quarta-feira, julho 29, 2009

O meu "Pedaço" # 23

A infidelidade pode ser como uma armadilha que inicialmente nos abraça, e que depois acaba por nos estrangular.

Não há nada melhor do que a própria infidelidade para acabar com uma relação, mesmo que esta acabe por se ir mantendo ao longo dos anos, isto porque acaba por ficar sempre no ar a pairar uma nuvem de desconforto, mesmo que seja bem camuflada por mentiras bem articuladas com fundos de verdade.

A infidelidade, mesmo que mais ninguém repare, é como uma nódoa, que só se torna visível para as pessoas que estão dentro da própria relação. Está sempre ali, ao alcance dos nossos olhos, e dificilmente lhe conseguimos desviar o olhar...

sábado, julho 25, 2009

Quase excêntrico pequenino

Na semana em que houve mais um excêntrico em Portugal (algures em Corroios), também eu me senti um quase excêntrico muito pequenino:

Faltaram-me alguns zeros...

terça-feira, julho 21, 2009

Gripe Suina (A)


A única maneira de nos podermos rir com esta gripe que é uma verdadeira pandemia

sexta-feira, julho 03, 2009

Adivinhem quem vem para jantar...


Estaria muito longe da realidade?
Começo por confessar que não tenho a mínima intenção de fazer o dito...
Nunca os achei apelativos. Gosto de olhar para a blogosfera como um local onde publico textos, e onde gosto de ler textos dos outros... apenas isso. E através deste processo acabo por criar laços com determinados blogues. Nos blogues não se vêem caras nem corações, mas consegue-se o mais importante que é criar afectos através das palavras e dos pensamentos, e deixar tudo o resto para o nosso imaginário.

Mas confessem lá se não seria um jantar memorável?

Onde - Um restaurante muito em conta
Quando - Uma noite da semana passada (quarta? quinta? o que é que isso interessa?)
Quem - Todos nós aqui do "Pedaços" (aquilo a que os senhores da restauração chamam um grupo: mais de dez, e menos de vinte)
Porquê - Ninguém faz a mínima ideia
Como - É aqui que as coisas se tornam interessantes, como se perceberá ao acompanhar o relato imaginário, quase minuto a minuto, à maneira dos sites de futebol. Então seria assim:

20:37 - Olhando para a porta do tal restaurante muito em conta, ainda só estão três macacos à porta. O resto da malta ao que parece encara de forma um bocadinho elástica a expressão 20.30h.

20:52 - Lá vão chegando todos a conta-gotas, ou será aos "Pedaços"... alegres, atrasadíssimos... tão portugueses...

21:00 - Entram no tal restaurante muito em conta com a meia hora da praxe de atraso.

21:08 - Sentam-se, e vão abrindo os pacotes miniatura de manteiga, comendo umas entradas, e ninguém se atreve a fazer a pergunta: "Será que ele vem mesmo?"

21:10 - Sem se conseguir conter, alguém faz a pergunta que está no espírito de todos os presentes: "e então, acham que ele vem mesmo?". As pessoas disfarçam, e fingem olhar para a televisão, mas como sempre há alguém que não resiste e desdobrando o guardanapo e colocando-o no seu colo, ousa responder: "É melhor esquecerem... desde já vos digo que ele não vem. Olhem lá, por que é que não vêem o que ele estará a publicar no blogue dele a esta hora?". Faz-se um enorme silêncio, e só se ouve um leve murmúrio das pontas dos dedos, matraqueando suavemente os ecrãs dos telemóveis, iPhones, iPhods, e afins...

21:32 - Começam a chegar os primeiros pedidos: costeletas de encher o prato, bacalhau com natas...

21:35 - E eis que ele aparece. E como que por magia o tal restaurante muito em conta parece que sofre uma descarga eléctrica, enchendo-se de luz, com todos os nossos olhares apavorados centrados naquela "coisa"... Sim, "coisa" é a melhor palavra, para classificar aquilo que tinhamos diante dos nossos olhos.

Vou então resumir a "coisa" da forma mais minimalista que me seja possível. Uma verdadeira mistura de Jean-Paul Gaultier e Dolce & Gabbana: sapatos com tacões agulha de dez andares com uma cobertura de cristais, um casaco metalizado com fechos dourados, umas calças cor fúschia, um gorro, e como cereja no topo do bolo... um crachá preto com letras vermelhas, que diz: "Eu sou o Å®t Øf £övë".

21:38 - A tal "coisa" vira-se para nós e diz: "Boa noite a todos. Vou só ali à casinha. Já volto."

22:10 - Sai do WC transfigurado. Algumas pessoas já vão na sobremesa, e há mesmo quem já peça os cafés. Impávido, senta-se, e consulta o menu...

22:50 - A imprevisibilidade do acontecimento não termina aqui, mas o que se estaria para passar nos próximos 40 minutos, torna-se inenarrável... e como S.Tomé... só mesmo estando lá para ver...

23:08 - O massacre continua. Ele não pára, não abranda, não larga...

23:21 - Bocas caladas. Apenas o barulho do multibanco a imprimir papéis para os que pagam com cartão. O silêncio é semelhante ao que se segue às grandes tragédias, tipo sismos, maremotos, apocalipses...

23:34 - Rituais de despedida...

23:37 - As luzes começam a apagar-se dentro do restaurante muito em conta. Por muito subtil que seja, o que os empregados estão a fazer, repetindo vezes sem conta "Boa noite, boa noite, até à próxima", é enxotar-nos. E enxotados saímos para a rua, à espera do flash que eternize este memorável jantar.

23:49 - E agora, tchanan, tchanan, tchanan, eis a fotografia de grupo, tirada por um dos empregados de mesa (o mais paciente dos seres humanos, garanto-vos), imagem que desvenda por fim o que faltava desvendar:


E vocês? Imaginavam-me... Imaginavam-se... assim?

terça-feira, junho 30, 2009

Descobri

«Descobri...
Que não sou disciplinado por virtude, mas como reacção contra a minha negligência.
Que pareço generoso para encobrir a minha mesquinhez.
Que passo por prudente por ser pessimista.
Que sou conciliador para não sucumbir ás minhas cóleras reprimidas.
Que só sou pontual para que não se saiba que pouco me importa o tempo alheio»

Gabriel Garcia Marquez (Memórias das minhas putas tristes)

Não resisti em colocar este pequeno excerto deste fabuloso escritor pois permite pensar um pouco.

sábado, junho 27, 2009

Uma questão de expectativas

"And I don't know
This could break my heart or save me
Nothing's real
Until you let go completely
So here I go with all my thoughts I've been saving
So here I go with all my fears weighing on me"



Lá está a famosa questão das expectativas a entrar na minha vida
Envolvermo-nos ou não eis a questão?!
Se nos envolvermos e as coisas correrem mal,
a culpa é nossa, pois não ajustamos as expectativas à realidade,
mas se por outro lado ignoramos e o resultado for o mesmo,
a culpa é nossa porque não fizemos tudo,
Então o que fazer?!
Como conjugar entre demasiadas expectativas e nenhumas?
É que eu não consigo um meio termo,
não consigo estar numa relação ou numa especie de relação sem esperar nada,
vou ter que arranjar uma maneira de ajustá-las...


"Picked all my weeds but kept the flowers"

domingo, junho 21, 2009

Alargar horizontes na horizontal

Saí do escritório à hora de almoço, e como estava um dia cheio de sol, resolvi trocar o almoço por um café numa esplanada à beira-mar. Já na esplanada, de óculos escuros, e com o café na mesa, comecei a aperceber-me da conversa que vinha da mesa do lado...

Eram dois casais que falavam pelos cotovelos... ou pelo menos um dos homens, que para além de não se calar, falava muito alto, e gesticulava. Estava a falar de uma Mafalda qualquer, e repetia vezes sem conta uma das palavras que mais me irritam: "Oiça!", "Oiça!", "Oiça!".

As mulheres que os acompanhavam, simplesmente não falavam, e cheguei a pôr em dúvida se o estariam a ouvir, ou se já estariam a sonhar com uma limpeza de pele, ou aquela camisola que mandaram guardar na loja para o marido pagar. O tal que não se calava, falando da tal Mafalda, diz então: "Que habilitações tem ela para o cargo, não sei, mas toda a gente sabe que ela subiu na horizontal".

Eu já ouvi esta expressão umas centenas de vezes, e para além de me irritar, discordo completamente deste chavão. Porque será que qualquer mulher bonita que chegue a um cargo importante numa empresa, tem de ver a sua honra em dúvida? Porque será que um "começo por baixo" tem de acabar numa "subida na horizontal"? E porque será que nunca se acha que os homens sobem na "horizontal"? Quererá isto dizer que só as mulheres é que usam o sexo para fazerem carreira?

A mim não me parece, até porque conheço muitos homens que se serviram dos seus atributos físicos para alargarem o horizonte na horizontal. Mas na verdade todos eles saem sempre ilesos e sem mácula das suas conquistas, reforçando até a sua prateleira de troféus.

Numa empresa em que trabalhei havia um chefe novo e bonito, que já conhecia os gemidos de quase todas as minhas colegas, e eram elas que tinham o rótulo de "comidas", enquanto ele continuava a ser o jovem bonito e galante que ia preenchendo a estante.

Porque será que nunca ouvi nenhuma delas dizer que o tinha "comido"? Porque será que nunca ninguém duvidou da subida meteórica dele? Terá subido na horizontal?

Depois de todos estes pensamentos e dúvidas, do café tomado, e do corpo aquecido pelo sol, voltei para o trabalho, porque pelo sim pelo não há que garantir a carreira...

sexta-feira, junho 19, 2009

gosto...

"… daqueles momentos que surgem do nada (ou do muito?...), não programados nem imaginados, que não são certos nem errados mesmo que reprovados (por quem?), tão pouco explicados, apenas guardados como que arrumados, memorizados, amados, solamente porque… sim?!..."

quinta-feira, junho 18, 2009

Aveiro...

...uma cidade que me apaixonou!

terça-feira, junho 09, 2009

Bons Feriados...

Na companhia desta sugestão musical Israelita


The Idan Raichel Project - Mi Ma'amakim

sábado, junho 06, 2009

Por Ti... Com os Meus Olhos

Já não é a primeira vez que vos digo que gosto de espreitar por esta janela, porque é de onde ao longe eu vejo romãs, e onde apesar da ventania, as sílabas são sempre inventadas e reinventadas... por ela através dos seus olhos e das suas palavras...

Já foste a paixão
das minhas horas
desmarcadas,
já foste a precisão
incompleta,
a inacabada
loucura de um verbo.

Já foste o desenho
da minha vida
e a voz mansa
dos meus sonhos.

Foste tudo.

Hoje és a desilusão
perfeita do caos.


Por Ti... Com os Meus Olhos - Março 2009

Depois de "Canela e Erva Doce" e "Golpe de Asa", chegou agora a hora de Paula Raposo editar o seu terceiro livro de poesia "Nevou este Verão".

Paula Raposo nasceu em Lisboa, decorria o ano de 1954. Chegou a frequentar a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas não passou do primeiro ano. Interrompidos os estudos, foi trabalhar para um banco; trabalho que deixou em 1987, para trabalhar num escritório de contabilidade. Hoje em dia, concilia a sua carreira de escritora e poetisa com actividade que continua a desenvolver nesse escritório.

A sua poesia é livre, sem deslumbramentos formais no que respeita a métrica e rima, contendo em si uma contemplação constante, um encanto místico, onde o amor está sempre presente. A autora (in)define-se numa só frase: "Não sou definível, sou apenas uma mulher como as outras". (Magna Editora)

quinta-feira, junho 04, 2009

Reflexão

Após umas merecidas férias, cá estou eu pronta para mais uma "jornada"!

Nestas férias aproveitei para juntar o útil ao agradável, praia e pôr a leitura em dia... e gostei tanto do livro que resolvi partilhar um excerto, aqui vai...

"Ah, se fosse novo outra vez! Nunca ouves ninguém dizer: "Gostava de ter sessenta e cinco anos."Sorriu.
"Sabes o que isso reflecte? Vidas insatisfeitas. Vidas incompletas. Vidas que não encontraram sentido nenhum. Porque se encontrares sentido na vida, não desejas voltar atrás. Queres ir para a frente. Queres ver mais, fazer mais. Estás mortinho para chegar aos sessenta e cinco."
"Ouve, tens que saber uma coisa. Todos os jovens têm que saber uma coisa. Se estiveres sempre a batalhar contra o envelhecimento, vais ser sempre infeliz, porque isso vai acontecer de qualquer maneira."
"E, Mitch?" Baixou a voz.
"O facto é que vais mesmo acabar por morrer."

As Terças com Morrie de Mitch Albom

Espero que gostem!

quarta-feira, junho 03, 2009

Amor em Lágrimas


"Ouve o mar que soluça na solidão
Ouve, amor, o mar que soluça
Na mais triste solidão
E ouve, amor, os ventos que voltam
Dos espaços que ninguém sabe
Sobre as ondas se debruçam
E soluçam de paixão
E ouve, amor, no fundo da noite
Como as árvores ao vento
Num lamento se debruçam
E soluçam para o chão"

Composição: Vinicius de Moraes / Claudio Santoro

terça-feira, junho 02, 2009

Já me tinha esquecido...


Já me tinha esquecido de como era...
Esta calmaria, esta bonança, este sossego
O acordar sem o peso de uma luta a travar
O dia que corre simples e leve
A sensação de que tudo está no devido lugar
Já me tinha esquecido deste silêncio...
Desta ausência de barulho mental
Do querer saber, entender, questionar
Ausência de ideias e palavras que se chocam
Silêncio que me deixa descansar
Já me tinha esquecido do sabor...
De disfrutar do tempo sem pressa
Ou de não querer faze-lo parar
Da certeza de tudo o que sou e quero
Da liberdade de nada esperar
Já me tinha esquecido desta voz...
Que apenas fala de dias de sol
Que nada nega, cala ou consente
E que vai cantando sorrisos á toa
Num mundo que encontra novamente
Já me tinha esquecido de como era...
... esta sensação de estar em paz.

segunda-feira, junho 01, 2009

Campanha sobre medicamentos genéricos

quarta-feira, maio 13, 2009

O meu "Pedaço" # 22

“O meu amor é tão forte, que o devias sentir. Tinhas a obrigação…”
“Quem te disse que não sinto?”
“Pois, mas se sentes e nada fazes…”
“Tenho medo!”
“Medo?!? Medo do quê???”
“Medo.”
“É normal, mas a vida é mesmo assim, e é preciso vivê-la, não?!?...”
“Pois. Mas não sei que fazer.”
“Achas que estás melhor assim, que estamos melhores assim?”
“Não sei. Já não sei muito…”

domingo, maio 10, 2009

Acho que nos perdemos mais do que nos encontramos

A busca da nossa felicidade é algo constante,
passamos a vida a procurar algo que nem sabemos muito bem o que é.
E nesta busca tentamos muitas vezes moldar-nos , buscar aceitações em sítios que não valem a pena.
Esquecemo-nos que já somos felizes e o pior é que perdemos pedaços de nós!
Perdemo-nos em conversas banais e nos olhares de reprovação de cada um,
perdemo-nos ao abdicarmos de nós em função de alguém,
perdemo-nos quando dizemos que sim quando é não,
perdemo-nos na ilusão do amanhã, porque não damos valor ao hoje...
Reflecti e acho que nos perdemos mais do que nos encontramos.

sábado, maio 09, 2009

porque um dia não há tempo...

Não te preocupes com isso, tens tempo quando cresceres, dizia o pai.

Para quê essa corrida, tens tantos anos à tua frente, reforçava a mãe.

E ela acreditou, convenceu-se que assim era. Tinha muito tempo para viver!

Passaram dias, semanas, meses, anos. De repente, sem pré-aviso, sem ao menos um sinal, viu o tempo futuro escondido. Perdeu-se a memória do tempo passado. Deixou de ser dona do tempo presente.

Desalmada, tresloucada, sôfrega, tentou agarrá-lo, puxá-lo a si, abraçá-lo, numa ânsia intemporal de quem sente o tempo escassear. Sem tempo a perder, valeu-se de todas as armas que o pouco tempo lhe dava. Aproveitou cada milésimo de tempo do tempo que viveu. Arriscou cada minuto, fosse qual fosse o tempo a chegar. Lutou desenfreada contra a falta de tempo. Apanhou todas as migalhas do tempo roubado.

E percebeu. Finalmente, percebeu a importância do tempo que se não tem, quando uma porta se abre permitindo ao tempo fugir. Agora… afaga o tempo que tem como se não tivesse tempo, sem esperar que o tempo venha, não vá o tempo desistir de chegar a tempo e então… perder o tempo, como aqueles que o não têm.

sexta-feira, maio 08, 2009

CO3

Esta madrugada, numa pausa para descanso dos olhos e repouso das mãos, escolhi um programa diferente do habitual, aproveitando as horas de silêncio e vazio que só a noite permite. Coisa rápida e promissora de resultados satisfatórios. Não perderia mais de meia hora com o assunto. Dei-lhe as coisas do banho e a roupa adequada. Deixei-a só.

Passados uns vinte minutos, resolvi certificar-me dum barulho que se tornou repetitivo. Tive a sensação de que mais minuto menos minuto poderia abrir aquela porta de vidro e estender-lhe os meus braços. Sentei-me perto a observá-la com especial atenção para todos os seus detalhes. Era a primeira vez que o fazia. Nestes dois anos de convivência não me atrevi a ir tão longe e muita coisa desconhecida. Os manuais tornam a vida mais fácil.

A sua escolha foi uma decisão ponderada com base noutras experiências do passado. Com boas referências, qualidades de trabalho reconhecidas, de bom nome, bonita e discreta, convenceu-me.

Seu corpo saboreava por momentos o prazer daquela imersão. Após essas pausas consentidas, reagia agitada e libertava no ralo a água perfumada que eu adivinhava nas suas peças de roupa. Testemunhei as suas paragens e os seus mais lentos movimentos. Ansiei pelo fim daquela tortura a que me expus. Na minha cabeça, o barulho dum tambor alternava com o som de turbina de avião. Meus pensamentos giraram a velocidades estonteantes, não sei a quantas rpm.
Contorceu-se uma e outra vez. Nem deu pela minha presença! Reparei em algo que chamou a minha atenção: CO3(!). Segui o rasto das últimas gotículas desliziguezagueando pelo vidro embaciado.

A minha viagem de observação e conhecimento durou precisamente: dez eternos minutos. Descobri novos horizontes para a nossa relação e sei, agora, do seu problema a requerer ajuda dum especialista. Podemos escolher programas diferentes - que não tardarei experimentar - em altas temperaturas, com mais tempo para ela e menos para mim. Sei o tempo que precisa para realizar cada uma das suas potencialidades. Reconheço-lhe outras capacidades.

No fim do banho, abri-lhe a porta e senti de imediato o seu calor e cheirei o perfume do amaciador. Meia hora de lavagem e a roupa quase seca. Valeu a pena porque sei que a minha relação vai mudar. No manual de instruções li que CO3 significa que não centrifuga. Amanhã vou ligar para a assistência da minha máquina de lavar roupa.

quinta-feira, maio 07, 2009

Dizer Tudo

Ouvi com toda a atenção o que alguém dizia:
"Eu! Digo sempre tudo o que penso, positivo ou negativo"
Será que dizemos sempre tudo?
Eu, não acredito em semelhante.
Estamos sempre condicionados por uma razão qualquer, que contraria sempre a vontade de... dizer tudo.
Talvez, por essa razão a personagem que diz tudo o que pensa, seja apenas em uma série de grande audiência e culto.
Sim, falo do Dr. House e sabem o porquê?
Talvez por representar aquilo que a maioria gostaria de fazer...
Dizer tudo, mas mesmo tudo...