quinta-feira, outubro 26, 2006

Danço...

Danço, meu amor, por ti e para ti...
Danço a dança do meu anseio que definhaste,
O crepitar da volúpia na minha pele
O insaciável desejo de, novamente, te sentir...
Um corpo faminto, mergulhado na nostalgia da saudade,
Extenuado da dor da tua ausência,
Da loucura libidinosa que contigo experimentei,
Da sede dos beijos, que em ti saciei,
Da sedenta fome da tua pele, que fiz minha...
E danço no meu corpo, num frenesim enlouquecido
O amargo dum sonho reduzido às cinzas,
Queimado pelo silêncio das palavras,
Pelas verdades escondidas do meu coração...
E choro, lágrimas de revolta que me corroem...
Dos meus olhos brotam pedaços da minha alma errante,
Procurando a luz dos olhos teus
Esses olhos que senti tão meus...
Pereço em controversa repugnância e querer
Do desejo, da loucura da paixão que me invade...
Não sei que tens, que me eleva à loucura...
Não sei que me fizeste, que todo o meu ser te pertence...
E nas palavras que te não disse,
Guardei as lágrimas que por ti choro e não podes ver,
E sufoquei os suspiros sofridos, que não podes sentir...
Impossível esquecer ou deixar de te querer,
Seguir meu caminho sem ao menos te ver...
E continuo dançando a dança do amor...
A esse amor ao qual me dei e entreguei...

3 comentários:

Litinha disse...

Nefertiti,
Amor, desejo, paixão, amizade, …, estes são alguns dos muitos sentimentos que podemos nutrir por alguém e muitas vezes são confundíveis entre si.
É amor, o que dizes sentir por essa pessoa que não partilha contigo do mesmo sentimento, a verdade é que não se escolhe ter este ou aquele sentimento, eles nascem, desenvolvem-se e evoluem para outros sentimentos, à medida que as pessoas se vão conhecendo, relacionando e são descobertas as suas afinidades.
Pode acontecer evoluírem num mesmo sentido e então surge o entendimento entre as partes, e neste caso, teria surgido o amor. Noutros casos, podem evoluir em sentidos opostos, mas que também se podem complementar, obviamente havendo capacidade de assimilação e de aceitação por parte daquele que quereria mais, mas que não é de todo possível.
São delicados os relacionamentos humanos, muito sofridos e difíceis de conquistar…
Considero um acto de coragem falar dum desamor… por que não gritar aos quatro ventos que se ama alguém, apesar de ser um amor não correspondido?
O que entendo seja necessário e imperativo é que fique implícito que falar não é sinónimo de coacção por palavras… que se entenda que quem não ama, não escolheu não amar… mas, quem ama, também não escolheu amar… simplesmente aconteceu…!
Beijinhos.

Å®t_Øf_£övë disse...

Nefertiti,
Em primeiro lugar deixa-me desejar-te as maiores felicidades neste teu regresso aqui Ao "Pedaços". Não é bem um voltar, mas antes um permanecer. A vida tem destas coisas...
E por falar na vida ter destas coisas... a vida é aquilo que fazemos dela, é o livro que escrevemos todos os dias por nós próprios, umas vezes de forma mais clara que outras, mas chegamos sempre a qualquer conclusão. A vida é sofrimento e alegria. A vida são os altos e os baixos que cada um ultrapassa à sua maneira, umas vezes melhor, outras vezes pior, porque a vida também é ganhar e perder, mesmo que seja no, e para o amor. A vida é uma renovação constante do nosso "eu".
Mas a vida também é desilusão e esperança... no amor, na paixão, e no desencanto. A vida é a nossa verdade e aquilo em que acreditamos...porque é antes de mais a nossa vida...que tem destas coisas...
A vida é feita de força, de esperança, e de coragem. A vida não é desistir, mas antes insistir. E sobretudo a vida é chegarmos um dia e olharmos para tráz e dizer: vivi a vida que quis, a vida que fiz, a vida que mereci...porque fui eu que a escrevi, no livro da minha vida.
A vida tem destas coisas...
Beijinhos.

Lis57 disse...

Lindo texto. Parabéns. Uma mulher nunca desiste de lutar por seus ideais. E por que tu és mulher nunca irás desistir de seres feliz.