quarta-feira, maio 16, 2007

Questionando o Amor

(De há muito que venho ensaiando uma teoria sobre este assunto. Quando se questiona o Amor… já foi)

Há momentos que nos interrogamos sobre o Amor.
- "Será que ela me ama?", - "É amor o que sinto?", - "Ele ainda me ama?"

Não o sabemos definir, jamais descrever ou identificar e, muito menos quantificar. Ninguém nos vale na hora de precisarmos de ajuda e, sem receita não vamos longe. Há quem viva, sonhe, lute, sofra e morra por ele. Não há solução, fórmula, sentença, remédio ou cura para o Amor. O Amor baralha (e volta a dar):

- "O amor é uma luz que não deixa escurecer a vida" - Camilo Castelo Branco
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"Amor é fogo que arde sem se ver" - Camões
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"O amor é a força mais subtil do mundo" - Mahatma Gandhi
- "Amor: uma perigosa doença mental" - Platão
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"Amor é um não-sei-quê, que surge não sei de onde, acaba não sei como e dói não sei por quê" - Scudery
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"O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter a coragem de ir colhê-la à beira de um precipício" - Sthendal

Independentemente do que quer que seja, o Amor, todos sentimos qualquer coisa no que respeita a uma relação amorosa. É o tal não-sei-quê, vindo do sei-lá-donde e que se instala sem sabermos como. Tudo muito bonito. Tudo encanta, enquanto dura, e é eterno: as conversas, as noitadas (dentro, fora, dentro e fora e dentro e fora), as flores, o cinema, as músicas, os passeios, os almoços e jantares românticos, as prendas, as surpresas e o etc...

Mas no Amor, como nos telemóveis, por vezes a rede falha e a bateria descarrega. Nessa altura olhamos pró tecto e falamos com as paredes. Cada um reage como cada qual. Com os telemóveis (como no Amor?) há que aguardar pelo sinal de rede, recarregar ou mudar a bateria e tudo fica OK. No Amor pode dar-nos para o questionarmos. E quando questionamos, a “coisa” treme. Se o leite azeda? Aí, meus amigos, cada um reage consigo próprio e seja o que o Amor quiser. Sem Deus que nos acuda, sacudimos a água do capote, e dizemos-lhe que é uma santinha (com ironia) e nós os maus da fita (com convicção) pensando: “o sol quando brilha é para todos” mas se chove “só eu é que me molho”………………………… (continua… se alguém pegar)
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Pedro Arunca
2007/05/16

3 comentários:

Å®t_Øf_£övë disse...

Pedro,
Quando o Amor surge nas nossas vidas, todos ficamos frágeis, imaturos, assustados, felizes, e tristes. É assim que nos sentimos todos nós quando as setas do Amor cruzam o nosso coração sempre desprevenido. Não interessa que idade temos, nem quantas vezes já amamos ou sofremos, porque cada vez que acontece parece sempre a primeira e a última, a original e a derradeira, e a mais bela história de amor que queremos guardar para sempre no nosso coração.
Depois quase sempre vem a desilusão, e aí dizemos que nunca pensamos que a mais bela história de amor poderia acabar assim, porque apostamos tudo nela, e porque poderia mudar as nossas vidas. Só que entretanto também percebemos que se calhar estávamos a sonhar alto demais, e de que isso nunca seria possível.
Não nos podemos esquecer que o Amor só sobrevive e resiste à erosão do tempo, se for vivido do sonho, da espera, da dedicação, e da aceitação, e o que mais dói quando se ama alguém é imaginar tudo o que não conseguimos realizar juntos. O que vivemos é um tesouro que nunca se apaga da memória, mas é o que não construímos que nos entristece e mata.
Por isso, o melhor mesmo é não preocuparmos a questionar o Amor, mas sim aproveitar os momentos em que ele ainda é possível para vivê-lo, porque o Amor em si, mesmo que imperfeito, já é um presente da vida.
Abraço.

Ana disse...

Pedro,

Sobre o AMOR, permite-me deixar aqui a letra de um tema dos Donna Maria que, na minha opinião, mostra bem a impossibilidade de o encaixar numa única definição.

"Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez"

E eu costumo perguntar: "Qual é o teu?"

Bjs

Shiazinha@pensar.ou.@iludir-se... :-)* disse...

Pedro:

Não tenho participado muito nos Blogs por falta de tempo,mas queria deixar aqui um comentário. Muito bonita esta tua reflexão sobre o Amor!

Eu sou uma apaixonada por natureza e se visitares o meu Blog verificarás isso.

No Amor devemos questionar, mas acima de tudo agir. A acção permite que o acontecimento se dê e a história se mude.

Bjos da Shiazinha para todos e boa semana.

Espero que estejas bem, Art of Love.

Um dia destes envio-te um texto para publicares aqui. Não tenho tido tempo para nada :S.