sábado, fevereiro 11, 2012

Ter

Que queres mais se me levas sempre contigo, mesmo não me tendo? Sim, não me tens... não como eu sinto que me tens... não com a força que me tenho em ti. O que te tenho em mim é muito mais do que tu és, muito mais do que te podes ter. Tenho-te pelo amor que te tenho. Não acredito que alguém seja capaz de te ter tanto como eu te tenho em mim. Sinto o meu coração parado, não é de susto, é de saber-te por perto...

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Cansado

Estou cansado...
De encontrar pessoas sem sorrir.
Vão vivendo sem sentido, na tristeza e solidão.
Porquê?
As dificuldades justificam muito, nada, um pouco.
Mas não justifica tudo.
Desculpem o desabafo (...)
Mas continuo a valorizar cada dia que acordo
Que respiro
Que o coração bate
E todo o meu corpo funciona.
Reconheço que é um verdadeiro milagre.

Somos todos capazes de encontrar forças para viver mais um dia.
Lutar por aquilo que queremos.
Mas coloco uma simples questão:
- E arrancar um sorriso do próximo?
O sorrir é contagiante, e para quem nos rodeia pode ser um empurrão para viver mais um dia.
Acreditem no que digo.
- No dia em que todos perceberem e reconhecerem que somos todos um verdadeiro milagre...
Então vamos ser, com toda a certeza, capazes de sorrir perante tudo e todos.
Vamos contagiar toda e qualquer pessoa, em qualquer local, dia após dia.
E dizer:
Um milagre eu sou
E vocês?

sábado, dezembro 31, 2011

Ser Solidário

Ás vezes pergunto porque razão, nestas alturas do ano, todos são solidários?
Todos responderão, é porque o podem ser, estamos mais sensíveis por aqueles que nada têm, e porque é normal nesta altura do ano.
A quadra natalícia.
É uma figura pública?
Fica bem.
Existe marcas comerciais que podem ter algum interesse?
Fica bem.
Existe canais de TV, jornais e grandes distribuidores e empresas?
Fica bem.
Fico com uma questão no meu pensamento...
Se o fazem, é por ter muito ou pouco?

Sabem, as Instituições sem fins lucrativos, que durante todo o ano dão de comer a quem não tem nada por todo o nosso Portugal e Ilhas.
Voluntários, que quer faça sol ou chuva, neve...
Estão a acordar os sem-abrigo, para perguntar:
-Uma sopa quente?
-Uma bebida quente ou se precisa de um cobertor?
Nesta altura do ano, muitos voluntários ofereceram muito.
Amor e solidariedade.
Muitos, os brinquedos dos filhos que estavam na garagem ou arrumos, outros sem ter nada para dar, e apenas o mínimo para viver, foram oferecer, a palavra correta é, DAR.

Infelizmente, esse tipo de tão nobre gente e do seu trabalho, não aparece nas aberturas de jornais da TV ou na primeira página dos jornais diários.
Sinceramente, eu gostava de ver todas essas "figuras" a terem o mínimo para viver, e serem capazes de fazer algo pelo próximo.
Acredito que muitos o fizeram, mas mesmo assim somos poucos, até porque...
Quem pode, faz de uma forma desinteressada ?
Conheço poucos...
Feliz 2012

quarta-feira, agosto 31, 2011

Apostar

A vida é feita de...
Apostas.
Conheço, quem ganhou e quem perdeu.
E posso citar algumas áreas:
-Familia, trabalho, amigos.
Mas quem tem mais valor no apostar?
Aquele que, com nada entra, e, com muito sai?
Ou quem sempre aposta, e nada acerta?
Ou quem, nada faz e ganha?
Sabem...
Não aposto.
E...
Em situação alguma, e, não jogo com ninguém.
E...
Continuo a acreditar que podemos apostar.
E...
Existem apostas, que por mais anos que possam passar, não se perdem.
E...
São valores que nunca os vou perder e continuo a acreditar.
Honesto e verdadeiro, sabem porquê?
Se for honesto e verdadeiro comigo mesmo, jamais serei falso para alguém.

sexta-feira, julho 29, 2011

O Meu Olhar Sobre o Mundo

Santa Maria da Feira fica a sul do Porto, e é a cidade onde acontece o maior evento de recriação histórica medieval do País, da Península Ibérica, e um dos maiores da Europa.

Realiza-se todos os anos durante dez dias no centro histórico da cidade, e atraí por dia mais de 50 mil visitantes. É um projecto único pelo seu rigor histórico e dimensão, quer espacial, quer temporal, que envolve toda a população local, e não só, na sua realização. Todo o centro da cidade é tematizado, e até mesmo as lojas e bancos que existem no local têm um make over medieval.

Começou por se realizar apenas na zona do castelo, mas rapidamente se expandiu para todo o centro histórico e zona envolvente, ocupando actualmente uma área superior a 40 hectares. Consiste na recriação de episódios e acontecimentos que marcaram a história nacional da Idade Média. Nesta festa são montadas várias barracas que vendem produtos da época, desde comida, bebida e chás, até roupas, espadas e bijuterias.


Como acontece todos os anos, não poderia faltar à Feira Medieval, em Santa Maria da Feira. É impressionante como uma cidade inteira se mobiliza para realizar uma viagem histórica tão completa. Como sempre, comi numa das barracas onde o porco no espeto é cortado em pequenas fatias finas, misturado com um molho, e depois colocado num pão artesanal. Uma verdadeira delícia... Para complementar esta refeição tipicamente medieval, nada melhor que beber umas sangrias em copos de cerâmica. Terminei a noite comendo o tradicional pão com chouriço.


Todas as actividades, e cenários recriados são fantásticos, e cada vez que visito a feira fico sempre com vontade de lá voltar!!! Recomendo uma visita a esta feira no próximo ano. Penso que ninguém se irá arrepender. Eu voltarei para o ano seguramente, porque apesar de tudo, ainda há boas iniciativas empreendedoras neste país.

fotografias: Å®t Øf £övë
música: Moment of Surrender

sábado, junho 11, 2011

Vidéokid : ZAZ - La Fée

domingo, maio 08, 2011

Silêncio

Alguém escreveu que na música o silêncio é importante, acrescento... fundamental, genial. Mas na vida, no que diz respeito, a todos nós, será assim tão importante? Ganha mais quem fala muito, ou apenas aquele que está em profundo silêncio? Certo é, que quem muito fala... pouco acerta, concordo. Mas quem está sempre em profundo silêncio acerta sempre? Sinceramente gostaria de ter uma resposta, mas como não falo muito e nem estou em profundo silêncio, espero que alguém me consiga responder...

Na vida existem muitos silêncios, não vou enumerar... Para milhões de habitantes na terra, existirão milhares de milhões de silêncios, mas para mim talvez seja muito simples, ou até básicos, não ter silêncios em alguns aspectos desta vivência na terra. Coerência, lealdade, e amor. Por vezes o silêncio pode salvar uma conversa, um emprego, amizade, ou até mesmo uma relação. Mas um ruído, grito ou expressão do que nos vai na alma, pode recuperar ou salvar o que é verdadeiramente importante, a nossa essência.

quarta-feira, abril 20, 2011

Talking About a Revolution (Tracy Chapman)


To the Libyen people! Be strong and hold on... you're almost there: Free!

sábado, março 19, 2011

Dia do Pai



Pai...
a tua presença constante
o olhar às vezes distante
me fazem te admirar

Pai...
o teu abraço apertado
mãos firmes e sempre ao meu lado
me dão forças para caminhar

Pai...
o teu sorriso ilumina
a tua voz me fascina
me acalma nas horas de dor

Pai...
amigo, herói, companheiro,
sincero, leal, verdadeiro,
o meu exemplo de amor

Pai...
hoje eu quero te agradecer
ter-me dado o dom de viver
de ser forte, crescer e lutar

Pai...
quero dar-te um abraço bem forte
e sorrir bem feliz pela sorte
ser tua filha e poder te abraçar.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Happy Valentine's Day


terça-feira, fevereiro 08, 2011

O meu "Pedaço" # 26

Eu diria que o silicone é tão útil como o puré de batata de pacote, ou seja, há bocas que comem tudo e não percebem a diferença...

Ora se há quem não saiba nem pegar no garfo e na colher quanto mais nas delicadas mamas de uma gentil donzela!!!

Mamocas... Mamas... gosto da palavra, dá um sentido divertido à coisa. Eu acho mesmo que as mulheres têm mamas, não seios. Por exemplo, o bebé mama não seia... as mulheres fazem mamografia não seiografia... é mamilo, não seiílo...

Seio é uma palavra banal usada para quase tudo e tem uma componente muito "clínica". Todos nós já ouvimos expressões do tipo "no seio da família", ou "no seio do governo". Isto faz sentido? Aqui, seio quer dizer meio, e as mamas estão de lado... uma de cada lado.

A palavra mamas ou mamocas faz mais justiça ao significado, porque seios pode suscitar algum constrangimento da nossa parte, por ser uma palavra que nos remete para algo sagrado... que não se pode tocar... É frequente ouvirmos dizer em alto e bom som: "Mama aqui para ver se eu deixo!!!". Não se ouve dizer: "Seia aqui para ver se eu deixo!!!". Não tinha o efeito desejado...

Eu gosto de mamas... Não acho que seja paranóia minha. Enfim... mas se alguém acha que sim, está no seu direito. Nisto de mamas eu tenho o espírito democrático. Gosto delas independentemente se são pequenas, médias ou grandes.

Para mim continua a ser um mistério o formato delas... nunca percebi bem porque é que algumas mulheres as têm grandes e outras não. Porque é que há tantas formas e feitios. Talvez seja por isso que são tão fascinantes.

Acho que podemos comparar as mamas às impressões digitais. Não há um par igual ao outro. Humm... comparar mamas a impressões digitais!!! Parece-me uma comparação de gosto duvidoso. Eu respeito, e admiro muito esses belíssimos adornos com que as mulheres nos presenteiam. Sem elas... as mamas... o que seria deste mundo?

terça-feira, janeiro 25, 2011

Novo mandato

Afinal, tanto alarido e nada muda. Mesmo chamando o pessoal a manifestar-se e confrontando-o com questões de interesse comum, apenas cerca de 40% (!) responderam. Os outros 60%, na hora de vincarem a sua posição, evitam ou alheiam-se das coisas internas, que deviam merecer da sua parte uma outra atitude. Vivem em ilhas suspensas, ignorando as forças ou as fraquezas dos que as suporta ou sustem.

Surgem os sinais da degradação do estado das coisas e do descontentamento da maioria (>50 <100%). Uns dão-se ao luxo, apesar do lixo que produzem, de viver como se nada os inquietasse, não prestando qualquer contributo à sua/nossa causa. Há um mandato para assumir e um orçamento por cumprir. Se todos contribuírem com a sua quota-parte e se houver um efectivo rigor e controlo nas despesas, cumpre-se.

Em breve, assumo o mandato do meu condomínio e o testemunho das descompensadas contas. Não é uma alegre, tão pouco uma nobre tarefa. Não há coelhos na cartola nem cavacos pelo chão. Defensor da transparência, em casa de pouco pão... só levando uma vida franciscana.
Os outros financiam a crise mas somos nós que a pagamos.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Só Hoje

"Não tens medo de te apaixonar por mim?"

"Não"

"Porquê? Porque achas que poderia dar certo?"

"Não. Porque sei que isso não vai acontecer"

"Como sabes?"

"Porque já me conheço e sei".

Porque hoje olho para ti e desejo-te. Gosto de te ter aqui deitado ao meu lado, gosto do teu cheiro, do teu toque, das coisas ousadas que me sussuras ao ouvido. Gosto de perceber que te perdes em jogos comigo. Gosto do teu corpo colado ao meu. Gosto do calor, dos sorrisos, das palavras, e desta dança desenfreada. Gosto desta noite. Mas isso é hoje. Amanha vou acordar e vou querer que vás embora. Vou querer seguir o meu dia tal como o planeei, e não vou querer muda-lo para ficar mais um pouco contigo. Provavelmente irei lembrar esta noite como uma noite bem passada, vou pensar em ti como uma boa companhia, mas não vou sentir o teu cheiro na minha pele. Porque já me conheço. Gosto desta noite mas não me estou a perder nela. E amanhã vou pensar noutras noites nas quais me perdi, e vou sentir que não é igual. Nunca é. E é por isso que sei.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Francis Cabrel - "Je l'aime mourir sous-titres"

Mais uma vez pensei que estava nos meus "Jardins" e afinal estava no "Pedaços" mas como um dos seus pedaçinhos também é meu resolvi deixar ficar para melhor partilhar! Espero que gostem... car moi "je l'aime à mourir"!

sexta-feira, janeiro 07, 2011

O Meu Olhar Sobre o Mundo

Foi aqui que tudo começou… foi aqui que nasceu Portugal…
Em Guimarães, também conhecida por cidade berço.

Guimarães é uma bela cidade, e merecedora de uma visita aprofundada. É uma cidade com ruas elegantes, onde podemos observar que as janelas e varandas das casas têm quase sempre bonitos arranjos florais, como que a darem as boas vindas a quem a visita.

O seu centro histórico é esplêndido, e possui uma área de esplanadas que nos permite usufruir de uma bela panorâmica de todo o centro da cidade. Claro que se impõem a visita ao Castelo e ao Paço dos Duques de Bragança, onde nos deparamos com a história, e com o local de onde verdadeiramente nasceu Portugal, às mãos de D. Afonso Henriques.


Não deixem também de dar um “saltinho”, de preferência através do teleférico, à Penha, porque vão deparar-se com uma vista deslumbrante sobre toda a cidade de Guimarães, bem como poder aproveitar os bonitos parques verdejantes, e os seus românticos recantos.


Em conclusão, eu diria que Guimarães é uma esplendorosa cidade que merece ser conquistada.

fotografias: Å®t Øf £övë

quinta-feira, dezembro 30, 2010


2001- Pedaços de nós

quarta-feira, dezembro 29, 2010

ZAZ - Le Long de la Route

Publiquei aqui pensando que o fazia no meu blogue! Resolvi então vir para confirmar e depois apagar... mas pensando bem acho que é melhor deixar ficar. Apetece-me partilhar. Espero que gostem!

quarta-feira, dezembro 22, 2010


Natal

quarta-feira, novembro 03, 2010

A Caverna

A história pode ser contada em apenas algumas linhas...
Prefiro contá-la ao pormenor mas de uma forma muito reduzida, prometo.
Certo dia, na cama de um hospital jaziam em camas separadas dois doentes.
O primeiro (A) tinha o privilégio de uma vez por dia poder contemplar o exterior através de uma janela á sua frente. O segundo (B) apenas podia estar deitado e nada contemplar.

Cada dia que passava, todos sem excepção, o doente (A) narrava com todos os pormenores do que conseguia avistar da janela; os pássaros, as árvores, as flores, o sol, e até um desfile de centenas de pessoas com balões e a alegria contagiante da música no exterior.

Certa noite, o doente (A) começou a entrar em falência e pediu auxílio ao seu companheiro de cama (o doente B). Mas o seu companheiro de cama rapidamente pensou no privilégio que teria em ocupar o seu lugar e poder ver tudo para lá daquelas paredes. Na manhã seguinte, após declarado o óbito do doente (A), o doente da cama ao lado pediu de imediato a mudança... foi aceite, e sem questões.

O doente (B) contou os minutos e as horas a aguardar para a cabeceira de sua cama ser levantada. E assim aconteceu, á hora marcada, a cabeceira da cama ergueu-se e ele avista a janela. A felicidade é imensa... minutos depois está lavado em lágrimas. Alguns dirão de felicidade... certo?

As lágrimas continuam a rolar pela sua face, quando percebeu que a janela existe, mas para lá dela apenas existe... um muro.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Uma espécie de desabafo

Feriado. Apesar disso, muitas pessoas andam zangadas na rua. 
Num centro comercial, mãe e filha adolescente dizem que o local está cheio, as pessoas não devem ter para onde ir, que o local não tem lojas de jeito... pergunto: então o que foram lá fazer?
No metro, 2 casais adolescentes, um deles com um filho no carrinho, ignoram a criança. É como se esta fosse um saco de supermercado. A criança esperneia, grita, chama a atenção. Uma das meninas manda-o calar de 500 formas. Todas a manifestar fúria, cansaço.
Ainda no metro, um jovem fala ao telemóvel com a namorada (pela conversa, presumo). Ela deve estar a fazer cena de interrogatório. Ele, tentando conter-se, vai respondendo secamente.

Eu, ao almoço, levo com colegas que não se calam e só falam de trabalho. Por várias vezes já disse que não quero falar de trabalho ao almoço, mas devo dizer qualquer palavra que os impede de perceber...
O silêncio, simplesmente, será muito difícil?

segunda-feira, setembro 27, 2010

O meu ideal de homem

Estava eu um dia destes nas minhas divagações, quando inesperadamente cheguei à conclusão que gosto de homens vagamente gays!!! Este ano que caminha a passos largos para o seu final, tem-me dado uma bela amostra dos exemplares masculinos. Sempre me estive a borrifar para a coisa do "homem ideal", porque o "homem ideal" não existe. Vive apenas na cabeça de quem nunca esteve apaixonada, ou de quem nunca teve ninguém a encher-lhe as medidas.

Gosto de brincar com um homem. Gosto de me expor ao ridículo com ele. Gosto de ser feia ao acordar (e alguns deles, de tão apaixonados, até já me vêem bonita), e aparecer deslumbrante ao jantar. Gosto de ser apanhada na casa de banho a limpar as orelhas com um cotonete, ou vê-lo a brincar com as minhas cuecas na cabeça. Gosto de estar na cama a rir-me com ele por se ter embebedado na noite anterior e ter beijado o amigo. Ou por eu ter sido assediada pela rapariga do bar que me ofereceu shots a noite inteira, e o ignorou o tempo todo.

Homem de que eu goste, cobre-me do frio, diz as palavras que eu gosto de ouvir, e está disposto a tudo para me ouvir gritar na cama, e nunca me vai dizer "cuidado que te podem ouvir", pelo contrário, dirá antes "grita mais que eu gosto tanto".

Para as características físicas estou-me sinceramente nas tintas. Nem pernas boas, nem músculos, nem peitorais, porque nadinha disto tem cabimento na minha cabeça. Ou seja, ele até pode vir com tudo isto, mas vai ter que me apertar as coxas e rir-se com as minhas estrias.

Homem que eu goste não tem de ser de nenhuma forma, nem estar em forma. Nem tem de ser branco ou preto, mas tem que ter raça, e coragem, porque o amor é sempre um acto de coragem.

O próximo ano vai ser o ano para combater os homens ideais. Vai ser o ano de procurar um homem vagamente gay, que me diga "a tua carteira é tão bonita", sem querer usá-la. Ou vai ser o ano para apanhá-lo a usar na cara o creme reafirmante para o corpo, e perceber que ele nem tinha reparado nisso. É no início do ano que temos que acordar a nossa lucidez, porque ela tende a perder-se com o passar dos dias. Em 2011 vou procurar pessoas, em vez de perseguir ideais...

quarta-feira, agosto 18, 2010

As escolhas profissionais

Meses se passaram desde a última vez que escrevi aqui, há um misto de sentimentos que não sei para onde os dirigir só sei que escrever mesmo que seja sobre as minhas tristezas me faz atenuar o que sinto. Todas as pessoas têm na sua vida momentos piores do que outros, momentos de indecisão, em que não se sabe o que se quer seguir ou se se é demasiado cobarde para o fazer.

Eu estou a passar um desses momentos agora, um momento em que penso sobre o que quero fazer profissionalmente, uma vez que aquilo que faço no momento não me preenche de maneira nenhuma, e que aquilo que gostaria não "preenche" lugar no mercado de trabalho. Então as minhas decisões balançam naquilo que é certo e que eu desejo, daquilo que se calhar vai ter que ser. É difícil escolher e decidir o que se quer fazer profissionalmente quando até nem nós próprios sabemos o que queremos mesmo.

Gostava de ter nascido com a ideia de que "quando for grande quero ser isto" e me ter mantido nessa opinião, mas a verdade é que nunca soube o que queria ser, nunca houve nada que soubesse que era aquilo, apenas consegui (hà muito pouco tempo) perceber que há coisas que eu gosto como História, Psicologia, àreas da Terapia Familiar, e muito recentemente a àrea da Sexologia com envolvente para o planeamento familiar agora são coisas que não têm lugar no nosso actual mercado de trabalho e por isso torna-se difícil ter a certeza que estou a percorrer o caminho correcto...

E são escolhas que temos que arcar com elas seja quais forem as decisões que tomemos uma vez que cabe a nós escolher entre a felicidade em fazer algo que se goste ou satisfazer-se com o dinheiro que se ganha num trabalho que se suporta, contudo já dizia a minha mãe "a felicidade não enche a barriga" por isso como eu disse... escolhas...

terça-feira, julho 27, 2010

Amizade

Sobre a amizade, todos nós temos muito que contar...
Amizade é algo que se conquista, não cai do céu, e muito menos é um dado adquirido, temos que trabalhar, e muito, por conquistar, e manter.
Mas muito sinceramente, amizade... é algo muito próximo de "família"...
Somos capazes de defender até ao limite, estamos presentes quando necessário, respeitamos a diversidade e somos capazes de dar tudo pela defesa dos nossos.
Podemos apelidar de utópico tudo quanto escrevo, mas continuo a acreditar que ainda existem amizades destas.
Revestidas de uma couraça indestrutivel, alicerçada em valores, e de uma unidade a toda a prova.
Acredito em tudo isto, pois no mundo que vivemos...
Ou temos família...
Ou amigos verdadeiros...

segunda-feira, junho 07, 2010

não precisam ser muitos, mas têm de ser os melhores!

Amigo é para ser escolhido a dedo

Amigos…

Amigo é aquela palavra que define alguém especial. Alguém que perto ou longe, está sempre. Alguém com quem podemos não falar durante um milhão de anos, mas sabemos que está. Alguém com quem podemos conversar sobre tudo porque sabemos que nada será repetido se assim o desejarmos e nem precisamos pedir. Alguém em quem podemos confiar.

Amigo… amigo é aquele com quem comunicamos mesmo em silêncio. Alguém a quem não temos de pedir nada. Alguém com quem partilhamos o riso, a lágrima e os disparates.

Não creio que seja possível viver sem, pelo menos, um grande amigo. Apraz-me saber que não tenho muitos, mas sempre os tive bons, porque quantidade nem sempre é melhor que qualidade e, por isso mesmo os prezo e não os esqueço, nem mesmo àquele que me ensinou que, por vezes, ser-se amigo nos pode custar a vida e que, também por isso, não devemos chamar amigo ao primeiro personagem que nos cruza o caminho, por muito que algum dia tenha gritado eufórico “eu sabia! eu sabia!”.

Porque amigo não tem corpo, não tem rosto mas tem tudo. E é um tudo que perdura para além do espaço, do tempo ou da vida.



6 dias... 6 semanas... 6 meses... 6 anos...

10!

a ti Å®t e a todos os que de alguma forma tornaram isso possível, obrigada

sexta-feira, junho 04, 2010

Sonhar

Por vezes sonho acordado,
outras vezes, durmo vivendo a realidade.
Por momentos, prefiro acordar...
ou permanecer retido no sonho.
É duro acordar.
A violência do despertar só revela o real.
Sim, o mundo real.
Algo a que eu nem ninguém pode fugir.
Só me resta sobreviver, dia após dia.
Dia após dia de duras batalhas,
por tudo e por nada...
por alegrias e tristezas...
desilusões e autênticos milagres de vida...
Acima de tudo, viver dia após dia, revela-se
uma enorme demanda, onde sobreviverá sempre...
A esperança
E o repousar na serenidade do sonho.

quinta-feira, junho 03, 2010

"Criar é como parir!"

A música e as palavras são a linguagem das emoções. A palavra pode ter som mesmo quando lida em silêncio. Um texto é uma sucessão de palavras de modo a expressar uma mensagem, ou uma informação, de quem o compõe para quem o recebe. Por vezes, a música e as palavras ficam de tal forma sincronizadas, que é difícil pensá-las em separado.

É o que me acontece cada vez que leio e oiço, tudo aquilo que o meu amigo Mitro Vorga escreve e compõe. E como forma de reconhecimento pelo seu talento, tomo a liberdade de partilhar com todos vocês a sua "Alquimia", ao som do seu "En Canto". Esta foi a forma que eu encontrei para agradecer a sua presença constante, e as palavras sempre amáveis que ele usa quando me visita e comenta.

E como "Criar é como parir!"... Enjoy...


Alquimia

Há substâncias que nenhuma química consegue ligar
Incompatibilidades, que ninguém consegue vencer
São como ventos contrários, numa vela esburacada
Quando querias que importasse, não importa nada

Há efeitos enganosos, miragens feitas pelo calor
Pensas que o que vês, é o que parece, e não é
Há caminhos, que nunca se deviam trilhar a pé
Ausências, que já não conseguem causar dor

Porque me perguntas se está tudo bem?
Se de facto me conhecesses, saberias
Que desapareço no contar dos dias
Que afinal, são os teus também...

Nesta química insuportável que nos separa
Há este desejo intenso de me aproximar
Contudo, há uma força que me pára
Uma alquimia retorcida de afastar


Texto e Música: Mitro Vorga

segunda-feira, maio 31, 2010

Os insuportáveis

Há alturas em que penso por que motivo temos de nos cruzar na vida com uns idiotas que nos saem na rifa.
Irritam-me pessoas que, sob uma capa de tolerância, respeito, conversa de chacha q.b., só estão bem se a sua vontade se impuser à dos outros. Mas tudo em nome do respeito mútuo, pois claro!
Claro que eles imporem a sua vontade aos outros não é uma violência. É um direito. Eles têm direitos. Os outros é que são intolerantes com tamanha grandiosidade de espírito.
Falam, repetem tudo vezes sem conta, são palavrosos, não deixam ninguém falar. Mas tudo em nome da tolerância e do respeito mútuo, pois claro!
Não ouvem os outros, não os deixam articular uma frase com princípio, meio e fim. Se se lhes chama a atenção para isto, respondem que não são precisos formalismos. Pois claro!
Apenas têm o seu umbigo por amigo. Nem sei se se pode dizer que são arrogantes. São apenas egoístas insuportáveis.
Santa paciência!
Vade retro!

quarta-feira, maio 19, 2010

Cumplicidade

Irrita-me o tom desse teu “bom dia", sempre tão cheio de certeza de que é o bastante para que eu deixe escapar um sorriso assim que o recebo, pela manhã. Irrita-me essa tua mania de continuares a querer partilhar comigo o quanto o almoço te está a saber bem, ou o quanto estás farto dessa reunião infindável. Irrita-me quando me dizes, a meio da tarde, que estás a passar naquela rua onde fica aquele restaurante onde costumávamos jantar. Irrita-me quando fazes questão de me contar como correu a consulta que tiveste por causa da unha encravada do dedo mindinho da mão direita. Irrita-me aquela mensagem que me envias a avisar que está a dar o filme que eu gosto no canal X, ou que finalmente encontraste aquele dvd que procurei durante tanto tempo.

Irrita-me que conheças de cor os meus hábitos e faças questão de mo lembrar com um ruídoso "acorda, tens de ir jantar!" lançado pelo msn, ao fim da tarde. Irrita-me quando me vens perguntar qual o melhor detergente para meter na máquina de lavar roupa e quanto tempo demora a carne a descongelar no microondas. Irrita-me quando às seis da manha me dizes que acabaste de chegar de uma noitada e vais dormir, despedindo-te com um “até amanhã” cheio de convicção de que “amanhã” nos falaremos de novo. Irrita-me quando comentas que foste lá fora dar comida aos cães e reparaste na enorme Lua Cheia que está lá em cima. E irrita-me saber que sabes que também reparei nela. Irrita-me quando completas as minhas frases, antecipas as minhas respostas e adivinhas as minhas reacções, e nem pões a hipótese de teres errado em qualquer uma delas. E irrita-me perceber que, na verdade, nunca erras em nenhuma.

Irrita-me que ainda saibas tanto de mim e faças questão de o mostrar todos os dias, ao longo do dia, e que insistas em manter os nossos hábitos, como se eles ainda fossem realmente nossos. Irrita-me esta cumplicidade que não deixas quebrar, cheio de certeza de que vamos estar sempre aqui à distancia de um “vamos lá pôr o orgulho de lado”.

E irrita-me saber que sabes que, mesmo em silêncio, concordo contigo.

terça-feira, abril 27, 2010

coisas que os pais nos ensinam...

Calma, não deixes que tudo te atinja o coração. Nem tudo vale a pena.

Não procures demais. Não vasculhes. Não desesperes. Não te contorças. Não blasfemes.

Acalma-te e… aguarda.

A vida é assim, para ser vivida devagar, tranquila. Delicia-a. Saboreia-a. Cada minuto, cada momento, cada instante.

Não te assustes o céu não vai cair. A lua não vai fugir. O sol não morrerá. O mar não se afogará.

Não te esforces além do excesso. Não te consumas. Não te empenhes além de ti. Não te devores, não te destruas, não te danifiques. Não te gastes.

Não deixes o medo sugar-te.

Quando tudo parece que vai mal. Quando a tempestade desabar. Quando o problema parecer uma montanha. Relaxa. Aguarda. Não tentes pensar em demasia.

Recosta-te na maresia que te envolve a alma. Descontrai. És tu. Regressa a ti e verás...

... que amanhã é um novo dia.


quando me incutias isso em pequenita, parecia tão simples :)