha que sentimos em relação à nossa casa. A casa pode nem ser nossa, mas é a nossa casa. Ou o nosso eu. Todos nos conhecem, mas o eu é só nosso.

Gosto deste espaço. Gosto de me refugiar aqui, onde desconheço cada conhecido. Onde sabem quem sou mesmo sem me conhecerem. Sinto-me confortável, onde não me interrogam mais do que sabem que responderei. Onde não me pedem mais do que darei. Onde sei que cada um é superior a mim, sem que eu seja inferior. Onde não tenho hora marcada, não reservei lugar, mas terei sempre um cativo.

Gosto do silêncio, do ruído e da melodia. Gosto de não ser obrigada a dizer que gosto e mesmo assim gostar, sem tão pouco saber explicar."


porque alguém me pedia que te dissesse o quanto gosta deste espaço e eu só consegui dizê-lo assim, Å®t

terça-feira, janeiro 27, 2009

Mar de Interrogações

O Art que me “conhece” já há uns tempinhos, lembra-se com certeza da verdadeira verborreia escrita que me caracterizava. Hoje em dia… nem eu própria me conheço!

Ando por aqui há dias e dias tentando dar uma sequência lógica a pensamentos que me assolam e de facto, tal como ele diz no seu pequeno texto introdutório, somos mesmo feitos de pedacinhos. Só que, por vezes, eles são tão pequeninos que quase se tornam microscópicos. Daí a colá-los e dar-lhes forma torna-se uma tarefa deveras complicada.

Dei comigo a pensar que quando esses bocadinhos se tornam tão minúsculos é porque chegamos frequentemente a pontos de interrogação. Ora a interrogação é a procura de respostas. Como tal, se não as encontramos, ou não queremos ou não podemos encontrar, os “casos pendentes” tornam-se num emaranhado de situações não resolvidas de onde só pode provir o caos, como é natural e lógico.

Levei anos estudando os problemas da mente humana e sei muito bem que muitos podem ser de natureza endógena, mas outros e a grande maioria são de índole exógena. Quem tem conhecimentos a nível psicológico sabe, ou deveria saber que a linha que separa o normal do patológico é somente da espessura de um fio de cabelo. Assim, podemos ter uma percepção aproximada das realidades que muitas vezes se nos apresentam.

Em termos teóricos não assusta nada e até podemos achar caricato. Quando olhamos para o plano pragmático e para as voltas que a vida pode dar, essa espessura pode de facto assustar. Ou seja, quando o caos se instala por força do mar de interrogações, o melhor mesmo é esperar ter uma estrutura suficientemente forte e equilibrada para, como vulgarmente se designa, dar a volta por cima. Sabendo eu o que sei, tenho que aceitar que nunca se dá a volta por cima mas sim por dentro. O resultado é sempre a colagem dos pequenos fragmentos de onde vai surgir indiscutivelmente um ser diferente do anterior. Seja para o bem ou para o mal, assim acontece!

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Eu me confesso...

Tenho uma enorme lacuna... Eu não gosto de poesia, não sou um apreciador fácil de poesia. Gosto de algumas coisas, gosto daquelas que me tocam, e que leio ao acaso. São umas coisas [daqui], outras [dali], e não tem a ver com estilos. É que o meu sentido artístico no que diz respeito à poesia não é nada apurado... é um problema...

Mas de vez em quando encontro poemas e autores que se entranham em mim, e ficam para sempre... e ocasionalmente transpiram para fora...
Basicamente, sei o que me toca e o que não me toca...


Eu vou estar sempre aqui.
E tu sabes onde,
sabes onde me encontrar.
Eu não fugi, eu permaneço.

Deixo adormecer-me sem ti,
porque tenho que dormir.
Fico onde estou, porque
sei que virás um dia.

Não quero que me percas de novo.
Por isso fico. E espero.
Calmamente.
Como se fosse inevitável,
cruzarmo-nos de novo.

E vou ser tua, vou possuir-te.
vou poder amar-te, só mais uma vez.
Relembrar, recomeçar, reviver.
E ficarmos os dois, assim,
como um só, numa nuvem
que se evapora e, não volta.

Ventania de Sílabas - Setembro de 2008


Paula Raposo tem editados dois excelentes livros de poesia: "Canela e Erva Doce" e "Golpe de Asa".
Eu sigo atentamente tudo o que ela publica nos seus diversos blogues há pelo menos uns três anos. Se puderem "espreitem" os seus espaços, porque como a Paula Raposo diz, por lá vão encontrar "um turbilhão de sentimentos... uma tempestade..."

Desenho de António F. Santos

domingo, janeiro 18, 2009

O Estranho Caso de Benjamin Button

Adaptado de um romance de F. Scott Fitzgerald, ficará como um dos grandes filmes de 2009.

“O filme conta a história de Benjamin e da sua "viagem" fora do comum, das pessoas e lugares que descobre ao longo do seu caminho, dos seus amores, das alegrias da vida e da tristeza da morte, e daquilo que dura para além do tempo.” (SAPO)

Diria que é quase um filme conceptual, na medida em que nos remete para uma série de conceitos que, necessariamente, estão ligados à Vida.
Tendo como pano de fundo a temporalidade, este “estranho caso” põe-nos a debater o significado de envelhecer, de rejuvenescer, da vida, da morte, de amar, das condições que impomos para amar e ser amados… e o que cada um destes conceitos e realidades representa para cada indivíduo.

domingo, janeiro 11, 2009

Ausência...

Há já algum tempo, que nada escrevo neste nosso pedaço...
No entanto a minha ausência, não significa indiferença, bem pelo contrário, leio atentamente todos os posts aqui publicados. A ausência por vezes, torna-se necessária, o que não significa menos cuidado... Por isso, e de certa forma para me redimir, deixo aqui a letra de uma música, que de recente nada tem, mas que para mim é muito especial... Um bom ano para todos e um grande beijinho...

James Morrison - Wonderful World

I've been down so low people look at me and they know
They can tell something is wrong, like I don't belong
Well, staring through a window
Standing outside there just to happy to care
Tonight I wanna be like them but I'll mess it up again
I tripped them out when God kicked outside everybody's soul

And I know that it's a wonderful world, but I can't feel it right now
Well, I thought that I was doing well but I just want to cry now
Well, I know that it's a wonderful world from the sky down to the sea
But I can only see it when you're here, here with me

Sometimes I feel so full that it just comes spilling out
It's uncomfortable to see I give it away so easily
But if I had someone I would do anything
And never, never, never let you feel alone
I won't, I won't leave you on your own
But who am I to dream?
Dreams are for fools, they'll let you down

And I wish that I could make it better
I'd give anything for you to call me
Maybe just a little letter, it could start again

And I know that it's a wonderful world, but I can't feel it right now
I've got all the right clothes to wear, I just wanna cry now, cry now
Well, I know that it's a wonderful world from the sky down to the sea
But I can only see well when you're here, here with me
And I know that it's a wonderful world when you're with me

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Música 2008



Quero partilhar esta música convosco, talvez das melhores de 2008

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Figueira da Foz (vista por meus olhos)



Saudades dos abraços salgados espalhados eternamente nas areias clareadas desta praia. Sonhos perdidos, escondidos em cada árvore em cada gota de orvalho das manhãs desta serra. Tantas noites, tantas histórias de amor e paixão escritas a azul nesta calçada fria. O som do relógio que grita de saudade, saudades metalizadas e esquecidas na ausência de seus ponteiros. Já não fazes parte da ponte que se ergue sobre este rio, já não vez os velhos sentados nos bancos desta fonte. Memórias ténues da cerveja que caía suavemente na conversa de bar, aquele bar onde os sonhos eram índios cavalgando na paleta da rizada. Moedas caindo, fluindo, dançando e jogando, em tantas mesas de veludo verde. E os sons turbilhantes de 1 a 3 e 14 daquela pequena praça de sons vindos da cave.


Foram tantas as ondas;

Tantas as folhas;

Tantas as pedras brancas;

Tantas as horas de luz e sombra;

Tantas as passagens em uma só fila;

Tantas as conversas acesas;

Tantas as sortes nos pontos dos dados;

Tantas as noites de rock dançante


Restas-me me tu, apenas tu....

Figueira da Foz.

sábado, janeiro 03, 2009

O meu "Pedaço" # 20

Naquele tempo eu sentia-me sufocado...
As tuas surpresas... os teus telefonemas... a tua presença constante...
Os nossos sorrisos... os nossos suspiros... os nossos olhares cúmplices...
Não resisti...
Conseguiste-me fazer esquecer de tudo...
Como me tornei frágil...
Perdemo-nos um com o outro...
Tantas portas... tantos caminhos... tantas estradas... tantas janelas...
E não conseguimos encontrar uma saída!!!

A nossa amizade hoje angustia-me.
Fugi do teu olhar, antes que me afogasse.

Fui então acusado de cobardia, e nunca fui compreendido.
Fui acusado de não ter lutado... e tu... será que tu não deverias ter lutado também?
Fui acusado de não ter esperança, e nisso talvez tenham razão, porque apaguei todas as luzes logo após te ter negado a possibilidade de entrada na minha vida.

Os meus pés decidiram parar antes que me perdesse de vez.
Desde esse dia tentei arranjar novos sonhos... compartilhar novos planos...
Saí pela porta dos fundos quando não havia ninguém a olhar.
Vagueei falsamente distraído, à procura de ouvir os sons do silêncio e nada mais.

Apaguei os teus sorrisos da minha memória.
Rasguei-me ao meio e deitei metade fora.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Quero é viver!


Vou viver!
Até quando eu não sei
Que me importa o que serei
Quero é viver
Amanhã
Espero sempre um amanhã
E acredito que será
Mais um prazer
E a vida é sempre uma curiosidade
Que me desperta com a idade
Interessa-me o que está para vir
A vida em mim é sempre uma certeza
Que nasce da minha riqueza
Do meu prazer em descobrir
Encontrar, renovar, vou fugir ou repetir
Quero é viver!
(António Variações - Humanos)
Se as doze badaladas tivessem aquele poder mágico de tudo mudar em segundos, se os desejos secretamente pedidos ao sabor das doze passas devoradas fossem uma doce certeza, eu pediria, apenas e somente, para esquecer...
2008 foi um ano difícil, um ano de muitas lutas em vão, de muito desgaste emocional, de muitas perdas... e a maior de todas, para mim, fui eu mesma.
Perdi-me, deixei de me ver, de me reconhecer, deixei de saber onde estava, ausentei-me.
Procurar culpados, é inútil. Encontrar respostas, quem sabe um dia...?
Sim... pediria para esquecer.
Mas as doze badaladas não são tão mágicas como gostaríamos e, no dia seguinte, o sol nasce da mesma forma e tudo continua no mesmo lugar. Aquele passado que queremos deixar lá atrás, foi apenas ontem... e não se afogou em taças de champagne.
Pedir para esquecer é querer andar mais depressa que o próprio tempo, é inventar uma mentira que nos coloca um sorriso forçado no rosto e nos obriga a procurar soluções rápidas que, no fim, ainda farão mais estragos.
Então... não peço para esquecer.
Peço apenas para viver... quero é viver... viver para juntar os pedacinhos perdidos, viver para me encontrar e reencontrar, viver para saborear o que vier amanha, viver para dar ao tempo o tempo que for preciso para esquecer... e então viver!
Desejo a toda a família do Pedaços um 2009 cheio de vida!

sábado, dezembro 27, 2008

um pato mal encarado rebocando duas bolas e um barrigudo de uma perna só

Olhou-o de frente, fitando-o insistentemente, profundamente.

Gordo, barrigudo, de uma perna só, fazia-se acompanhar de um pato que puxava desesperadamente duas bolas redondas e ocas.

Vacilou… não tinha bem a certeza se desejava confiar nele, afinal… que lhe poderia dar de valor?

Voltou-se intimidada em busca do outro que já conhecia, talvez não fosse grande coisa, talvez nem fosse bonito. Meio atabalhoado, meio enxofrado. Um bocado agressivo, tempestuoso e um bocadinho mentiroso, mas ainda assim… algo generoso, um pouco bondoso, embora um niquinho preguiçoso. Chamou-o, na voz mais alta que conseguia “espera, não te vás embora!” mas já estava a ir.

Restava-lhe o gordo, barrigudo de uma perna só, que se fazia acompanhar de duas ocas bolas, rebocadas por um fatigado pato.

“não sou melhor, nem pior; não sou bom e nem sou mau; definitivamente não serei igual, mas serei teu!”

Mirou-o desconfiada, melindrada, acanhada, desorientada… e de repente… avançou determinada “e porque não?!” afinal, o gordo barrigudo de uma perna só, estava mesmo ali e… o pato era o mesmo e podia entreter-se a encher as duas bolas. “bora lá!”, num ápice, por entre foguetes e jorros de espumante, entregou-se ao jovem gordo, barrigudo de uma perna só, acompanhado de um pato meio tosco, puxando duas velhas bolas.


2009

que o vosso seja excelente!

sexta-feira, dezembro 26, 2008

O Meu Olhar Sobre o Mundo

Bilbao... cada vez gosto mais desta cidade. Fico sempre com uma enorme vontade de voltar para descobrir novas rotas. Já sei que a política por lá pega fogo, e eu sou contra a violência terrorista, mas cada vez que vou a "terras bascas" entendo melhor o seu desejo de independência, porque eles têm um "país" muito diferente do resto de Espanha.



Bilbao
é uma cidade nascida do seu porto, e que fica no País Basco, que é uma região localizada entre o norte de França e a Espanha, e a principal característica pela qual é conhecida esta zona, é pela sua incessante luta pela independência. Mas isto por si só não chega para descrever esta zona, é demasiado redutor para tanta beleza.


Bilbao é uma cidade com personalidade, com um povo singular que sabe receber com atenção e simpatia, e ainda tem a sorte de contar com excelentes museus, edifícios, praças, e bairros muito interessantes. Os Bilbaínos têm também uma gastronomia que merece ser conhecida, onde em qualquer "biroska" se come muito bem, por isso podemos fazer em ir "de pinchos" pelo "Casco Viejo" um roteiro obrigatório.


Bilbao é uma cidade onde o moderno e o antigo se conjugam em perfeita harmonia. A parte velha de Bilbao (Casco Viejo) é o coração da cidade, e situa-se na margem direita da ria, entre a ponte de San Antón, e a Igreja de San Nicolás. Para além do famosíssimo Museu Guggenheim, tem também o Mercado de La Rivera, Igrejas bonitas, lindos passeios e jardins contornando a ria, bares animados, bons restaurantes, ruas limpas, e pessoas amáveis.

Desta vez não deu tempo para descobrir e visitar as cidades vizinhas, mas como sempre acontece, voltou a ficar a enorme vontade de voltar para continuar a exploração...


fotografias: Å®t Øf £övë
música: Abro La Ventana

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Happy Christmas



Um feliz Natal para todos

Se virem hoje o Pai Natal para o ano bebam menos , ok


terça-feira, dezembro 23, 2008

Tempo de Natal

A propósito do post anterior sobre o Natal, lembrei-me desta mensagem que recebi hoje a propósito da desejologia para o próximo ano:

"O que eu mais vos desejo para 2009:

Tempo!
Não vos desejo um presente qualquer,
Desejo-vos somente aquilo que a maioria não tem.

Desejo-vos tempo, para se divertirem e para sorrir;
Desejo-vos tempo para que os obstáculos sejam sempre superados
E muitos sucessos comemorados.

Desejo-vos tempo, para planear e realizar,
Não só para vocês, mas também para os outros.

Desejo-vos tempo, não para ter pressa e correr,
Desejo-vos tempo para se encontrarem,
Desejo-vos tempo, não só para passar ou vê-lo no relógio,
Desejo-vos tempo, para que fiquem;
Tempo para vos encantar e tempo para confiar em alguém.

Desejo-vos tempo para tocar as estrelas,
E tempo para crescer e amadurecer.

Desejo-vos tempo para aprender e acertar,
Tempo para recomeçar, se houver fracassos...

Desejo-vos tempo também para poder voltar atrás e perdoar.
Desejo-vos tempo, para ter novas esperanças e para amar.
Não faz mais sentido protelar.

Desejo-vos tempo para ser feliz.
Para viver cada dia, cada hora como um presente.
Desejo-vos tempo, tempo para a vida.

Desejo-vos tempo. Tempo. Muito tempo!"

segunda-feira, dezembro 22, 2008

mais um Natal

Natal… mais um Natal. Olhou pela janela o campo verde, a serra de um lado, o mar do outro. No jardim alguns narcisos espreitavam em redor do pequeno lago gelado. As gotas fortes da chuva escorriam ao longo do vidro. Puxou o cortinado. Aproximou-se da lareira para atear a lenha que crepitava. Sentou-se calmamente, no grande cadeirão ao lado da enorme árvore iluminada. O cabelo grisalho cortado, as rugas no rosto vincadas e a imensa ternura estampada. O ameno ambiente aconchegou-o e fechou os olhos sobre si mesmo.

De pijama azul e pantufas fofas, saltitava em redor dos embrulhinhos multicolores. Os caracóis emolduravam-lhe a face ligeiramente rosada, onde sobressaíam os grandes olhos negros como carvão. Toda a sua expressão se concentrava naqueles enormes olhos, no nariz pequeno e nos lábios muito vermelhos. Nas mãos os pequeninos dedos, de unhas imaculadas, desatavam avidamente os lacinhos e fitinhas sobre o papel colorido. A cada nova surpresa desvendada o sorriso rasgava-se e um radioso aaaaahhhhh soava por entre gargalhadas e obrigados.

Acordou, já passava das oito. Na lareira a lenha ardia em imponente chama escarlate. Atrás de si o peru sobre a mesa, as velas encarnadas nos castiçais de prata, o serviço de porcelana, os talheres do faqueiro, as nozes, as passas, as broas, os chocolates e o famoso bolo-rei. Syle rondava-lhe as pernas, saltitando em breves piruetas, num miar de chamamento. A campainha da porta suava insistente abafando a música de Natal esquecida na velha aparelhagem.

De robustas botas ensopadas, as calças pretas molhadas, o casaco azul salpicado, um chapéu-de-chuva a escorrer. Os caracóis caindo sobre a face, o sorriso aberto nos lábios muito vermelhos e os enormes olhos negros expressivos, no rosto suavemente barbeado. Nas mãos firmes o embrulho.


“está um tempo…”

“pois é filho… o tempo…”


FELIZ NATAL

domingo, dezembro 21, 2008

Christmas Countdown


Um FELIZ NATAL pleno de paz e amor na companhia dos que vos são mais queridos... é o que desejo a todos os @migos do "Pedaços de Nós"

sábado, dezembro 20, 2008

Lágrimas...

Lágrimas... de felicidade ou por ser infeliz
Lágrimas... de dor ou por insensibilidade
Lágrimas... de pertença ou pelo que perdi
Lágrimas... na tua presença ou pela tua ausência

Lágrimas... por amar ou odiar
Lágrimas... em chama ou na frieza do teu olhar
Lágrimas... por orgulho ou humilhação
Lágrimas... por coragem ou cobardia

Lágrimas... por afirmação ou negação
Lágrimas... por ignorância ou por saber demais
Lágrimas... pelo alívio no final de tudo
Lágrimas... por toda a parte ou em parte nenhuma

Lágrimas... sozinho ou no meio da multidão
Lágrimas... por não conseguir explicar
Lágrimas... por não conseguir conter
Lágrimas... por não conseguir compreender
Lágrimas... a razão... de chorar

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Lápis

Morrem de erosão, expostos e diminutos, sob tensão da lâmina afiada. Vida arriscada, riscada em inúmeros riscos, com números e letras. Perdem-se pelos pontos, sem conto, nos contos que nos conta. Chamados às contas, sem darem conta, fazem as contas da nossa cabeça. Sua vida curta, encurta enquanto a nossa história aumenta. Inventa linhas que não segue e caminhos que não reclama. Memória volátil, frágil. Se a mão for ágil, descobrem a fórmula como forma de vida ou acabam em escrita dissolvida. Por vezes escapam à desgraça da borracha que os ameaça, em jeito de traça, salva-se o seu trabalho, no traço dum rosto que traça ou, sem que seu gosto se sinta, sobre a tela e debaixo da cor que tem a tinta.
Alguém viu o meu lápis?