domingo, abril 23, 2006

Cinderella

A todos que visitam o meu blog quero pedir desculpa por esta longa ausência, não se deve a desinteresse ou desrespeito por todos vocês, mas sim a um contratempo como por vezes acontece a qualquer um no percurso de nossas vidas. O meu computador avariou. Este fim de semana emprestaram-me um e eu de imediato vim dar-vos a explicação devida. E além disso também já tinha saudades de deixar aqui um pouquinho de mim. Mas o pior é que nem sei que escreva. Por vezes o nosso coração está cansado, ou por tudo que sofreu durante uma vida ou porque foi magoado por alguém a que amamos, e quando isso acontece a imaginação começa a falhar.
Philip Larkin, que era um poeta pessimista, disse que a unica coisa que ia sobreviver a nós era o amor. Vive-se sem paixão, sem correspondência, sem resposta. Passa-se sem um amante, sem uma casa, sem uma cama... mas sem um amor não vive ninguém. O amor é o que fica quando um coração está cansado ou mesmo ferido.
Posso dizer uma verdade? A minha maior qualidade é o meu amor pela minha familia e pelos meus amigos e pelos meus antepassados que me ensinaram amar assim.

3 comentários:

Å®t_Øf_£övë disse...

Lis,
Fiquei contente por saber que conseguiste um computador emprestado, e que tiveste a preocupação e vontade de vir um pouquinho até aqui. Sabes que as tuas palavras fazem sempre falta por cá, no entanto acho que o que tens mesmo é de conseguir arranjar o teu computador.
Philip Larkin disse que a única coisa que ia sobreviver a nós era o amor?
Mas afinal a vida não é fruto do amor... o que seria a vida sem o amor... pergunto eu???
Este teu texto fez-me recordar (não sei porquê) uma pequena história que eu gostaria de partilhar contigo. Então a história diz assim:
"Certa tarde, um sábio chegou a um pequeno povoado, mas os seus ensinamentos não conseguiram interessar à população e, depois de algum tempo, ele tornou-se motivo de riso e ironia.
Um dia, um grupo de homens e mulheres começou a insultá-lo.
Ao invés de fingir que ignorava o que acontecia, o sábio foi até eles e desejou-lhes bom dia.
Um dos homens comentou:
- Será que além de tudo, estamos diante de um homem surdo?
Gritamos coisas horríveis e o senhor responde-nos com uma saudação!!!
- Cada um de nós só pode oferecer o que tem - foi a resposta do sábio."


A arte de ser sábio, é a arte de saber ATÉ ONDE TOLERAR

Esperamos o teu regresso assiduo rapidamente. Até porque isso significará que conseguiste resolver de vez o problema do teu computador.

Beijinhos.

Porquê? disse...

Querida Lis,
na verdade eu também tenho que me redimir pois tenho andado bastante desligada... Venho por vezes dar uma vista de olhos ao que se escreve por aqui mas não tenho contribuido com nada!!!
Espero que o Art não se zangue comigo e não me castigue com uma expulsão!
Para mim este espaço já faz parte da minha rotina diária e considero todos os participantes como verdadeiros amigos!
Mas por vezes a vida prega-nos partidas e deixa-nos meio aéreos, sem inspiração, sem tempo, sem motivação... Essa fase já passou e espero conseguir voltar em grande brevemente!
Beijinhos

Nefertiti disse...

Lis,

Bonito o teu gesto, a tua preocupação em justificar a tua momentânea ausência mas, quanto a mim, não era de todo necessário.
Eu explico o porquê desta minha afirmação:
Entendo que, como numa família, devemos aguardar pacientemente a vinda dos entes queridos, com um sorriso nos lábios e um abraço de aconchego e transmitir-lhes com esse momento toda a saudade que tínhamos e a falta que nos fazia a sua ausência. Mais importante, segundo a educação que me deram, é compreender o que nos deixam compreender, sem questionar e sem querer justificações. A vida, por vezes, não nos deixa alternativa e acabamos por não fazer o que queremos ou não estar onde desejaríamos. Cada um de nós tem as suas razões, os motivos que nos levam a não estarmos tão presentes como seria de desejar, mas o que é verdadeiramente importante, é que apesar da ausência das palavras, nós estamos “aqui”, há algo que nos liga, e esse elo é este espaço, este “pedaço” que nos une como um fio tão ténue e invisível mas tão imensamente forte que é o pensamento.

Também eu, tal como tu, após um período de ausência, voltei…

Um beijo com carinho Lis.