quarta-feira, maio 19, 2010

Cumplicidade

Irrita-me o tom desse teu “bom dia", sempre tão cheio de certeza de que é o bastante para que eu deixe escapar um sorriso assim que o recebo, pela manhã. Irrita-me essa tua mania de continuares a querer partilhar comigo o quanto o almoço te está a saber bem, ou o quanto estás farto dessa reunião infindável. Irrita-me quando me dizes, a meio da tarde, que estás a passar naquela rua onde fica aquele restaurante onde costumávamos jantar. Irrita-me quando fazes questão de me contar como correu a consulta que tiveste por causa da unha encravada do dedo mindinho da mão direita. Irrita-me aquela mensagem que me envias a avisar que está a dar o filme que eu gosto no canal X, ou que finalmente encontraste aquele dvd que procurei durante tanto tempo.

Irrita-me que conheças de cor os meus hábitos e faças questão de mo lembrar com um ruídoso "acorda, tens de ir jantar!" lançado pelo msn, ao fim da tarde. Irrita-me quando me vens perguntar qual o melhor detergente para meter na máquina de lavar roupa e quanto tempo demora a carne a descongelar no microondas. Irrita-me quando às seis da manha me dizes que acabaste de chegar de uma noitada e vais dormir, despedindo-te com um “até amanhã” cheio de convicção de que “amanhã” nos falaremos de novo. Irrita-me quando comentas que foste lá fora dar comida aos cães e reparaste na enorme Lua Cheia que está lá em cima. E irrita-me saber que sabes que também reparei nela. Irrita-me quando completas as minhas frases, antecipas as minhas respostas e adivinhas as minhas reacções, e nem pões a hipótese de teres errado em qualquer uma delas. E irrita-me perceber que, na verdade, nunca erras em nenhuma.

Irrita-me que ainda saibas tanto de mim e faças questão de o mostrar todos os dias, ao longo do dia, e que insistas em manter os nossos hábitos, como se eles ainda fossem realmente nossos. Irrita-me esta cumplicidade que não deixas quebrar, cheio de certeza de que vamos estar sempre aqui à distancia de um “vamos lá pôr o orgulho de lado”.

E irrita-me saber que sabes que, mesmo em silêncio, concordo contigo.

terça-feira, abril 27, 2010

coisas que os pais nos ensinam...

Calma, não deixes que tudo te atinja o coração. Nem tudo vale a pena.

Não procures demais. Não vasculhes. Não desesperes. Não te contorças. Não blasfemes.

Acalma-te e… aguarda.

A vida é assim, para ser vivida devagar, tranquila. Delicia-a. Saboreia-a. Cada minuto, cada momento, cada instante.

Não te assustes o céu não vai cair. A lua não vai fugir. O sol não morrerá. O mar não se afogará.

Não te esforces além do excesso. Não te consumas. Não te empenhes além de ti. Não te devores, não te destruas, não te danifiques. Não te gastes.

Não deixes o medo sugar-te.

Quando tudo parece que vai mal. Quando a tempestade desabar. Quando o problema parecer uma montanha. Relaxa. Aguarda. Não tentes pensar em demasia.

Recosta-te na maresia que te envolve a alma. Descontrai. És tu. Regressa a ti e verás...

... que amanhã é um novo dia.


quando me incutias isso em pequenita, parecia tão simples :)

quarta-feira, abril 14, 2010

O meu "Pedaço" # 25

Tínhamos todos 20 anos nos anos oitenta.
Era o tempo da expressão "o que tu queres sei eu".

Felizmente nunca irão saber o que eu queria, nem o que andei a fazer naqueles anos que agora chamam de oitenta. Não são histórias que se possam contar, e muito menos voltar a acontecer. Eram tempos em que dava para fazer tudo ao mesmo tempo, sem se perder a sensação de que não se tinha feito nada, mas bem pelo contrário, de que ainda havia muito para fazer.

Os anos oitenta, foram uma década de puro divertimento. Era a música... a dança... a música de dança... e todos vocês são capazes de distinguir e imaginar, entre o que pode levar à dança, e ao que a dança pode levar...

Nos anos oitenta havia rapazes e raparigas... olhares, vontades, investidas, planos...
E não vale a pena esconder, esses rapazes fizeram-se homens, e as raparigas mulheres. E passaram a dar-se números de telefone, a dar-se "ares de graça", a dar-se desculpas...

Também nos anos oitenta havia projectos, havia problemas, e havia malandrice. Era o efeito desencaminhador... para o bom caminho.
Afinal aquela paródia ininterrupta que foram os anos oitenta valeu a pena...

segunda-feira, abril 12, 2010



LOVE AND SWEET KISSES TO YOU...

quarta-feira, abril 07, 2010

meios inteiros

Sou assim meio estranha, meio confusa, meio esquisita, meio confiante, meio desconfiada, meio aberta, meio fechada, meio alegre, meio triste, meio distante, meio frágil, meio segura, meio terna e meio arisca. Eu sei… tantos meios não podem de forma alguma dar um só inteiro. Nada de jeito portanto.

Mas nem por isso serei diferente. Não é possível ser diferente. Deixaria de ser quem sou se não tivesse tantos meios.

Não são meios melhores nem tão pouco piores, são apenas os meios que fazem de mim não um meio ser mas sê-lo por inteiro. E mesmo quando me cortam pelo meio, permanecem inteiros todos os meios.

Por isso não adianta tentar modificar, insistir em completar, forçar ou colar. Porque me agradam os meios de cada um dos meios que sou, mesmo que não exista perfeição pelo meio de qualquer um desses meios...



...que sou por inteiro

domingo, abril 04, 2010

Quebre a rotina...



Descoberto e descaradamente copiado daqui.

Também me anda a apetecer quebrar a rotina...

sexta-feira, março 19, 2010

Pai... Obrigado



PAI...
Tu és especial... uma pessoa preciosa
teus gestos... amizade... risada gostosa
Carinho chegando sem tempo ou hora
caminhada nobre do passado ao agora

Em sábias palavras teu afecto conduz
partilhar trilha suave é seguir tua luz
Aos enigmas da vida a mão estendida
até ao desvendar por vivência sentida

Brilha teu olhar nos desafios vencidos
é recompensa maior braços estendidos
Teu acalento bem-vindo afaga o coração
tu sabes como ninguém activar emoção

PAI... pequena e tão expressiva palavra
ao orientar com amor na medida certa
Teus ensinamentos dourados alma lavra
e os conselhos vida afora dão o alerta


PAI...
teu lugar em minha vida
seja passado presente ou futuro
foi... é... e sempre será marcante
Tu és a brisa nos temporais
partilhando sonhos e ideais
quando em passos indecisos
busco aos teus sinais
Teu apoio é constante
às vezes presente ora distante
e não me deixa esquecer jamais
felicidade de ter-te como PAI
e saibas... te adoro demais

PAI... Obrigado
por ser quem tu és
por seres parte da minha estória
no alcance de tantas vitórias
e perene sempre serás
nas páginas vivas da memória
Desejo que meu amor sincero
sentido por ti eternamente seja
creias... é o que mais quero
E nesta data com emoção dizer
"Feliz Dia dos Pais"
certamente
é te amar um pouco mais

P.S- Dedico esta mensagem, especialmente, ao Pai das minhas "Nekinhas"...
Obrigada por seres o Pai que és

sábado, março 13, 2010

O Meu Olhar Sobre o Mundo

Berlim é uma cidade bem particular...
Só mesmo indo a Berlim para nos apercebermos o quanto a cidade está carregada de história. Boa parte dessa história está reflectia na reconstrução, e na destruição de prédios, igrejas, monumentos ou bairros inteiros, que foram bombardeados durante a Segunda Guerra Mundial.


Houve um tempo em que a maior atracção de Berlim era a Igreja Memorial de Guilherme I, mantida de propósito no estado em que ficou depois dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Hoje há tanta coisa para ver que chegamos a correr o risco de nos esquecermos dela…


A desconstrução é representada pelo Muro derrubado que reunificou a Alemanha novamente em 1989, e que ainda hoje permanece lá, embora na sua esmagadora maioria de forma invisível. Do Muro apenas resta uma linha assinalada no chão da cidade, e curtos pedaços preservados como relíquia histórica. A história que o Muro representa impressionou-me bastante porque eu vi acontecer pela televisão. É diferente de aprender uma história que aconteceu bem antes de eu existir, sei lá, parece-me uma coisa mais real.


Pariser Platz, em frente ao Brandenburger Tor, é o mais importante portal de Berlim. Antes da guerra, era o símbolo da paz, e depois da reunificação tornou-se no símbolo do nacionalismo alemão. O Memorial das Vítimas do Holocausto, é uma área grande, mais ou menos equivalente a um quarteirão, com 2.700 pedras escuras de tamanhos diferentes que fazem lembrar um cemitério. Mais à frente chega-se ao local onde se encontra o Bunker onde Hitler passou seus últimos dias. É um lugar completamente comum que foi aterrado e transformado num parque de estacionamento.


Ainda há o Checkpoint Charlie, que era um dos pontos de fronteira entre o lado americano e o lado soviético do Muro.
No lado Oriental da Alemanha é onde as coisas acontecem, onde estão os melhores museus, os monumentos restaurados, as novas construções, e a vida nocturna.


A descoberta da nova Berlim começa quando se sai da estação de metro de Potsdamer Platz e se dá de caras com o Sony Center, que é uma praça futurista delimitada por prédios disformes e coberta por um tecto de vidro. Há uns anos atrás lá só havia destroços do Muro de Berlim, cuja história se pode conhecer numa exposição permanente em frente à praça, onde ainda existem fragmentos do Muro intactos.



As ruas mais comerciais de Berlim são a Französischer Strasse e Friedrichstrasse. A rua da noite institucionalizada, com restaurantes e bares, é a Oranienburger Strasse. É um bom local para experimentar a autêntica comida alemã, a currywurst (salsicha levemente temperada com curry), e que é famosa na cidade. E, claro, não se esqueçam de experimentar a maior quantidade possível de cervejas!!!
O facto é que gostei muito de Berlim. Foram dias muito bem aproveitados.


fotografias: Å®t Øf £övë
música: Der Anfang Vom Ende

quarta-feira, março 10, 2010

Tudo

Tudo dou e nada recebi...
Para mim, quem com tudo entra, é impossível não receber algo em troca.
Todos os momentos que vivemos, cada segundo, minuto, horas e dias juntos, são memórias que permanecem para sempre no meu íntimo.
Se com nada entrei, com algo sairei.
Tal como tenho sempre dito, ninguém perde tudo, e ninguém perde o que nunca foi seu....

segunda-feira, janeiro 25, 2010

É o tempo do tempo, do tempo que nos resta





Precisas de amar

Mas tudo o que entregas é corpo 


Falas da alma


E vives sem ela  


Queres


Mas não corres atrás


Aprendes a rir 


Ainda querendo chorar 


Tentas preencher 


Quando o copo está vazio 


Não podes 





MAS VAIS 


Queres esquecer 


Mas tudo o que resta é lembrar






A vida é um contra-senso cíclico, inversamente proporcional ao bater dos ponteiros, porque o tempo não pára, porque o tempo não dorme, porque o tempo não morre........


É o tempo do tempo, do tempo que nos resta. 

 Pensar é nosso escudo, agir a nossa arma!   


 (A simplicidade é arma letal em mundo complexo) 








Love u all

domingo, janeiro 17, 2010

Navegar

Navega, descobre tesouros, mas não os tires do fundo do mar,o lugar deles é lá.
Admira a Lua, sonha com ela, mas não queiras trazê-la para Terra.
Goza a luz do Sol, deixa-te acariciar por ele. O calor é para todos.
Sonha com as estrelas, apenas sonha, elas só podem brilhar no céu.
Não tentes deter o vento, ele precisa correr por toda a parte.
Ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Goza a luz do Sol, deixa-te acariciar por ele.
O calor é para todos.

As lágrimas?
Não as sequem, elas precisam correr na minha, na tua, em todas as faces.
O sorriso! Esse deves segurar, não o deixes ir embora, agarra-o!

Quem amas?
Guarda dentro de um porta jóias, tranca, perde a chave!
Quem amas é a maior jóia que possuis, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira.
Conserva a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela.
Abre todas as janelas que encontrares e as portas também.
Persegue o sonho, mas não o deixes viver sozinho.
Alimenta a tua alma com amor, cura as tuas feridas com carinho.
Descobre-te todos os dias, deixa-te levar pelas tuas vontades.
Mas não enlouqueças por elas.

Procura!
Procura sempre o fim de uma história, seja ela qual for.
Dá um sorriso àqueles que esqueceram como se faz isso.
Olha para o lado, há alguém que precisa de ti.
Abastece o teu coração de fé, não a percas nunca.
Mergulha de cabeça nos teus desejos e satisfá-los.
Agoniza de dor por um amigo, só sairás dessa agonia se conseguires tirá-lo também.
Procura os teus caminhos, mas não magoes ninguém nessa procura.
Arrepende-te, volta atrás, pede perdão!
Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário.
Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela.

Se achares que precisas de voltar atrás, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado, começa novamente.
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o achares, segura-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
"O mais é nada"

Fernando Pessoa

sábado, janeiro 16, 2010

Tempestade

O País tem estado em alerta devido à tempestade que temos tido, e eu consegui chegar a casa sequinha, porque a tempestade protege sempre as tempestuosas como eu. Gosto de chegar a casa e encontrar o calor do lar, que tem sempre para mim o sabor de reconciliação com o mundo. Mesmo eu que tanto gosto de fazer faísca, não prescindo desse conforto.

Mergulhei na banheira, que enchi de espuma, e estranhamente, pela primeira vez desde que moro neste prédio, comecei a ouvir os risinhos da minha vizinha. Eu nunca tinha ouvido a rapariga a rir!!! Mas mal eu sabia que era apenas e só o princípio da tempestade...

Ela vive com um gajo por quem eu não tenho grande empatia. Ele é esforçado, mas eu chuto-o para canto. Quando os risinhos começaram eu estava a brincar com o patinho de borracha na banheira... e risinho puxa risinho (enquanto o tempo puxava chuva), e o gajo deve ter começado a puxar por ela... ela parecia um trovão a abanar as janelas... ofegante e torrencial, gritando... "sim e sim e siiiiiiiim!!!"

E não pensem que a cena foi nuvem passageira. Não... a tempestade parecia da grossa (se me permitem a expressão). A vizinha estava a ser duramente fustigada pelo dilúvio, e eu ali a espumar-me de raiva, com o patinho já murcho de tanto banho.

Das duas, uma: ou entre eles só há faísca em dias de tempestade, ou era o tempo que trazia até minha casa o eco deles. Nessa noite quase adormeci na banheira, e até aproveitei o barulho dos outros para fazer o meu...

Será que de mim também ficaram a pensar que é só em dias de tempestade??? Será que ouviram o meu patinho??? Para saber, vou ter que esperar pelas próximas chuvadas, sem descurar as boas abertas...

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Haiti

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Um som a ouvir na semana mais difícil do ano



Bom Ano para todos

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Primeiro dia do resto do ano

Hoje é o primeiro dia do resto deste ano, e por isso vou fazer uma associação que não sei se combina bem para todos, mas que aos meus olhos combina na perfeição - falo de sexo/amor versus imagem/fotografia.

Sempre que possível gosto de ver associadas as imagens e as palavras... e vice-versa. Ambas as sinto frequentemente como arte, como aquilo que vivo, que me perturba, e enlouquece. Em resumo... tudo aquilo que amo.

Hoje à fantástica imagem da Maria, Simplesmente, junto as palavras do também ele sempre magnifico Flávio Gikovate.


É comum ouvir dizer que, depois de alguns anos, a vida sexual dos casais se torna extremamente tediosa e repetitiva. A freqüência das relações costuma diminuir, regredindo para um encontro físico por semana, no qual as pessoas cumprem o "dever conjugal" ou "batem o ponto" – linguagem derivada da atitude displicente que têm alguns funcionários públicos. Muitos homens completam seus anseios sexuais pelo contacto com outras mulheres que não as esposas. E existem mulheres que também agem desta maneira. Mas a maior parte delas acomoda-se à situação, por achar que "a vida é assim mesmo" e voltam-se para interesses diferentes, principalmente para os filhos.

Costuma-se dizer que o desejo sexual é transitório: alimenta-se da novidade e depende muito da conquista, de modo que o que já foi conquistado perde quase totalmente a graça. Em parte, isso é verdade. Mas a experiência ensina-nos também que existe um bom número de casais que mantém uma vida sexual rica, excitante e divertida por vinte, trinta, quarenta anos seguidos. O fundamental é tentar entender por que isso acontece e extrair daí algumas lições úteis para que a maioria das pessoas possa desfrutar das delícias eróticas por toda a vida.

Mais importante do que saber por que o desejo desaparece em tantos casais é entender as razões pelas quais ele permanece em outros. Quero referir-me apenas aos "bons casamentos" – aqueles em que há uma dose decente de afeição recíproca e, principalmente, uma atitude mútua de respeito e consideração. Sim, porque nos "maus casamentos" a vida sexual tende a esvaziar-se por razões sentimentais. Um homem ou uma mulher que se sinta sempre humilhado(a) e rejeitado(a), ou que seja tratado(a) com grosseria e autoritarismo, tem o "dever" de desenvolver uma aversão física pelo(a) agressor(a).

Na maioria dos casos, é isso o que ocorre e, não raramente, é o início do fim do casamento. Existe uma excepção: aquela na qual o agressor – um homem ou uma mulher – pode provocar permanentemente a incerteza e o ciúme do parceiro. E o ciúme é um poderoso afrodisíaco, pois mobiliza inseguranças pessoais e tendências competitivas e de disputa. Ninguém quer se mostrar menos competente que um eventual rival.

A minha impressão é a de que o factor erótico que se alimenta de novidades e se cansa com a repetição é unicamente o que deriva da excitação visual do homem. O rapaz casa-se e, no início da convivência, pode ficar excitado apenas ao ver a sua mulher nua. Isto é coisa que costuma desaparecer logo, muito antes dos sinais de envelhecimento físico da companheira, não estando associado a esse facto. Aliás, a importância da visão, como elemento de excitação masculina, diminui com o passar do anos, até mesmo em relação às outras mulheres que não as próprias esposas. A excitação vai se tornando mais dependente dos carinhos e do toque. Quer dizer que o aspecto táctil se torna cada vez mais influente. Na mulher é assim desde o início da vida adulta. Ela excita-se ao se perceber desejada e, principalmente, ao ser acariciada de um modo adequado.

É preciso, portanto, que os próprios homens saibam que o que está a acontecer é absolutamente normal. Do contrário, eles terão a impressão de que já não têm mais o mesmo interesse pela esposa, o que não é verdadeiro. Eles necessitam agora, exactamente como as mulheres, de mais agrados e carícias físicas para terem excitação sexual. Depois que surge a erecção, tudo ocorre como no passado. Claro, desde que a vida em comum seja de razoável entendimento e consideração mútua.

O desejo não se esvai, ele modifica-se. Deixa de ser visual e torna-se essencialmente táctil. A mulher deve entender que isso não significa que ela está a ser menos amada – apenas não desperta mais aquele impacto visual que ainda ocasiona nos outros homens. E não adianta nada trocar de marido. A história se repetirá com o próximo. Às vezes, eu penso que, com o passar dos anos, a visão vai sendo substituída pela imaginação e pelo prazer que se tem ao perceber que o parceiro é participativo em todo o tipo de intimidades eróticas.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Carta ao Menino

Menino Jesus,

Escrevo-te estas linhas direitas - faz-me o favor de não as leres tortas - porque tem muita gente reclamando que o ano não lhe tem corrido bem. Antes disso, espero que tenhas Net Portátil aí na manjedoura. Sei que a Tua caixa postal deve estar a abarrotar mas vê se tens um tempinho para ler o correio. Nem tudo dependerá de Ti mas temos esperança que faças por nós aquilo que esteja ao Teu alcance. O pessoal cá por baixo ou anda à "pêra" ou anda a meio mundo a enganar o outro e as coisas assim não podem continuar. Dá um olhinho pelo Sudão e fala com o S. Pedro para ele dar mais chuvinha lá nos países onde a água rareia. Não vejo necessidade dos tsunamis e os surfistas também dispensam essas ondas.
Eu até nem sou "queixinhas" e estou grato pelo que Teu Pai tem feito por mim. Ele sabe do que falo.
Sim, eu sei que nasceste há poucos dias mas podes meter uma cunha. Certo? Ok.
Não conheço muitos santos e parece que todos têm o seu pelouro. Fala com o da Paz, do Amor, da Saúde, do Ambiente e das Finanças, para trabalharem um pouquito mais.
Este ano foi difícil para a grande maioria de nós. É provável que os Reis cheguem mais magros e se cortem nas oferendas. Não estranhes, pois a vida não está fácil.
O pessoal anda descontente e com pouca fé.
Fala com o teu Pai - Ele que nos desculpe qualquer coisinha - para que nos traga coisas boas neste novo ano.
BOM ANO PARA TI E PARA OS TEUS.

terça-feira, dezembro 29, 2009

Feliz Ano Novo

Desejo um bom ano a todos, e deixo esta música do ano de 2009 como sugestão de final de ano. Temos que continuar a sonhar que irá aparecer um ano em que seremos todos felizes.
Bom 2010

segunda-feira, dezembro 28, 2009


feliz 2010


terça-feira, dezembro 15, 2009

O meu "Pedaço" # 24

Viver também pode ser estarmos sempre à procura daquilo que não temos. É por isso que quando se vive afogado no meio de mulheres lindas, a beleza pode vulgarizar-se, e só um olhar especial, ou umas mãos de seda nos conseguirão arrancar da letargia que essa abundância nos pode provocar.
Quando a conheci ou ela não era assim... ou então foi o meu amor por ela que a transformou naquilo que hoje é aos meus olhos...

domingo, dezembro 13, 2009

A vida em fotografias

Isto de carregar fotos numa moldura digital dá trabalho. Mas permite-nos reencontrar e rever locais e momentos bem guardados no baú da memória.
Permite ainda outra coisa: ficar com a sensação que a malta passa a vida a passear ou sentada à mesa de um café, de um restaurante, ou num qualquer encontro em casa de alguém a pretexto de qualquer coisa, e está sempre cheia de alegria. E isso é óptimo!