segunda-feira, julho 17, 2006

Esperança

A minha mente é um cemitério, o coração, uma ilha...
Esperança...
Ela e eu não somos boas amigas, mas conheci-a toda a minha vida.
Sinto-a aqui, no meu ventre, tão presente e tão distante...
Mas, as suas sussurradas palavras de encorajamento não me confortam.
Estou farta dos seus truques, das falsas promessas.
“Vai-te embora!”, digo-lhe eu. “Estou ocupada. Tenho que fazer.”
Mas esta minha conhecida, nunca sabe quando deve partir.
Não é uma questão de pretender saber por que motivo me decidiu ajudar...
É uma questão de apreender por que motivo optei por deixá-la ficar...

1 comentário:

Å®t_Øf_£övë disse...

Nefertiti,

Esperança...
Chega-se à esperança através da verdade, pagando o preço que fôr necessário para a adquirir. A verdade é que nunca se dá tanto como quando se dão esperanças. Muitas vezes para se ter esperança é preciso ir muito além do desespero.
A mim parece-me que não foste tu que optaste por deixá-la ficar... diz-se que a esperança é a última a morrer, eu acho que a esperança nunca morre, nem nunca nos deixa de acompanhar.

Beijinhos.