domingo, agosto 20, 2006

O nosso "sempre"...

Queremo-nos, eu sei e tu sabes! Desejamo-nos, eu sinto e tu sentes!
Mas, e por que sinto eu esta certeza, quando a razão me poderia levar a crer no contrário a este sentir?
Sei que quando não estamos juntos o nosso pensamento corre célere ao encalço do outro… quando se aproxima o nosso encontro em nada mais conseguimos pensar e quando por fim os nossos olhos têm a alegria do reencontro, as nossas mãos se tocam e sentimos o cheiro, aquele cheiro que o fizemos e é já tão nosso e que jamais esqueceremos, nada mais existe para nós… por ápices o tempo pára e naqueles breves instantes em que existimos unicamente um para o outro, naqueles momentos em que nos permitimos a liberdade de sermos o que desejamos, conseguimos uma ligação tão assustadoramente forte, uma sintonia tão inexplicável de sentires e desejos exacerbados de nos diluirmos de corpo e alma, que nos faz acreditar que juntos ou separados, seremos sempre “um”…
Ainda que os nossos corpos existam em espaços distintos e distantes, que as nossas vidas corram paralelas, as nossas almas estão e estarão ligadas para todo o sempre, um sempre intemporal, um sempre só nosso, um sempre que será sempre enquanto em nós subsistir este inegável querer mútuo…

terça-feira, agosto 15, 2006

Pedaço que já foi "Belo"... hoje quem sabe é o "Monstro"...

Engraçado como é a Vida... é ela tem assim destas coisas...
Um dia apaixonei-me, o que dura até hoje... Amanhã provavelmente continuo apaixonado, enamorado, preso, e tantas outras ilustrações que reflectem o amor e o enamoramento… e tudo em volta da mesma musa, sereia, anjo, demónio viciante!
Por razões que nem mesmo a razão reconhece esse amor clandestino, forte, poderoso, e mais umas outras tantas descrições hiperbólicas nada exageradas pelos sentimentos foi sempre castrado por uma razão ou outra, e mesmo na total ausência de qualquer tipo de suposto problema apareceria do nada uma ironia qualquer imprevista - ao qual chegamos inclusive a chamar carinhosamente de “testes”…
Enquanto se é novo (e eu ainda não me considero velho… mas já faltou mais), tudo parece ser fácil… é a velha historia do amor e da cabana… Mas com o passar do tempo as coisas vão mudando… e lamento informar que a mudança é para pior…
Pior… pior porque numa base diária vamos perdendo a inocência e automaticamente de alguma maneira estranha, cheguei à conclusão que o próprio amor vai sendo encoberto (existe, mas está guardado a sete chaves - ou talvez mais), soterrado entre problemas casuais de vida e preocupações mundanas que vão ocupando lugares menos importantes desocupados… eu até poderia explicar de uma forma mais explicita mas temo romper com a ideia de que o Pai Natal possa existir, de que a Maria era virgem, que não existem políticos corruptos e outras fábulas de encantar…deixo que a vida ensine, e ela vai ensinar mesmo, a maneira como se aprende é que não será, nunca, da melhor!
Há um velho ditado Russo que diz “Saber demasiado é envelhecer precocemente”...
Vou deixar assim mesmo inacabado... na espera eterna que alguém acabe por mim...

domingo, agosto 06, 2006

O meu "Pedaço" # 10

Quanto mais longe mais perto me sinto de ti, como se os teus passos estivessem aqui ao pé de mim, e eu pudesse seguir-te, falar-te, e dizer-te o quanto te amo, e como te procuro, no meio de uma destas ruas em que te vejo, zangada de saudade, no céu claro... no dia quente...
Devolve-me a minha vida e o meu tempo. Diz qualquer coisa a este coração palerma que não sabe nada de nada, que julga que andas aqui por perto, e chama sem parar por ti.

sexta-feira, agosto 04, 2006

"Uma de cada vez"

Um dos nossos amigos caminhava ao pôr-do-sol numa praia deserta mexicana. À medida que caminhava, começou a avistar outro homem à distância. Ao aproximar-se do nativo notou que ele se inclinava, apanhando algo e atirando à água.
Ao aproximar-se mais, o nosso amigo notou que o homem estava a apanhar estrelas-do-mar que tinham sido arrastadas para a praia e, lançava uma de cada vez, novamente à água.
O nosso amigo ficou intrigado. Aproximou-se do homem e disse:
- Boa tarde, amigo. Estava a tentar adivinhar o que está a fazer.
- Estou a devolver estas estrelas-do-mar ao oceano. Sabe, a maré está baixa e todas essas estrelas-do-mar foram trazidas para a praia. Se eu não as lançar de volta ao mar, morrerão por falta de oxigénio.
- Entendo - respondeu o meu amigo - mas deve haver milhares de estrelas-do-mar nesta praia. Provavelmente não será capaz de apanhá-las todas. É que são muitas, simplesmente. Percebe que provavelmente isso está a acontecer em centenas de praias acima e abaixo desta costa? Vê que não fará diferença alguma?
O nativo sorriu, curvou-se, apanhou uma outra estrela-do-mar e, ao arremessá-la de volta ao mar, replicou:

- Fez diferença para aquela!


]ack Canfield e Mark Victor Hansen em "Canja de Galinha para a Alma"