domingo, agosto 20, 2006

O nosso "sempre"...

Queremo-nos, eu sei e tu sabes! Desejamo-nos, eu sinto e tu sentes!
Mas, e por que sinto eu esta certeza, quando a razão me poderia levar a crer no contrário a este sentir?
Sei que quando não estamos juntos o nosso pensamento corre célere ao encalço do outro… quando se aproxima o nosso encontro em nada mais conseguimos pensar e quando por fim os nossos olhos têm a alegria do reencontro, as nossas mãos se tocam e sentimos o cheiro, aquele cheiro que o fizemos e é já tão nosso e que jamais esqueceremos, nada mais existe para nós… por ápices o tempo pára e naqueles breves instantes em que existimos unicamente um para o outro, naqueles momentos em que nos permitimos a liberdade de sermos o que desejamos, conseguimos uma ligação tão assustadoramente forte, uma sintonia tão inexplicável de sentires e desejos exacerbados de nos diluirmos de corpo e alma, que nos faz acreditar que juntos ou separados, seremos sempre “um”…
Ainda que os nossos corpos existam em espaços distintos e distantes, que as nossas vidas corram paralelas, as nossas almas estão e estarão ligadas para todo o sempre, um sempre intemporal, um sempre só nosso, um sempre que será sempre enquanto em nós subsistir este inegável querer mútuo…

1 comentário:

Å®t_Øf_£övë disse...

Nefertiti,

E porque é que vocês deixam esse amor existir em vidas que correm paralelas?
Porque é que vocês deixam que ele exista em espaços distintos e distantes?
Um amor assim merece ser vivido em toda a sua plenitude. Por isso, da próxima vez que estiveres com ele, arrisca, dá tudo por tudo, abre o jogo e mostra-lhe todas as "cartas". Não escondas nada em caixas misteriosas, fala sobre todos os assuntos, sem receios, sem medos. Se ele recusar o teu amor, terá que ser ele a guardá-lo dentro de uma caixa, porque te poderá estar a perder para sempre. Mas acredita que isso não irá acontecer, porque se esse amor de que falas faz-te acreditar que juntos ou separados são sempre "um", é porque é um amor mesmo a sério, daqueles amores para durar uma vida inteira, que normalmente são quase secretos, quase escondidos, e que se querem discretos e comedidos, independentes e inconformados.
O resto... o resto são pequenos nadas que pertencem ao mundo dos comuns mortais.
Beijinhos.