quinta-feira, maio 25, 2006

"Perturbações no equilíbrio dos ecossistemas"

“Os nossos antepassados encaravam a Terra como rica e generosa, o que na realidade é. Muitas pessoas, no passado, pensavam também que a natureza era inesgotável; o que hoje sabemos é que só o será se cuidarmos dela. Não é difícil perdoar a destruição do passado, que resultou da ignorância. Mas, hoje, temos a capacidade e a responsabilidade de a proteger, antes que seja tarde demais.”

Dalai Lama (Prémio Nobel da Paz, em 1989)

Desde os primórdios da sua existência, que o Homem procura respostas para questões que coloca sobre os vários tipos de catástrofes que se abatem sobre o nosso planeta.
Catástrofe natural é qualquer acidente que ocorra sem intervenção directa do Homem e que coloque em perigo a existência da Vida.
As catástrofes naturais, que afectam mais intensamente a vida humana, são as actividades sísmica e vulcânica, as tempestades, as inundações, as secas e os incêndios.
Na sua maioria, as catástrofes naturais estão associadas à desflorestação, à urbanização excessiva e ao aquecimento global.
O Homem, agente perturbador dos ecossistemas, causa directamente, com a sua actuação, catástrofes, como, as explosões, a guerra, o terrorismo e a poluição. Entende-se por poluição a degradação do meio ambiente pela sociedade tecnológica.
Designa-se fonte de poluição qualquer actividade que liberte, para o meio ambiente, materiais ou substâncias prejudiciais aos seres vivos.
Os derrames petrolíferos, por exemplo, constituem uma das principais fontes de poluição dos oceanos. A lavagem dos contentores e dos porões dos petroleiros contaminam as águas, bem como o petróleo derramado na sequência de acidentes com estes barcos, que originam as marés negras. Mas o Homem perturba, também, o equilíbrio dos ecossistemas ao descarregar para os rios, mares e oceanos a maioria dos resíduos que produz, como, por exemplo, produtos químicos e resíduos industriais vários. Estas descargas, sem qualquer tratamento ou controlo, originam a morte de muitos seres vivos e, muitas vezes de alguns ecossistemas.
É urgente uma maior tomada de consciência dos problemas ambientais pela sociedade, já que a água é indispensável à Vida.

As relações entre os diversos ecossistemas terrestres e respectivos biótipos são tão estreitos que a poluição de uns afecta, igualmente, todos os outros.
O ar é fundamental para a sobrevivência da Humanidade. No entanto, sem qualquer cuidado, o Homem tem poluído a atmosfera, alterando a sua composição. O aumento do efeito estufa, o aquecimento global, o buraco do ozono e as chuvas ácidas são consequências da interferência negativa do ser humano nos ecossistemas.

O efeito estufa

O efeito estufa é um fenómeno resultante da retenção, na atmosfera, do calor reflectido pela superfície terrestre.
Uma parte da radiação solar incidente na superfície da Terra é devolvida à atmosfera, sob a forma de calor. O dióxido de carbono, o metano, o vapor de água, outras substâncias gasosas e partículas sólidas absorvem grande quantidade desse calor, impedindo que se dissipe para o Espaço. Por esta razão, a atmosfera aquece.
Nos últimos anos, verificou-se um aumento da concentração de poluentes na atmosfera. O efeito de estufa aumentou, provocando o aquecimento global.
Está provado que o dióxido de carbono é responsável por cerca de metade do aquecimento global e as principais causas do aumento de metade da sua concentração, na atmosfera, são o uso de combustíveis fósseis, os incêndios e o desbaste das florestas tropicais.
O aquecimento global poderá ter consequências graves para a Humanidade, já que:
- pode originar a subida do nível dos oceanos (os gelos polares começarão a fundir e o nível médio das águas do mar subirá, submergindo zonas costeiras nas quais se situam algumas cidades e a maioria das terras férteis do planeta);
- pode provocar alterações climatéricas (algumas zonas do globo terão muito mais chuva, outras, incluindo os terrenos agrícolas do hemisfério norte, terão muito menos);
- inúmeras espécies extinguir-se-ão, em consequência das alterações climáticas.

O buraco na camada de ozono

Em Maio de 1985, a revista Nature anunciou que três cientistas ingleses descobriram um buraco na camada de ozono, sobre a Antárctica.
O Prémio Nobel da Física, em 1995, foi atribuído aos cientistas que descobriram os agentes que causam a diminuição da camada de ozono.
A camada de ozono situa-se na estratosfera, entre os 12 e os 50 km de altitude e protege os seres vivos das radiações ultravioleta, procedentes do Sol.
Os CFC (clorofluorcarbonetos) são os principais responsáveis pela destruição da camada de ozono, já que, devido à sua composição química, reagem facilmente com o ozono (O3).
Sabe-se que qualquer forma de vida é sensível à radiação ultravioleta e que existe uma relação directa entre estas radiações e o cancro.
As radiações ultravioleta também inibem a actividade do sistema imunitário humano. No mar, são uma ameaça para as algas e para o plâncton, base das cadeias alimentares marinhas, o que implica uma diminuição no número de peixes.
Apesar da utilização dos CFC ter diminuído, estas substâncias, com uma longevidade de mais de 50 anos, continuam a destruir a camada de ozono.
Para que a utilização dos CFC cesse, é necessário, a nível mundial, promover uma política de desenvolvimento sustentável, que permita, principalmente aos países subdesenvolvidos, parar com a sua utilização, já que a atmosfera é de todos nós.
Textos e imagens do livro de Ciências Físicas e Naturais - "Descobrir a Terra"
E porque o Planeta é de todos nós... apelo à reflexão...

1 comentário:

Å®t_Øf_£övë disse...

Nefertiti,
Grande lição nos dás tu aqui!!!!
Bem, mas na realidade este é um alerta importante, e que nunca é demais trazê-lo à reflexão.
Afinal, o que está a mudar?
Esta pergunta não tem muito significado hoje em dia porque tudo muda, incluindo o próprio ritmo da mudança.
A humanidade tornou-se a espécie dominante e forçou o recuo da natureza por toda a parte, esta exploração demográfica provocou tantas mudanças no mundo que apenas posso mencionar algumas delas. A mudança nem sempre é para melhor: a população, o terreno fértil, os minerais, a água, o ar, os níveis do mar, a floresta, os animais e as plantas...
Isto não é nada de novo, porque o aviso foi feito há já algumas décadas. O que não se sabia era que os governantes da altura se limitavam a arquivar os problemas para os governantes seguintes resolverem. Hoje em dia, há muito menos espaço de manobra e uma necessidade muito maior de agir.
O homem tem razões objectivas suficientes para se dedicar à salvação do mundo. A natureza, porém, só poderá mesmo ser salva pelo coração. Só será preservada se o homem manifestar por ela um pouco de amor, simplesmente porque é bela e porque nós precisamos de beleza. Isto também é parte integrante da alma humana.
Beijinhos.