quinta-feira, novembro 10, 2005

A palavra mais rica da língua Portuguesa é...

.... a palavra MERDA.

Senão, vejamos:

1) Como indicação geográfica: Onde fica essa MERDA?
2) Como indicação geográfica: Vai à MERDA!
3) Como indicação geográfica: 18:00h - vou embora desta MERDA.
4) Como substantivo qualificativo: Tu és um MERDAS!
5) Como auxiliar quantitativo: Trabalho pra caramba e não ganho MERDA nenhuma!
6) Como indicador de especialização profissional: Ele só faz MERDA.
7) Como indicativo de MBA: Ele faz muita MERDA.
8) Como sinônimo de covarde: Seu MERDAS!
9) Como questionamento dirigido: Fizeste MERDA, né?
10) Como indicador visual: Não vejo MERDA nenhuma!
11) Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido: Porque não vais à MERDA?
12) Como especulação de conhecimento e surpresa: Que MERDA é essa?
13) Como constatação da situação financeira de um indivíduo: Ele está na MERDA...
14) Como indicador de ressentimento natalino: Não ganhei MERDA nenhuma de presente!
15) Como indicador de admiração: Puta MERDA!
16) Como indicador de rejeição: Puta MERDA!
17) Como indicador de espécie: Quem é que esse MERDAS pensa que é?
18) Como indicador de continuidade: Na mesma MERDA de sempre.
19) Como indicador de desordem: Tá tudo uma MERDA!
20) Como constatação científica dos resultados da alquimia: Tudo o que ele toca vira MERDA!
21) Como resultado aplicativo: Deu MERDA.
22) Como indicador de performance desportiva: As duas equipas não estão a jogar MERDA nenhuma!!!
23) Como constatação negativa: Que MERDA!
24) Como classificação literária: Êta textinho de MERDA!!!
25) Como qualificação de governo: Este governo é uma MERDA!

Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e acredita-se estar livre do perigo de dar MERDA.

4 comentários:

jls disse...

Está fixe, embora seja uma fraca adaptação do célebre "The F Word" que brincava, há uns anos, com as várias utilizações da palavra "fuck".

Dulcineia disse...

Muito Bem.hoje a palavra Merda fez-me rir eheheheh

Å®t_Øf_£övë disse...

Porquê?,
Esta mensagem está livre de virus, e do perigo de dar merda, mas não está livre de me fazer lembrar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "Merda!" que ela diz.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
Há outros palavrões igualmente clássicos.Pensa na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos. Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa.
Algo assim como quando estás a conduzir bêbedo, sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar.
O que dizes?
"Já me fodi!"

Beijinhos.

Tazaroteno disse...

Oi tens toda a razão... como podemos ter merda na nossa vida, so valorizo boas merdas, lol