terça-feira, maio 23, 2006

Dias que passam...

Dias que passam sem que nos consigamos fazer ouvir, tentativas de comunicação que falham... quantas vezes repetidas? Aqui no blog como na vida, nem sempre as palavras se concretizam em ideias claras e inequívocas... Quantas horas passadas a berrar para surdos, quantas cartas escritas a quem não conhece a nossa língua, quantas boas intenções enchem infernos por esse mundo fora?

Obrigada àqueles que me quiseram "dar voz" aqui, neste espaço vosso, e agora também um bocadinho meu... é bom voltar a ver-vos...

3 comentários:

Å®t_Øf_£övë disse...

Mary,
Fico muito feliz por esta tua estreia aqui no "Pedaços". Espero e desejo que a tua presença se torne regular e participativa.
Gostei deste teu texto de apresentação. É verdade que estamos na era da comunicação, mas mesmo assim com toda a tecnologia que temos ao nosso dispor, ela acaba por falhar.
Muitas vezes também tenho essa mesma sensação que tu, de estar a "berrar para surdos".
Só não concordo quando dizes que este espaço é um bocadinho teu, porque ele na realidade é tão teu como de qualquer um de nós. Por isso vê se cuidas bem dele.
Beijinhos.

Nefertiti disse...

Mary,
Bem-vinda sejas a este nosso espaço.
Solta a tua “voz”, “diz sem amarras…”, “diz ou escreve com a tinta da tua alma…”, cá estaremos, certamente, para te ouvir!
Neste teu “pedaço” que aqui partilhas connosco, pressinto uma mulher de ideias bem claras e definidas, que “ousou” dizer o que a sua alma ditou, que quanto a mim, é uma mais-valia, uma “voz” a ter em conta e a ser ouvida.
Respeito a tua observação relativamente à comunicação mas, desculpa-me, discordo.
Para concordar teria que ter, quando comunico quer verbalmente quer pela escrita, objectivos imediatos, a pretensão de um feedback instantâneo. Muitas vezes isso não acontece pelas mais variadas razões. Não vou por isso julgar que estou a “berrar para surdos”!
Aprendi com a vida, que se deve aprender a saber esperar. A seu tempo e no tempo certo teremos uma resposta ou a resposta que pretendíamos; a confirmação de que a nossa mensagem teve o, ou um destino.
A expressão “berrar para surdos” faz-me concluir que o emissor da mensagem não fez a escolha acertada em relação ao meio de comunicação. Somos nós, emissores, que temos que ter a capacidade de analisar minimamente o receptor e escolher o meio de comunicação, a ele, adequado. Só assim seremos ouvidos. Somos nós que temos que nos “moldar” aos “ouvintes”, não o contrário.
Nunca tive a sensação de não ser ouvida, ou que “berrei para surdos”. Para conseguir o meu intento, normalmente "falo baixo". Quanto mais alto se fala, menos se ouve. A tentativa de comunicação resulta unicamente em ruído!
Quanto mais baixo falarmos, mais atenção prestarão para nos ouvir, e assim, sim, somos ouvidos.
Tenho dois filhos, o mais velho tem treze anos e o mais novo seis. São muito amigos mas, é evidente, têm as suas divergências, já a diferença de idades é suficiente para por vezes se desentenderem. Quando os ouço a discutir em alta voz apenas lhes digo, não para acabarem com a discussão (já que cada um deve defender os seus pontos de vista) mas para discutirem sussurrando um ao outro. Parece infantil, mas resulta, em pouco tempo estão a rir às gargalhadas!
Falar baixo é a voz do saber, a voz do coração e que chega ao coração!
Gostei muito da tua estreia neste mundo das palavras da era moderna.
Um beijo.

Tazaroteno disse...

Ola Mary
Pensas tu que ninguem te ouve mas existe sempre alguem que nos ouve, bem vinda e espero que partilhes a tua boa disposicao aqui no blog.

Beijinhos tazaroteno