sábado, fevereiro 25, 2006

Pedaços de Nós



P
edaços de nós,
Esculpidos e guardados em palavras,
Delineados com os nossos sentimentos.
Amores e desamores, sentidos e vividos,
Corações famintos e saciados de amor,
Olhares atentos e vorazes de vida,
Sorrisos abertos, cativantes e sinceros.

De tudo temos e somos um pouco,
Escrevemos com o desejo da alma e a força do coração

Neste espaço ousamos dizer, falar de nós
Ouvimos, acarinhamos, rimos, choramos…
Somos seres, incontestavelmente, Humanos!

Fotografias escolhidas, e Flashplayer elaborado por Å®t_Øf_£övë

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Que delícia





Esta imagem é para os que não acreditam que as mulheres podem ser deliciosas...

:-)

Bom Carnaval

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

O conceito de amor do novo milénio

Não foi apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milénio.
As relações afectivas também estão a passar por profundas transformações e a revolucionar o conceito de amor.
O que se busca hoje em dia é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar juntos, e não uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A ideia de uma outra pessoa ser a solução para a nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está condenada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fracção e precisamos de encontrar a nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona as suas características, para se amalgamar ao projecto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz:
- O outro tem de saber fazer o que eu não sei.
- Se eu sou manso, ela deve ser agressiva, e assim por diante...
Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos a trocar o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão a perder o pavor de ficar sozinhas e a aprender a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão a começar a perceber que se sentem uma fracção, mas que são inteiras, um todo, por si só.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fracção.
Não é um príncipe ou o salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo e, depois, tem de se ir reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos a entrar na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele alimenta-se da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois seres inteiros e não à união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afectiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Pelo contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afectivas são óptimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é a nossa alma gémea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir a sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele torna-se menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes nós temos de aprender a perdoarmo-nos a nós mesmos...

[Flávio Gikovate, médico psicoterapeuta]

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Encruzilhada

uma reflexão.....

A encruzilhada é um lugar sagrado.
Ali o peregrino tem de tomar uma decisão.
Por isso os deuses costumam dormir e comer nas encruzilhadas.
Onde as ondas se cruzam, concentram-se duas grandes energias - o caminho que será escolhido e o caminho que será abandonado. Ambos se transformam num caminho só - mas apenas por um pequeno período de tempo. O peregrino pode descansar, dormir um pouco, até mesmo consultar os deuses que habitam as encruzilhadas.
Mas ninguém pode ficar ali para sempre: uma vez feita a escolha, é preciso seguir em diante, sem pensar no caminho que deixou de percorrer.
Ou a encruzilhada transforma-se em maldição!

Paulo Coelho

domingo, fevereiro 19, 2006

Pedaços... de verdade

"Se acreditas em tudo que lês, o melhor é não ler".

Provérbio japonês

sábado, fevereiro 18, 2006

In & Out

É uma tendência de movimento que me fascina... o entra e sai... gosto de ficar também propositadamente à porta sem fazer nenhum... ficar a ver o mundo passar... e passar-se, os movimentos ondulantes, os calmos e levemente frenéticos... sentir o "ragout" de emoção ferver e escorrer pelas bordas... da panela, do tacho ou da sertã. O sentir desconcertante dos vapores emanados de lábios insatisfeitos de uma cozinheira sábia e hábil de mãos - Falta de sal, diz ela.
É isto que eu amo... É nisto que morro aos poucos é aqui que me devaneio, é assim que me perco nos prazeres da carne crua... no peixe por amanhar, nos odores dos crus no sentir do crescer a temperatura nos mesmos... nos cozidos, nos grelhados, nos estrelados de céu limpo. Na impaciência do resultado final... mesmo com todo o tempo do mundo...
Gosto tanto de prolongar o tempo como de o reduzir a zero. Gosto de prolongar o prazer... de me tornar um satisfeito insaciável... e de me satisfazer na minha própria insatisfação - falta de sal!
A busca permanente do perfeito, esse que jamais será atingido... nunca o tempero será o mesmo, nunca a temperatura será ideal, os graus passam de alto para baixo de 1's para meios e de meios para 2's.
As razões tantas vezes estranhas, as vontades para sempre eternas...

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Pedaços ... de Florbela

Em mais um daqueles dias em que as pessoas têm de ser lembradas que há pessoas importantes nas suas vidas nada melhor que um poema lindo...

Perdidamente

Ser poeta é ser mais alto, é ser mais maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e do Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
e não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja
É ter garras e assas de condor!

É ter fome, é ter sede de infinito
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te assim, perdidamente...
E é seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

(letra) Florbela Espanca

Já adaptada pelos Trovante e pelos Ala dos Namorados

O meu "Pedaço" # 7

Dia dos Namorados... Eu sozinho... Tu sozinha... Eu sem ti... Tu sem mim... Semi-destruidos... Semi-aliviados... Eu a pensar em ti... E tu em mim... A passar o Dia dos Namorados...
Buá, buá, buá...
Ai, amor... Se calhar estamos melhor assim...

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Um pedaço de mim...

Quem me conhece sabe que já algum tempo que ando ficcionada, no facto de querer vir a ter 40 anos (o que na realidade ainda me faltam alguns anos), pois acredito plenamente e com a realidade que assisto diariamente que a mulher a partir dos 40 atinge a sua plenitude quer a nível pessoal, quer a nível psicológico, quer a qualquer nível, e como tal estabeleci para mim própria que a minha realização total passaria pela idade dos 40.
Isto tudo para vos dizer que li algures as seguintes palavras e que mais uma vez me vieram dar razão:

"Mulher de 40, é um olhar de quem sabe um pouco da vida, conhece o amor, é quem reconhece uma dor. É uma mulher que sabe o que quer..."
Bjocas

domingo, fevereiro 12, 2006

Miss Saigão...

Aqui vai a letra da música que falei no meu anterior post... trata-se de um dueto

I Still Believe

KIM: Last night I watched him sleeping,
my body pressed to him.
And then he started speaking.
The name I heard him speak was Kim...
Yes, I know that this was years ago,
but when moonlight fills my room I know
you are here, still.
I still
I still believe
you will return.
I know you will.
My heart against all odds
holds still.

Yes, still,
I still believe.
I know as long as I can keep believing,
I'll live.
I'll live,
love cannot die.
You will return,
you will return,
and I alone know why...

ELLEN: Last night I watched you sleeping.
Once more the nightmare came.
I heard you cry out something,
a word that sounded like a name.
And it hurts me more than I can bear
knowing part of you I'll never share,
never know.

But still
I still believe
the time will come
when nothing keeps us apart
My heart forever more holds still.
It's all over
I'm here,
there is nothing to fear
Chris, what's haunting you?
Won't you let me inside
what you so want to hide. I need you too!

KIM/ELLEN: For still
I will hold you all night
I will make it all right!
I still believe
You are safe with me!
As long as I
But I wish you would tell what you don't want to tell,
can keep believing I'll live!
what you hell must be I'll live,
You can sleep now.
you will return.
You can cry now.
And I know why I'm your wife now I'm yours for life

BOTH: Untill we die.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Tecnologia


A mais recente novidade
para os cibernautas viciados

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Um simples dedo

A propósito do último texto da Lis57 sobre "Amigos virtuais", lembrei-me de partilhar convosco uma reflexão sobre o "Mundo virtual". Julgo ter lido algo sobre este assunto há algum tempo no blog do Friedrich, e se a memória não me atraiçoa a sua ideia sobre o mundo virtual era basicamente esta, a qual eu subscrevo inteiramente:

Existem riscos que nos surgem, que sem sequer nos apercebermos podem tomar proporções, que nos podem transformar noutras pessoas.
Falo do mundo virtual.
Ele pode contribuir para perdermos o equilíbrio emocional, e passarmos a sentirmo-nos divididos entre o real e o virtual, criando assim um mundo à margem.
Este é o mundo em que nos encontramos actualmente e que nos coloca novos desafios que teremos de enfrentar para não corrermos o risco de alterar o conceito de vida conforme a conhecemos.
A internet surge como a oportunidade tão desejada para alimentarmos a ideia de que podemos criar laços com pessoas, que de outra forma nunca nos seria possível, mas que através da internet parece-nos possível fazê-lo, porque todos nos sentimos protegidos atrás do monitor. Este pode até ser considerado o primeiro erro do mundo virtual, porque é um mundo que está aberto a todo o género de pessoas com os mais variados propósitos.
No entanto, o homem está sempre muito mais exposto e sujeito a estas vulnerabilidades do que as mulheres, porque os homens têm muito maior facilidade na abordagem do desconhecido, por nunca se sentirem ameaçados nem recriminados, como acontece às mulheres. Elas são sempre muito mais discriminadas socialmente, o que as obriga a uma maior discrição para romper barreiras.
Já o homem não tem qualquer tipo de obstáculo a não ser a sua própria consciência.
No mundo virtual, estas diferenças não existem, porque ambos os sexos estão em pé de igualdade e podem utilizar os mesmos meios. Comunicam entre si com as mesmas armas, e a partir daqui, estão a um simples passo de começarem os encontros.
Isto acontece, porque existe a curiosidade em se saber como será a pessoa com quem nos comunicamos e nos é completamente invisível, apesar de já se ter, um conhecimento demasiado pormenorizada da vida um do outro, que nem os nossos mais chegados amigos têm.
No mundo virtual a timidez não é um obstáculo, nem uma questão que se possa colocar, porque aqui apenas estamos nós, o teclado, e o monitor, que nos levará até onde a nossa imaginação permitir.
Ainda não está estabelecida nenhuma forma de conduta e ética que nos salvaguarde de sermos aliciados, por isso cabe a cada um de nós, estabelecer os limites a que queremos estar sujeitos.
É aqui, que se deve criar a fronteira impondo a nossa própria conduta e ética.
A internet tornou-se na mais perigosa "amante" que qualquer utilizador pode ter, se não souber separar o que é real do virtual.
No entanto, o mundo virtual nunca estará dissociado do real porque são feitos de pessoas em qualquer um dos casos.

domingo, fevereiro 05, 2006

Pedaços de nós - Amigos Virtuais

Hoje já não nos conhecemos. Hoje já não vemos os nossos amigos. Hoje somos seres da internet, somos cidadãos do Mundo.
Amamos desconhecidos, somos palavras trocadas por um fio. Temos amigos, temos amor, temos a distância como amiga, o monitor como rosto e o teclado como voz. Somos internautas. Invisíveis, etéreos e sonhadores.
Somos anjos, somos monstros, somos tudo que queremos ser. Amamos, brincamos e zangamo-nos sem nunca nos tocarmos, somos amigos virtuais. Vamos a outros lares, sem invadir as casas. Somos amigos, somos amados! Somos o ombro amigo, somos a mão que ajuda e o teclado que ampara.
Temos amigos espalhados pelo Mundo, porque todos nos encontramos na mesma esquina.
Mas acima de tudo...
SOMOS CORAÇÕES, NÃO SOMOS MÁQUINAS, SOMOS E SEMPRE SEREMOS GENTE!!!

Miss Saigão...

Esta semana que passou, foi para mim uma semana cheia de momentos que julgo terem sido vividos de forma tão intensa que ainda hoje, domingo estou a recordá-los com algum saudosismo...
Tive o privilégio de ter ido assistir ao espéctaculo da "Miss Saigão", que achei um dos musicais mais lindos que eu vi até ao dia de hoje...
Embora seja uma tragédia, pois é uma história de amor que não acaba como os verdadeiros contos de fada, mas que acaba por se tornar real, pois a vida nem sempre nos permite viver como queremos, nem com quem queremos...
Tem músicas lindas demais e sentidas por quem realmente ama. Tive a procurar o album do musical este fim de semana e finalmente encontrei-o.
Se tiverem oportunidade ouçam pelo menos uma das músicas que lá está que se intitula "I Still Believe..." para mim simplesmente divinal!!!!
Eu sou uma pessoa que se traduz por ter a sensibilidade a correr nas veias, por viver a vida sempre carregada com uma enorme carga emotiva, e confesso que durante toda a peça as lágrimas encheram a minha cara como se de uma história real se tratasse. Simplesmente AMEI...
Não sei se irá estar em todo o país mas aconselho a quem tiver oportunidade de assistir. É qualquer coisa que nos enche a alma, nos preenche o coração, pelas vozes, pelo espectáculo. É Lindo!!!!

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

O verdadeiro amor

Para mim, o verdadeiro amor, é o amor pleno. O amor que toma quem o experimenta. Quem o vive percebe que nada mais no mundo possui tanto valor! Apenas amar... Esse amor é tão magnânimo, que estremece o Universo, muda o curso de qualquer história. Esse amor tem muito para dar. Na fala desse amor, há tom de emoção em cada palavra pronunciada. No toque desse amor, há sensação de se estar flutuando a cada beijo trocado. É um sentimento que invade tudo, preenche todos os espaços e faz com que qualquer tentativa de infidelidade seja vã. Quando vivemos esse amor e acreditamos, do fundo da nossa alma nele, sentimo-nos mais fortes que o mundo e somos tomados por uma serenidade, que vem da certeza, de que nada poderá vencer esse amor. Entregamo-nos com tal vontade a esse amor, que tudo ao nosso redor passa a ter vida. As nuvens passam a formar desenhos, os soldadinhos de chumbo parecem marchar, a bailarina da caixinha de música a bailar e a sorrir. Transformamo-nos em crianças que diante da vida, têm o poder de condensar para si, toda a simplicidade, toda a luminosidade do mundo. Esse amor está além do tempo. Se eu não tiver esse amor, que eu não tenha nenhum, pois nada conseguirei ser...