quinta-feira, fevereiro 26, 2009

"Serás TU o meu Destino? Serás!? Serás!?"

Esta ansiedade, com um misto de saudade és TU...
E é toda feita de ti, dos teus cabelos, dos teus olhos
Que permanecem no céu tal e qual estrelas brilhantes e vagas
Como dois anseios de Amor, coagulados como o sangue que rega a nossa Amizade...

Esta saudade és TU... Que estás perto, mas ao mesmo tempo bem longe
E vestes uma capa ternurenta e me deixas confusa
É esse teu jeito meigo quando estás a olhar para mim quieto
É a tua voz tecida de silêncio nas palavras de Amor que me "sussuras" sempre ao ouvido...

Esta ansiedade é a loucura das tuas palavras meigas
Que me dizes tantas vezes e que não quero decifrar por medo
Agora ouço-as ao longe, como um trovão que ecoa à distância...

Apesar do tempo e da distância que entreponho
A tua meiguice ainda está comigo
Deixando mudos todos os meus sentidos.

Esta saudade és TU...
É a tua falta, é a falta do teu carinho de Amigo
Viva, em meu corpo, na minha Alma, viva...
Enquanto eu vagueio nas minhas dúvidas e medos.

Será que devo apostar em ti e no AMOR que mostras por mim sentir?
Será que és o meu Destino?
Será que és o meu Futuro?
Será? Será? Será?
Este será não me sai da cabeça...

Estás longe e não estás
Porque eu é que não te deixo realmente aproximar de mim
És muito ESPECIAL como pessoa, tens um Coração aonde cabe o Mundo inteiro
És como um pássaro que voa...
Quando sente que a Liberdade está à distância de uma janela...
E no fundo e sem querer admitir-te isso, gosto dessa tua faceta...
Admiro a tua determinação em lutar pelas coisas que gostas...
És igual a mim nisso o que me deixa muito Feliz...

Dizes-me tantas vezes ao telefone que adoras tudo em mim...
E as tuas atitudes só me demonstram isso...
Estarei a ser muito orgulhosa?
Estarei a perder uma oportunidade única de ser Feliz?

Talvez eu devesse tirar esta capa de aço em que me envolvi
E deixar-te voar para dentro do meu Coração
E deixar-me levar na doçura das tuas palavras...
Na loucura de tudo aquilo que quase sem retorno da minha parte
Já fizeste por MIM...
E continuas a fazer todos os Dias... SEMPRE com a tua forma dedicada
Dizes-me muitas vezes que davas a tua Vida por MIM
E sei que é verdade porque sinto isso em cada palavra por ti pronunciada...

EU nunca te deixei aproximar de verdade...
Muito menos te deixei entrar dentro do meu Coração
Sei que um Dia vou perder todo esse sentimento...
Que aos olhos de todos aqueles que me querem abrir os meus olhos
Dizem-me não haver sentimento igual!
E para todo esse sentimento eu abraçar...


Porque não abrir o meu Coração só para te AMAR!?


Por Shiazinha muito pensativa... TAMT, TAMF, TALY, TASWY


Ao som de "A Message" dos "Coldplay"...

sábado, fevereiro 21, 2009

O Meu Olhar Sobre o Mundo

A neve é divertida
A neve é branca
A neve é fofa
A neve é leve
A neve é fria

A neve parece sal
A neve parece açúcar
A neve parece farinha
A neve parece espuma
A neve parece chantilly

Eu gosto de neve!!!

Gosto da Serra da Estrela, com ou sem neve, mas sobretudo com neve, porque não há nada como a neve para nos suavizar, tornar mais doces, e termos a verdadeira noção da plenitude. A Serra da Estrela não é só Torre, há também as aldeias, os trilhos, a fauna, a flora, a geologia, as paisagens, e as populações.

Gostei de subir à Serra, porque quanto mais andávamos, mais lindo se tornava... e com -5ºC... tornou-se lindo abrir a porta do carro, que estava quentinho, e sentir aquele ar de cortar a respiração... geladíssimo. Apanhamos chuva, trovoada, sol, nevoeiro, granizo, e finalmente... neve. Houve um pouco de tudo para todos os gostos. Um espectáculo impressionante... um privilégio.

A grandiosidade da Serra da Estrela está em tudo... no tamanho, no ambiente, no ar, na gastronomia, no artesanato... e em tudo o que faz deste lugar, um lugar único. A Serra da Estrela transporta-nos para a vida tradicional das pequenas aldeias, para a riquíssima gastronomia, repleta de enchidos, e claro o famoso queijo da serra. No artesanato temos todos aqueles casacos de pele que nos fazem ter vontade de os trazer a todos.

É bom conhecer o outro lado do nosso país de mar. Conhecer o lado serrano, dos queijos, pastores, compotas, histórias, e castelos. A Serra da Estrela é tudo isto, e muito mais... é um óptimo destino.

fotografias: Å®t Øf £övë
música: Encosta-te a Mim

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Frasco de Vidro

Certo dia perguntaram a um sábio o seguinte:
-A minha alma, o meu ser, é um frasco de vidro.
- Diz-me, sábio, como poderei encher este frasco de "coisas" boas e úteis?
O Sábio pensou... e respondeu...
-A tua principal preocupação não deve ser no que vais encher o teu frasco, mas em primeiro lugar, aprenderes a lidar com a tampa.
Provavelmente, estamos todos muito preocupados em receber o melhor, e se possível, em quantidade.
Mas será que estamos preparados?
Sabemos lidar, verdadeiramente com a tampa do nosso frasco?
É que segundo o Sábio, lidando bem com a tampa, é mais fácil dar e receber...
Será mesmo assim?

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Saudade

Estou a passar aquela fase deprimente em que parece que o mundo conspira contra mim, nada me corre bem, não faço nada bem, não estou bem, não me sinto bem e dou por mim a questionar:
Se isto?
Se aquilo?
Se tivesse feito?
Se tivesse agido?
Todos nós temos um "Se" na vida mas como o que é passado já passou e não há forma de voltar atrás, sigo a minha vida e guardo na minha memória aqueles momentos especiais... aqueles... tu sabes... que revolucionaram a minha maneira de ser, que me levam a chorar de felicidade por terem acontecido.
Hoje, quando olhei para ti, percebi que por mais que o tempo passe tu és especial, que estarás sempre guardado no meu coração, que nunca me esquecerei de ti... e tenho saudades, da tua mão meiga a acariciar-me o rosto, o corpo... tenho tantas saudades, de ti.

Ps:. É o meu 1º contributo, espero que gostem :)

sábado, fevereiro 14, 2009

...

“Gosto de ti assim, em silêncio. Sem palavras que não dizes. Sem juras, sem promessas…

Gosto de ti sem te ter, quando te inundo, imundo.

Gosto de ti porque sim, porque não, assim-assim. Gosto de ti, sim!

Gosto de ti assim, quando dás o que recebes. Quando vês sem olhar. Quando calas o que consentes.

Gosto de ti, quando vou, quando venho e me venho.

Gosto de ti no calor do suor, quando te deixas e me deixas…

Gosto de ti, assim, no silêncio de tudo em ti. Todo…”


...



Gosto de ti assim, em silêncio. Sem palavras inúteis. Sem juras perpétuas. Sem promessas. Sem nada…

Gosto de ti, assim como te vejo. Sem qualidade, no defeito. Sem pressas, nem vagares.

Gosto de ti de noite, quando surges sem avisar. Tomas-me. Possuis. Sem mais…

Gosto de ti aqui, quando te vais, quando voltas. Quando me inundas e o fazes sem programar.

Gosto de ti sem mundo, no espaço do tempo. Agora!

Gosto de ti sem ter de dizer o que senti, do que temi. Assim, sem frases desperdiçadas. Sem amo-tes, sem amanhãs, sem quero-tes.

Gosto de ti assim, sem falar, sem explicar, sem pensar…

Só porque sim.


terça-feira, fevereiro 10, 2009

Parvoice abreviada

Nas empresas sempre houve a moda dos anglicismos e estrangeirismos. Uma forma de mostrar "inteligência" e de dizer coisas sem conteúdo...
Depois desta moda de parvoíce, chegou a das siglas. Na empresa em que trabalho, há muito disso. As mais habituais, e que me provocam comichão no céu da boca, são:
- FYI: for your information;
- ASAP: as soon as possible;
- PDS: ponto de situação.

Escrever em acrónimos, desta forma, é absolutamente irritante!

A juntar a isto, há quem goste de chamar os colegas (pessoalmente ou via mail) de "caro" ou "caríssimo".
Já houve quem obtivesse como resposta da minha parte:

- Sim, barata...?

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

É bonito o amor... Parece um carrossel...

Desconfio que há pessoas que não gozam aquilo que uma relação lhes pode proporcionar. Eu sou da opinião que num relacionamento não pode haver limites, mas mesmo assim eu tenho os meus, porque todos temos os nossos. O pior é quando esses limites não coincidem... Há por aí muita gente que tem limites muito estranhos!!!

Há aquelas que não gritam na cama, nem têm a capacidade de explorar aquilo que o sexo lhes pode dar, porque desde muito cedo constroem um relacionamento, depois perdem a virgindade com essa mesma pessoa, e logo de seguida começam a planear o casamento. Depois do casamento começam a pensar muito em ser mães... e depois o sexo deixa de ser frequente... Tenho muitas amigas que fizeram este trajecto de vida, até um dia... até ao dia em que...

Percebem que a vida é um carrossel, que pode e merece ser vivida, e que de desejadas a desejosas vai um pequeno passo. Isto acontece quando se interessam por alguém, começam a ficar outra vez mais magras e bonitas, coisa que os maridos inicialmente nem reparam. Compram roupas novas com maior frequência, começam a frequentar o ginásio, e deixam de falar na vontade de ter filhos.

Depois aconselham os maridos a sair com os amigos, dizendo que ficam bem por ali a verem um filme e a adormecerem no sofá. Eles ficam todos contentes, começam a achá-las mais bonitas, e a saírem todos confiantes, porque quando regressarem a casa depois da noitada com os amigos, e um pouco bebidos, ainda vão ter sexo... sempre muito igual... vinte minutinhos... no máximo... nem uma palavra durante... um sorriso no fim... e toca a virar as costas que o soninho está aí.

Elas por sua vez depois de eles saírem para a tal noitada com os amigos, suspiram de alívio, sentam-se no sofá, mas em vez de verem o tal filme e depois adormecerem, começam a trocar sms's com outro, que por acaso acham muito interessante e começam a pedir umas palavras bonitas... daquelas palavras que levam ao sexo, que tiram o sono, e a fome.

Como já "dormiram" algumas vezes com eles, tornam-se mais exigentes, e começam a achar que eles estão menos generosos que o costume, que as sms's começam a chegar a conta-gotas, e começam a sentir-se angustiadas. Nos intervalos longos entre as mensagens, começam a lembrar-se dos fins de tarde em que "dormiram" com eles, e em que voltaram a descobrir o prazer do sexo oral, e de se voltarem a excitar com apenas alguns beijos.

Eles que andavam loucos por elas começam a fartar-se, porque começam a achar que antes de terem "dormido" com elas, elas eram menos ansiosas, e agora estas mensagens em catadupa já chateiam, e o que não faltam por aí são umas quantas também belas e simpáticas, e se calhar descomprometidas...

Assim entre um "dormida" e outra, elas rapidamente passam de desejadas a desejosas. E assim acabam por adormecer a pensar no fim precoce que essas "dormidas" tiverem, e acabam também por perceber que se pode viver um outro tipo de vida, e que se pode repetir o fracasso das "dormidas" até estas serem um sucesso.

Passado umas horas eles - os maridos - regressam a casa das noitadas com os amigos, sentem-se felizes, e voltam a desejar a mulher que ali têm ao lado a dormir.

É bonito o amor... Parece um carrossel...

domingo, fevereiro 01, 2009

Mais Música

Mais uma partilha musical... Mais uma música diferente, com grande significado para mim...

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Relogios de Memória (Maquinaria d´alma...)

Entrar calando as letras
retire-se a espuma das ondas
seque-se o sopro do vento
vistam-se as chamas de negro

Quanto pedes tu ò alma doce
para matar sem conhecer
encerrar sem naufragar
somos pedaço de gente

Corvos flutuando em mares salgados
assim como as lágrimas que solto
não sou o que penso ser
mas sei ser o que não fui
quero morder o que beijei
e perder o que não vi

Tantas vezes a censura
os gritos presos na garrafa
segredos fechados na cave....
desta dor que não passa

Mas agora somos nós
de mil ventos as memórias
de mil chuvas as canções
e cornetas de vitória

Relógios de apagar brincadeiras...
Já não sonho os olhos doces
Já não provo com os dedos
Porque tenha muito ou pouco medo...
Abri o baú dos segredos...

De tantas formas de agradecer mensagens, esta não agradece, mas quer agradecer...


4 u All ;)

quarta-feira, janeiro 28, 2009

mensagem

Há momentos em que queremos dizer e não sabemos como…
Há palavras que queremos proferir e não sabemos em que momento…
Há espaços que podemos ocupar, com as palavras que queremos dizer naquele momento…

"Gosto deste espaço. Não porque seja especialmente perfeito, mas apenas por isso mesmo. Não me pertence, mas é meu. É como aquela coisa estranha que sentimos em relação à nossa casa. A casa pode nem ser nossa, mas é a nossa casa. Ou o nosso eu. Todos nos conhecem, mas o eu é só nosso.

Gosto deste espaço. Gosto de me refugiar aqui, onde desconheço cada conhecido. Onde sabem quem sou mesmo sem me conhecerem. Sinto-me confortável, onde não me interrogam mais do que sabem que responderei. Onde não me pedem mais do que darei. Onde sei que cada um é superior a mim, sem que eu seja inferior. Onde não tenho hora marcada, não reservei lugar, mas terei sempre um cativo.

Gosto do silêncio, do ruído e da melodia. Gosto de não ser obrigada a dizer que gosto e mesmo assim gostar, sem tão pouco saber explicar."


porque alguém me pedia que te dissesse o quanto gosta deste espaço e eu só consegui dizê-lo assim, Å®t

terça-feira, janeiro 27, 2009

Mar de Interrogações

O Art que me “conhece” já há uns tempinhos, lembra-se com certeza da verdadeira verborreia escrita que me caracterizava. Hoje em dia… nem eu própria me conheço!

Ando por aqui há dias e dias tentando dar uma sequência lógica a pensamentos que me assolam e de facto, tal como ele diz no seu pequeno texto introdutório, somos mesmo feitos de pedacinhos. Só que, por vezes, eles são tão pequeninos que quase se tornam microscópicos. Daí a colá-los e dar-lhes forma torna-se uma tarefa deveras complicada.

Dei comigo a pensar que quando esses bocadinhos se tornam tão minúsculos é porque chegamos frequentemente a pontos de interrogação. Ora a interrogação é a procura de respostas. Como tal, se não as encontramos, ou não queremos ou não podemos encontrar, os “casos pendentes” tornam-se num emaranhado de situações não resolvidas de onde só pode provir o caos, como é natural e lógico.

Levei anos estudando os problemas da mente humana e sei muito bem que muitos podem ser de natureza endógena, mas outros e a grande maioria são de índole exógena. Quem tem conhecimentos a nível psicológico sabe, ou deveria saber que a linha que separa o normal do patológico é somente da espessura de um fio de cabelo. Assim, podemos ter uma percepção aproximada das realidades que muitas vezes se nos apresentam.

Em termos teóricos não assusta nada e até podemos achar caricato. Quando olhamos para o plano pragmático e para as voltas que a vida pode dar, essa espessura pode de facto assustar. Ou seja, quando o caos se instala por força do mar de interrogações, o melhor mesmo é esperar ter uma estrutura suficientemente forte e equilibrada para, como vulgarmente se designa, dar a volta por cima. Sabendo eu o que sei, tenho que aceitar que nunca se dá a volta por cima mas sim por dentro. O resultado é sempre a colagem dos pequenos fragmentos de onde vai surgir indiscutivelmente um ser diferente do anterior. Seja para o bem ou para o mal, assim acontece!

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Eu me confesso...

Tenho uma enorme lacuna... Eu não gosto de poesia, não sou um apreciador fácil de poesia. Gosto de algumas coisas, gosto daquelas que me tocam, e que leio ao acaso. São umas coisas [daqui], outras [dali], e não tem a ver com estilos. É que o meu sentido artístico no que diz respeito à poesia não é nada apurado... é um problema...

Mas de vez em quando encontro poemas e autores que se entranham em mim, e ficam para sempre... e ocasionalmente transpiram para fora...
Basicamente, sei o que me toca e o que não me toca...


Eu vou estar sempre aqui.
E tu sabes onde,
sabes onde me encontrar.
Eu não fugi, eu permaneço.

Deixo adormecer-me sem ti,
porque tenho que dormir.
Fico onde estou, porque
sei que virás um dia.

Não quero que me percas de novo.
Por isso fico. E espero.
Calmamente.
Como se fosse inevitável,
cruzarmo-nos de novo.

E vou ser tua, vou possuir-te.
vou poder amar-te, só mais uma vez.
Relembrar, recomeçar, reviver.
E ficarmos os dois, assim,
como um só, numa nuvem
que se evapora e, não volta.

Ventania de Sílabas - Setembro de 2008


Paula Raposo tem editados dois excelentes livros de poesia: "Canela e Erva Doce" e "Golpe de Asa".
Eu sigo atentamente tudo o que ela publica nos seus diversos blogues há pelo menos uns três anos. Se puderem "espreitem" os seus espaços, porque como a Paula Raposo diz, por lá vão encontrar "um turbilhão de sentimentos... uma tempestade..."

Desenho de António F. Santos

domingo, janeiro 18, 2009

O Estranho Caso de Benjamin Button

Adaptado de um romance de F. Scott Fitzgerald, ficará como um dos grandes filmes de 2009.

“O filme conta a história de Benjamin e da sua "viagem" fora do comum, das pessoas e lugares que descobre ao longo do seu caminho, dos seus amores, das alegrias da vida e da tristeza da morte, e daquilo que dura para além do tempo.” (SAPO)

Diria que é quase um filme conceptual, na medida em que nos remete para uma série de conceitos que, necessariamente, estão ligados à Vida.
Tendo como pano de fundo a temporalidade, este “estranho caso” põe-nos a debater o significado de envelhecer, de rejuvenescer, da vida, da morte, de amar, das condições que impomos para amar e ser amados… e o que cada um destes conceitos e realidades representa para cada indivíduo.

domingo, janeiro 11, 2009

Ausência...

Há já algum tempo, que nada escrevo neste nosso pedaço...
No entanto a minha ausência, não significa indiferença, bem pelo contrário, leio atentamente todos os posts aqui publicados. A ausência por vezes, torna-se necessária, o que não significa menos cuidado... Por isso, e de certa forma para me redimir, deixo aqui a letra de uma música, que de recente nada tem, mas que para mim é muito especial... Um bom ano para todos e um grande beijinho...

James Morrison - Wonderful World

I've been down so low people look at me and they know
They can tell something is wrong, like I don't belong
Well, staring through a window
Standing outside there just to happy to care
Tonight I wanna be like them but I'll mess it up again
I tripped them out when God kicked outside everybody's soul

And I know that it's a wonderful world, but I can't feel it right now
Well, I thought that I was doing well but I just want to cry now
Well, I know that it's a wonderful world from the sky down to the sea
But I can only see it when you're here, here with me

Sometimes I feel so full that it just comes spilling out
It's uncomfortable to see I give it away so easily
But if I had someone I would do anything
And never, never, never let you feel alone
I won't, I won't leave you on your own
But who am I to dream?
Dreams are for fools, they'll let you down

And I wish that I could make it better
I'd give anything for you to call me
Maybe just a little letter, it could start again

And I know that it's a wonderful world, but I can't feel it right now
I've got all the right clothes to wear, I just wanna cry now, cry now
Well, I know that it's a wonderful world from the sky down to the sea
But I can only see well when you're here, here with me
And I know that it's a wonderful world when you're with me

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Música 2008



Quero partilhar esta música convosco, talvez das melhores de 2008

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Figueira da Foz (vista por meus olhos)



Saudades dos abraços salgados espalhados eternamente nas areias clareadas desta praia. Sonhos perdidos, escondidos em cada árvore em cada gota de orvalho das manhãs desta serra. Tantas noites, tantas histórias de amor e paixão escritas a azul nesta calçada fria. O som do relógio que grita de saudade, saudades metalizadas e esquecidas na ausência de seus ponteiros. Já não fazes parte da ponte que se ergue sobre este rio, já não vez os velhos sentados nos bancos desta fonte. Memórias ténues da cerveja que caía suavemente na conversa de bar, aquele bar onde os sonhos eram índios cavalgando na paleta da rizada. Moedas caindo, fluindo, dançando e jogando, em tantas mesas de veludo verde. E os sons turbilhantes de 1 a 3 e 14 daquela pequena praça de sons vindos da cave.


Foram tantas as ondas;

Tantas as folhas;

Tantas as pedras brancas;

Tantas as horas de luz e sombra;

Tantas as passagens em uma só fila;

Tantas as conversas acesas;

Tantas as sortes nos pontos dos dados;

Tantas as noites de rock dançante


Restas-me me tu, apenas tu....

Figueira da Foz.

sábado, janeiro 03, 2009

O meu "Pedaço" # 20

Naquele tempo eu sentia-me sufocado...
As tuas surpresas... os teus telefonemas... a tua presença constante...
Os nossos sorrisos... os nossos suspiros... os nossos olhares cúmplices...
Não resisti...
Conseguiste-me fazer esquecer de tudo...
Como me tornei frágil...
Perdemo-nos um com o outro...
Tantas portas... tantos caminhos... tantas estradas... tantas janelas...
E não conseguimos encontrar uma saída!!!

A nossa amizade hoje angustia-me.
Fugi do teu olhar, antes que me afogasse.

Fui então acusado de cobardia, e nunca fui compreendido.
Fui acusado de não ter lutado... e tu... será que tu não deverias ter lutado também?
Fui acusado de não ter esperança, e nisso talvez tenham razão, porque apaguei todas as luzes logo após te ter negado a possibilidade de entrada na minha vida.

Os meus pés decidiram parar antes que me perdesse de vez.
Desde esse dia tentei arranjar novos sonhos... compartilhar novos planos...
Saí pela porta dos fundos quando não havia ninguém a olhar.
Vagueei falsamente distraído, à procura de ouvir os sons do silêncio e nada mais.

Apaguei os teus sorrisos da minha memória.
Rasguei-me ao meio e deitei metade fora.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Quero é viver!


Vou viver!
Até quando eu não sei
Que me importa o que serei
Quero é viver
Amanhã
Espero sempre um amanhã
E acredito que será
Mais um prazer
E a vida é sempre uma curiosidade
Que me desperta com a idade
Interessa-me o que está para vir
A vida em mim é sempre uma certeza
Que nasce da minha riqueza
Do meu prazer em descobrir
Encontrar, renovar, vou fugir ou repetir
Quero é viver!
(António Variações - Humanos)
Se as doze badaladas tivessem aquele poder mágico de tudo mudar em segundos, se os desejos secretamente pedidos ao sabor das doze passas devoradas fossem uma doce certeza, eu pediria, apenas e somente, para esquecer...
2008 foi um ano difícil, um ano de muitas lutas em vão, de muito desgaste emocional, de muitas perdas... e a maior de todas, para mim, fui eu mesma.
Perdi-me, deixei de me ver, de me reconhecer, deixei de saber onde estava, ausentei-me.
Procurar culpados, é inútil. Encontrar respostas, quem sabe um dia...?
Sim... pediria para esquecer.
Mas as doze badaladas não são tão mágicas como gostaríamos e, no dia seguinte, o sol nasce da mesma forma e tudo continua no mesmo lugar. Aquele passado que queremos deixar lá atrás, foi apenas ontem... e não se afogou em taças de champagne.
Pedir para esquecer é querer andar mais depressa que o próprio tempo, é inventar uma mentira que nos coloca um sorriso forçado no rosto e nos obriga a procurar soluções rápidas que, no fim, ainda farão mais estragos.
Então... não peço para esquecer.
Peço apenas para viver... quero é viver... viver para juntar os pedacinhos perdidos, viver para me encontrar e reencontrar, viver para saborear o que vier amanha, viver para dar ao tempo o tempo que for preciso para esquecer... e então viver!
Desejo a toda a família do Pedaços um 2009 cheio de vida!

sábado, dezembro 27, 2008

um pato mal encarado rebocando duas bolas e um barrigudo de uma perna só

Olhou-o de frente, fitando-o insistentemente, profundamente.

Gordo, barrigudo, de uma perna só, fazia-se acompanhar de um pato que puxava desesperadamente duas bolas redondas e ocas.

Vacilou… não tinha bem a certeza se desejava confiar nele, afinal… que lhe poderia dar de valor?

Voltou-se intimidada em busca do outro que já conhecia, talvez não fosse grande coisa, talvez nem fosse bonito. Meio atabalhoado, meio enxofrado. Um bocado agressivo, tempestuoso e um bocadinho mentiroso, mas ainda assim… algo generoso, um pouco bondoso, embora um niquinho preguiçoso. Chamou-o, na voz mais alta que conseguia “espera, não te vás embora!” mas já estava a ir.

Restava-lhe o gordo, barrigudo de uma perna só, que se fazia acompanhar de duas ocas bolas, rebocadas por um fatigado pato.

“não sou melhor, nem pior; não sou bom e nem sou mau; definitivamente não serei igual, mas serei teu!”

Mirou-o desconfiada, melindrada, acanhada, desorientada… e de repente… avançou determinada “e porque não?!” afinal, o gordo barrigudo de uma perna só, estava mesmo ali e… o pato era o mesmo e podia entreter-se a encher as duas bolas. “bora lá!”, num ápice, por entre foguetes e jorros de espumante, entregou-se ao jovem gordo, barrigudo de uma perna só, acompanhado de um pato meio tosco, puxando duas velhas bolas.


2009

que o vosso seja excelente!

sexta-feira, dezembro 26, 2008

O Meu Olhar Sobre o Mundo

Bilbao... cada vez gosto mais desta cidade. Fico sempre com uma enorme vontade de voltar para descobrir novas rotas. Já sei que a política por lá pega fogo, e eu sou contra a violência terrorista, mas cada vez que vou a "terras bascas" entendo melhor o seu desejo de independência, porque eles têm um "país" muito diferente do resto de Espanha.



Bilbao
é uma cidade nascida do seu porto, e que fica no País Basco, que é uma região localizada entre o norte de França e a Espanha, e a principal característica pela qual é conhecida esta zona, é pela sua incessante luta pela independência. Mas isto por si só não chega para descrever esta zona, é demasiado redutor para tanta beleza.


Bilbao é uma cidade com personalidade, com um povo singular que sabe receber com atenção e simpatia, e ainda tem a sorte de contar com excelentes museus, edifícios, praças, e bairros muito interessantes. Os Bilbaínos têm também uma gastronomia que merece ser conhecida, onde em qualquer "biroska" se come muito bem, por isso podemos fazer em ir "de pinchos" pelo "Casco Viejo" um roteiro obrigatório.


Bilbao é uma cidade onde o moderno e o antigo se conjugam em perfeita harmonia. A parte velha de Bilbao (Casco Viejo) é o coração da cidade, e situa-se na margem direita da ria, entre a ponte de San Antón, e a Igreja de San Nicolás. Para além do famosíssimo Museu Guggenheim, tem também o Mercado de La Rivera, Igrejas bonitas, lindos passeios e jardins contornando a ria, bares animados, bons restaurantes, ruas limpas, e pessoas amáveis.

Desta vez não deu tempo para descobrir e visitar as cidades vizinhas, mas como sempre acontece, voltou a ficar a enorme vontade de voltar para continuar a exploração...


fotografias: Å®t Øf £övë
música: Abro La Ventana

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Happy Christmas



Um feliz Natal para todos

Se virem hoje o Pai Natal para o ano bebam menos , ok


terça-feira, dezembro 23, 2008

Tempo de Natal

A propósito do post anterior sobre o Natal, lembrei-me desta mensagem que recebi hoje a propósito da desejologia para o próximo ano:

"O que eu mais vos desejo para 2009:

Tempo!
Não vos desejo um presente qualquer,
Desejo-vos somente aquilo que a maioria não tem.

Desejo-vos tempo, para se divertirem e para sorrir;
Desejo-vos tempo para que os obstáculos sejam sempre superados
E muitos sucessos comemorados.

Desejo-vos tempo, para planear e realizar,
Não só para vocês, mas também para os outros.

Desejo-vos tempo, não para ter pressa e correr,
Desejo-vos tempo para se encontrarem,
Desejo-vos tempo, não só para passar ou vê-lo no relógio,
Desejo-vos tempo, para que fiquem;
Tempo para vos encantar e tempo para confiar em alguém.

Desejo-vos tempo para tocar as estrelas,
E tempo para crescer e amadurecer.

Desejo-vos tempo para aprender e acertar,
Tempo para recomeçar, se houver fracassos...

Desejo-vos tempo também para poder voltar atrás e perdoar.
Desejo-vos tempo, para ter novas esperanças e para amar.
Não faz mais sentido protelar.

Desejo-vos tempo para ser feliz.
Para viver cada dia, cada hora como um presente.
Desejo-vos tempo, tempo para a vida.

Desejo-vos tempo. Tempo. Muito tempo!"

segunda-feira, dezembro 22, 2008

mais um Natal

Natal… mais um Natal. Olhou pela janela o campo verde, a serra de um lado, o mar do outro. No jardim alguns narcisos espreitavam em redor do pequeno lago gelado. As gotas fortes da chuva escorriam ao longo do vidro. Puxou o cortinado. Aproximou-se da lareira para atear a lenha que crepitava. Sentou-se calmamente, no grande cadeirão ao lado da enorme árvore iluminada. O cabelo grisalho cortado, as rugas no rosto vincadas e a imensa ternura estampada. O ameno ambiente aconchegou-o e fechou os olhos sobre si mesmo.

De pijama azul e pantufas fofas, saltitava em redor dos embrulhinhos multicolores. Os caracóis emolduravam-lhe a face ligeiramente rosada, onde sobressaíam os grandes olhos negros como carvão. Toda a sua expressão se concentrava naqueles enormes olhos, no nariz pequeno e nos lábios muito vermelhos. Nas mãos os pequeninos dedos, de unhas imaculadas, desatavam avidamente os lacinhos e fitinhas sobre o papel colorido. A cada nova surpresa desvendada o sorriso rasgava-se e um radioso aaaaahhhhh soava por entre gargalhadas e obrigados.

Acordou, já passava das oito. Na lareira a lenha ardia em imponente chama escarlate. Atrás de si o peru sobre a mesa, as velas encarnadas nos castiçais de prata, o serviço de porcelana, os talheres do faqueiro, as nozes, as passas, as broas, os chocolates e o famoso bolo-rei. Syle rondava-lhe as pernas, saltitando em breves piruetas, num miar de chamamento. A campainha da porta suava insistente abafando a música de Natal esquecida na velha aparelhagem.

De robustas botas ensopadas, as calças pretas molhadas, o casaco azul salpicado, um chapéu-de-chuva a escorrer. Os caracóis caindo sobre a face, o sorriso aberto nos lábios muito vermelhos e os enormes olhos negros expressivos, no rosto suavemente barbeado. Nas mãos firmes o embrulho.


“está um tempo…”

“pois é filho… o tempo…”


FELIZ NATAL

domingo, dezembro 21, 2008

Christmas Countdown


Um FELIZ NATAL pleno de paz e amor na companhia dos que vos são mais queridos... é o que desejo a todos os @migos do "Pedaços de Nós"

sábado, dezembro 20, 2008

Lágrimas...

Lágrimas... de felicidade ou por ser infeliz
Lágrimas... de dor ou por insensibilidade
Lágrimas... de pertença ou pelo que perdi
Lágrimas... na tua presença ou pela tua ausência

Lágrimas... por amar ou odiar
Lágrimas... em chama ou na frieza do teu olhar
Lágrimas... por orgulho ou humilhação
Lágrimas... por coragem ou cobardia

Lágrimas... por afirmação ou negação
Lágrimas... por ignorância ou por saber demais
Lágrimas... pelo alívio no final de tudo
Lágrimas... por toda a parte ou em parte nenhuma

Lágrimas... sozinho ou no meio da multidão
Lágrimas... por não conseguir explicar
Lágrimas... por não conseguir conter
Lágrimas... por não conseguir compreender
Lágrimas... a razão... de chorar

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Lápis

Morrem de erosão, expostos e diminutos, sob tensão da lâmina afiada. Vida arriscada, riscada em inúmeros riscos, com números e letras. Perdem-se pelos pontos, sem conto, nos contos que nos conta. Chamados às contas, sem darem conta, fazem as contas da nossa cabeça. Sua vida curta, encurta enquanto a nossa história aumenta. Inventa linhas que não segue e caminhos que não reclama. Memória volátil, frágil. Se a mão for ágil, descobrem a fórmula como forma de vida ou acabam em escrita dissolvida. Por vezes escapam à desgraça da borracha que os ameaça, em jeito de traça, salva-se o seu trabalho, no traço dum rosto que traça ou, sem que seu gosto se sinta, sobre a tela e debaixo da cor que tem a tinta.
Alguém viu o meu lápis?

quarta-feira, novembro 26, 2008

Encontros

A vida tem surpresas que talvez compense aguardar.

Quem sabe, segredos tão bonitos que o amor quer revelar.

Nos encontros que esta vida, preparou para nos surpreender, são talvez encontros revelados a quem vive para amar.

Porque quem ama, entrega-se para servir e crescer, pois o amor é uma escolha de quem quer a felicidade.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Ciúme

A dada altura todos os meios são válidos para alcançarmos um fim... o da nossa relação. É por isso que os ciúmes me envergonham, porque a agonia dos ciúmes surpreende muita boa gente.

Há quem use preservativo e seja apanhado na mesma. Há quem use óculos e deixe de ver. E há quem seja inteligente, e mesmo assim vá à bruxa.

Os ciúmes acabam sempre por ter a ver com a intensidade da paixão. Ou com a segurança que a outra pessoa nos dá. Ou ainda com a que temos em nós mesmos...
Ninguém sai ileso, embora haja quem se saiba comportar melhor.

Eu confesso que se estiver apaixonada sou ciumenta... saudavelmente ciumenta... Que é sentir aquela dorzinha na barriga sempre que alguma gaja deixa cair qualquer coisa ao chão só para ter que apanhar de rabo espetado para o meu mais-que-tudo. E olhem que a barriga já me doeu muitas vezes, por isso sei do que falo.

O ciúme cego, que não é saudável, só se começa a manifestar em nós quando começamos a fazer coisas que nunca nos veríamos a fazer, tais como espreitar telemóveis, remexer em bolsos, apanhar olhares que na nossa cabeça só podem ser para ele, vasculhar-lhe as coisas, ou cheirá-lo e achar que ele cheira a sexo (que não o nosso). E tudo isto é feio.

Suspeito que os homens não confessam os seus ciúmes com medo que a voz lhes falhe. Já nós mulheres, é só garganta, por isso sai-nos tudo em discurso descoordenado para desfazer o nó que a dúvida emaranhou.

Nenhum homem gosta de assumir que a mulher lhe pode fazer mossa quando é cortejada por outro homem. E ela passou a dar importância ao colega que reparava nos seus pormenores, e ele acaba por asfixiar nos ciúmes que nunca teve. Acontece muito, não é?

Mas também pode acontecer o contrário. Ela nunca achou que havia razões para ter ciúmes. Era mais bonita que ele, e teimava em subestimá-lo. Um dia ele conheceu alguém como ele, e nunca mais viu beleza nela.

Desprezar os ciúmes é mau, mas tornarmo-nos desprezíveis por causa deles é capaz de ser pior. Por isso, entre homens e mulheres venha o ciúme e escolha.

terça-feira, novembro 18, 2008

XX

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos."

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

(…)

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.

Pablo Neruda (1904-1973)

segunda-feira, novembro 03, 2008

A Alma das Letras

Começo desenfreadamente a escrever... Não sei bem porquê... A caneta ganha vida na minha mão direita, e entre os meus dedos ferve. Como a temperatura é elevada neste utensílio! Utensílio?

Sim, mas também, porta de entrada e saída da minha alma. Confidente, Amiga, sempre perto do meu peito, junto ao coração. Quantas pessoas guardamos assim junto ao nosso peito e coração?

És Tu! Amiga, com o corpo repleto de tinta, que registas o que medito e mais tarde leio. É tão bom poder usar-te, sem a minima preocupação de ouvir um único lamúrio ou queixume. De ti? Que recebo? Apenas tinta a escorrer, como sangue que corre pelas veias e brota para o exterior.

E é no exterior, que ganha forma e corpo, sobre um simples pedaço de papel. E é neste simples pedaço de papel que ambos mostramos em forma de letras...
TODA A NOSSA ALMA

sábado, novembro 01, 2008

"E agora?"

Cena verídica ocorrida hoje num centro comercial da capital:

As escadas rolantes seguem cheias. Todos olham para cima, ou para a escada fronteira que desce. A certa altura, a escada deixa de subir. Pára. Muitos dos seus momentâneos "passageiros" ficam desorientados, espantados, sem saber o que fazer. Uma criança pergunta:
- e agora?

Por regra, não paro em escadas ou passadeiras rolantes, e irrito-me quando as pessoas param e bloqueiam a passagem. Tenho para mim que o objectivo destes apetrechos urbanos é fazer com que as pessoas cheguem mais rapidamente ao outro lado, não servirem-se delas como uma espécie de teleférico junto ao chão.
Por isso, hoje esta cena foi de uma ironia suprema. As pessoas já nem sabem subir escadas e ficam perdidas perante coisas tão simples.
Que raio de pessoas fazem parte desta sociedade?

quarta-feira, outubro 22, 2008

Onde começa… até onde vai…

8 da manhã, um grupo de jovens entre os 11 e os 13 anos agride selvaticamente um cão até o deixar ferido, assustado e enraivecido. Numa aberta o animal consegue fugir entrar num edifício e refugiar-se numa divisão. Sem saber o que se passara, um adulto aproxima-se calmamente e vendo-o ferido e assustado tenta fazer-lhe uma festa para depois o tirar dali e tratar. Mal se aproxima o cão atira-se a ele cravando-lhe fortemente os dentes.

(…)


- E agora? Que lhe acontece?

- Vamos levá-lo para o canil e o mais provável é que seja abatido.

(…)

Processo de inquérito aos miúdos


- Porque bateste assim no cão?

- Eles também estavam a bater.

- Mas tu, porque lhe bateste tu???

- Não sei.

- E tu? Porque estavas tu a bater assim no cão??

- Não sei.

- E tu?

- Eu cheguei lá, eles estavam a bater e eu também bati.

- Mas porquê???

- Não sei.

(…)


O que leva um grupo de jovens a uma atitude destas? Que vivências tiveram durante os 11 ou 13 anos de vida que os transformou nestes agressores? Que valores (ou a falta deles) lhes foram transmitidos ao longo da vida? Que educação estamos a transmitir aos nossos descendentes? Onde começa e até onde vai a selvajaria destes jovens?

:(

sexta-feira, outubro 17, 2008

Viceversa

Tengo miedo de verte
necesidad de verte
esperanza de verte
desazones de verte

Tengo ganas de hallarte
certidumbre de hallarte
pobres dudas de hallarte

Tengo urgencia de oirte
alegria de oirte
buena suerte de oirte
y temores de oirte

O sea,
resumiendo,
estoy jodido
y radiante

Quizá mas lo primero
que lo segundo
y también
viceversa

A belezas das letras, ou as letras em beleza (ou viceversa, não?)
Mario Benedetti é considerado um dos mais importantes escritores uruguaios da actualidade. [descoberto aqui]

quarta-feira, outubro 15, 2008

O síndrome da namorada do filho

Hoje a propósito do pânico manifestado por uma colega, lembrei-me de algumas frases que me parecem válidas para todos.

Não sei se as proferimos exactamente assim quando chegou o momento, mas sei que foi assim que as sentimos e... se connosco resultou... é capaz de também resultar convosco, amiga. É que afinal, no início a namorada do filho é tão difícil para a mãe, como a mãe do filho para a namorada, mas o papel de cada uma nunca se irá permutar e ambas constituem o complemento da vida dele.


Costumo chamar-lhe a síndrome da namorada do meu filho. É um fenómeno que visto à distância, me faz sorrir.


“Socorro, ele vive ao telemóvel, já não é o melhor aluno, não pára em casa e pior, aquela rapariga está afastá-lo da família, dos amigos, de tudo, é um verdadeiro monstro.”


“Sou um homem e sei muito bem o que faço. Que mania de se meterem na minha vida. Estou apaixonado, dão licença?!!!”

“Sabes, se nas aulas estiveres atento, precisarás estudar menos, sobra mais tempo para namorar e se conhecerem melhor, que tal?

Não precisas ser o melhor aluno, mas será bom garantir a entrada na universidade, não vais querer que ela entre e tu continues na escolinha. Quem sabe não entram na mesma? Era giro e ficavam mais perto!”

“Sabes, não precisas ter medo, isto não é um concurso. Ela nunca será minha mãe e tu nunca serás minha namorada. Mas a ti eu já conheço bem e amo-te incondicionalmente, a ela ainda estou a conhecer e… estou apaixonado, preciso tempo”

“Sabes, nós sentimos a tua falta e os teus amigos também. E tu tens tempo e espaço para todos, não tens?!”

“Sabes, ela ainda está insegura, como eu e como tu, tudo isto é novo para nós. Não é um ponto é só uma virgula, eu já volto quando lhe mostrar que tenho tempo e espaço para todos e eu próprio perceber isso”

“Sabes, estás a crescer muito depressa e isso assusta-me…”

“Sabes… a mim também, mas tu ajudas-me”


A era das sogras de bigode e das noras perversas está tão em desuso como as princesas angelicais e as madrastas malvadas.

terça-feira, outubro 07, 2008

Um momento bem disposto





sexta-feira, setembro 26, 2008

Publicidade e Arte

Dez da manhã, levanto-me, primeira mijinha, lavo as mãos e a cara e subo o estore.
Meio zonzo, ligo o computador. Enquanto ele se instala, os meus olhos lutam por vencer a luz do sol que já inundou o escritório. Meto a ****** e o Gmail avisa que tenho quatro novas mensagens. Sobre as duas primeiras:


Serviços domésticos

Trata-se dum filme publicitário a “Móveis para divorciadas”, duma reputada marca. Práticos e modernos, com dupla função, respondem a uma crescente faixa de mercado. Para elas, as instruções mais parecem um mapa de estradas em obras e, ainda por cima (e debaixo), sem a ferramenta necessária, não vão longe. Logo, imagino que o tipo metido no gavetão seja um “amigo com jeito para montagens” e naquele fim-de-semana foi lá, apenas, “dar uma mãozinha” mas não vai ser apresentado aos filhos dela que, entretanto, regressam de casa do pai.

Elas separam-se e depois desenrascam-se como podem. Sabem do lugar das coisas e da sua função mas, sózinhas, não dão conta do serviço. O meu apoio.


Arte nua e crua

Sempre achei que Serralves (com pena minha) ficava no Cu de Judas. Afinal parece que é ao contrário. Bem longe de Cascais.

Mal abri o mail, dei de caras com o dito cujo!

No momento senti-me incomodado, enojado e, de algum modo, violado na minha integridade. Com que lata o artista ousou expôr aquele ponto de vista e qual a motivação de quem lhe abriu as portas (das trás?) de tão distinto museu?

É preciso arrojo, numa grande dose de descaramento, para alguém exibir o orifício traseiro numa demonstração pública de falta de pudor. Não há tela que aguente e se sujeite ao prazer dum analfóbico que nela resolveu esfregar o ávido pincel. Com tal destino nem o cavalete lhe valeu.

Fiquei a matutar na busca de um ponto de vista mais condescendente. A cultura acima de tudo. Embora não ponha lá os cotos, admito já ter visto coisas piores em lugares mais famosos e também bem frequentados. Já vi sangue e dor, retratados por famosos, com direito a prémios. Nada contra desde que esse dinheiro fosse para os vitimizados modelos e para minimizar ou acabar com as guerras, as doenças e a fome que os perseguem. Sou apreciador do erotismo e de todas as artes que o exprimam. As mãos, os olhos, o nariz, os lábios e a língua são pedaços de nós e dum todo atreito a afectos e emoções.

Sujeito a reacções, pode um buraco suscitar diversas opiniões. Para mim um buraco “é nada com uma coisa à volta”, daí eu não dar, sequer, cinco tostões por muitas “obras” feitas sem coisa nenhuma. Se o objectivo é passar mensagens, façam-no ao vivo em sítios com mais gente.

quarta-feira, setembro 24, 2008

O humor é curtido

Nesta dita Sociedade (de irresponsabilidade limitada) é lamentável que o humor não se encontre instituido. Não há nenhuma lei, tratado ou organismo que o reconheça. Não conheço.

A política, a economia, a saúde, a educação, a segurança, a justiça, a informação, a ciência, a tecnologia, o desporto, e tanta coisa mais, têm o seu merecido lugar na organização do espaço social. Não lhes faltam porta-bandeiras na rua, no papel e nas instituições. Bem-haja a quem as reclama, promove e defende. Não contesto.

A magia do palhaço, a piada oportuna, a cena cómica, o gesto divertido, a anedota, o texto satírico, o discurso irónico, etc, são estímulos desinibidores e indicadores de actividade mental de e para quem se manifesta. Confesso, no entanto, já me ter surpreendido a rir de cenas tristes e inflamados discursos com que alguns sorumbáticos poderosos nos brindam. Involuntáriamente, decerto. Não nego.

O humor é a consciência que fazemos do nosso quotidiano. É grito de alerta e arma de defesa e ataque. Confronta, desperta, transforma e marca. Liberta-nos perante a vida, sem ele que graça teria? Não tem limites ou barreiras e não se confina a bandeiras: é universal e livre. Composto de ciência, inspiração e arte, nessa coisa indefinível. É filosofia. Não contesto.

Somos um universo de emoções e, conscientemente ou não, giramos à volta delas. Das nossas e dos outros. Para o bem e para o mal. Aos anos que vamos carregando, acrescentamos tiques de rigidez que nos tornam ainda mais velhos. Se dermos folga aos músculos do rosto ele cai, como um pano. Por isso me inquieto. Não o praticamos. Não o promovemos. Não o exigimos. Não desisto!


Factos, constatações e interrogações:

o político ri para todos; o génio ri dele próprio; o cego não vê piada em nada; o pobre não tem piada; o rico conta piadas; o coxo, o fanhoso e o gago dão vontade de rir; o avarento não dá um sorriso; o tímido ri de boca fechada; o gordo tem muita piada; o vizinho ri da desgraça alheia; o ignorante ri de tudo e de nada; o convencido ri de lado; o general não pode ordenar um ataque de riso; o humor negro tem um lado cómico; o brasileiro parte o coco a rir; o africano parte a moca a rir; o chinês tem sorriso amarelo; as crianças riem de nós; a Graça está em Lisboa; anedota boa é loira; o alentejo tem montes de piadas; o economista ri pouco; o dentista ri entre dentes; o vigantivo riposta; o poeta rima; humor inteligente é snobismo; o ladrão rouba piada; a hiena ri de quê?; se rir é o melhor remédio porque é que não vem nas receitas médicas?
VIVA O HUMOR!

terça-feira, setembro 23, 2008

O meu "Pedaço" # 19

Há alturas na nossa vida afectiva em que somos capazes de nos comportar como autênticos refugiados, e por isso abrigamo-nos no beijo de quem estiver mais próximo, e escondemo-nos nos lençóis que se nos apresentam mais confortáveis.

Somos capazes de nos comportar como autênticas prostitutas de sentimentos, e de vendermos o amor que sentimos por um pouco de atenção... por um beijo fácil... por uma noite descomprometida... por um amanhecer a dois seguido de... nada...

Não temos medo, nem vergonha de nada, e sentimos que podemos amar à vontade, porque este tipo de relacionamentos não passam da alvorada.

Somos estúpidos... hipócritas... egoístas... e egocêntricos atordoados por delírios esculpidos no meio de dois corpos unidos pelo acaso, que depois se despem um do outro sem se despedirem...

It's always and only a one night stand...

segunda-feira, setembro 22, 2008

O rapaz que já estava morto!!!

Nunca aqui partilhei o meu pedaço "critico-social", hoje abro o coração e deixo algo que me surgiu em mente...


Bem bonita a história do rapaz que um dia decidiu mudar de rumo, largar o gosto do pó que encaminhava a sua vida para o abismo. Foi assim sem mais nem menos, que decidiu mudar, mudar de vez, largar para sempre as memorias que foi consumindo na prata, as memórias escritas ao sabor do garrote e á acidez do limão. Queria ser livre o rapaz, ser livre da dor e da agonia que o abraçava em cada gemido de pânico, em cada pedaço dessa penosa abstinência.

Bonita a história do rapaz, a história da garra, da força, do querer mudar. Mudar para sempre, sentir no rosto a brisa fresca da liberdade, desta sua nova liberdade. Menos bonita, a parte para si desconhecida, a parte em que o rapaz não sabia que já estava morto. Mesmo não estando vestido a rigor, deitado no mármore, o rapaz já estava morto.

Morto nos olhos secos de sua mãe, que tantas lágrimas derramou, em busca da esperança, do momento em que tudo iria finalmente ser diferente. Morto pelas preces humildes de seu Pai, que ao sabor do tempo foram caindo em descrença. Morto por tudo o que fez, por todas essas suas promessas esquecidas no pó, perdidas no tempo.

Por cada passo errado, por cada momento que raiva, por cada roubo, por cada pecado, rapaz acabou por morrer, não por dentro, mas por fora...
Podia ser diferente desta vez, podia ser diferente das outras inúmeras vezes em que prometeu mudar...

Demasiado tarde agora, demasiado tempo perdido, para adiar a sua própria morte.
Poderá mesmo alguém a nossos olhos morrer?
Não por dentro…mas por fora…

sábado, setembro 20, 2008

Lisboa: cidade adoptada


Em tempo de aniversário... uma cidade por adopção, Lisboa.
Há 13 anos, por ter entrado na faculdade, vim para Lisboa.
Aos poucos, foi-se tornando a minha cidade. Fui-a conhecendo aos poucos.
Passei a adoptar alguns sítios como preferidos.
Como locais para relaxar, como pontos de fuga.
Com o tempo, e com a vida, os percursos tornam-se rotineiros.
Ficamos a conhecer os cantos à cidade.

Há quem adjective Lisboa pela sua luz. Eu adjectivo-a pelo Tejo.
Este azul que lhe banha os pés é mágico, apesar de profundamente desperdiçado e separado da cidade.
Refrescante, não apenas do corpo, mas também da alma.
Lisboa. Uma cidade no coração.

quinta-feira, setembro 18, 2008

3º Aniversário

Parabéns ao "Pedaços de Nós"

Parabéns a todos nós...



Tal como numa família com laços de sangue, também no "Pedaços" tem sido necessário enfrentar as dificuldades inerentes a qualquer família. Sim, porque é disso que se trata quando falamos do "Pedaços de Nós"...

Um conjunto de pessoas emocionalmente ligadas, com dinâmicas próprias, que partilham as suas "histórias" em pequenos pedaços. E porque cada família tem as suas normas e regras próprias, a nossa não podia fugir à regra, e como tal, é uma família baseada num sistema de comunicação em interacção constante, com ritmos, intimidades, linguagens verbais, e estilos de vida diferenciados e muito próprios. Por aqui partilham-se afectos e crenças, e gerem-se também conflitos, porque como em todas as famílias, também por aqui há pessoas com valores e visões do mundo diferentes, mas em que se respeitam os espaços individuais de cada um.

E como nada é imutável, também no "Pedaços de Nós" tem sido assim, e por isso mesmo tem passado por diversas fases... Mas como se costuma dizer... "everything must change, nothing stays the same, and everyone will change, because no one stays the same".

Por isso, por esta família passaram ao longo destes três anos cerca de 30 pessoas. Algumas há que partilham este espaço desde o início, e como tal têm ajudado a acolher quem aqui chega de novo, ao mesmo tempo que têm visto partir alguns. Uns por vontade própria, outros devido a agruras e vicissitudes que a vida infelizmente por vezes nos reserva.

Queria deixar uma palavra para todos aqueles que mesmo sabendo que não têm a possibilidade de comentar, são visitas e leitores assíduos deste espaço. E acreditem que não são tão poucos assim. Para eles o nosso agradecimento, e também os Parabéns, porque também o merecem, e porque em certa medida também são responsáveis pela existência deste espaço. Para eles eu digo, que basta sentirem vontade e motivação para tal, para passarem a fazer parte desta família também, passando-se para o lado de cá. Basta querer, e demonstrar essa vontade através de email.

Tenho esperança que neste quarto ano em que este espaço vai entrar seja possível mantermo-nos todos unidos, e tentarmos acolher da melhor maneira os novos membros que possam surgir para esta família tentando fazê-los sentir em casa.

Por me parecer justo, não poderia deixar de fazer uma referência personalizada a todos aqueles que se foram mantendo mais participativos durante este ano que agora termina, e que por isso têm tido uma maior responsabilidade na existência e manutenção deste espaço. Daí o meu muito obrigado pelo seu grande contributo e empenho à foryou, à Alexandra, à Ana, ao Gonio, à Litinha, ao Tazaroteno, à Junior, ao Pedro Arunca, ao NunoSioux, e à Dä®k Añgë£.

A todos os outros membros desta família, eu diria que continuam a ser muito importantes, e que o vosso contributo é não só esperado como muito desejado.
Afinal estamos todos de PARABÉNS, e nada somos uns sem os outros...
Beijinhos e abraços a todos.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Quem sabe, talvez um dia...

Pousada sobre a mesa jaz uma delicada flôr.
No passado arrancada á terra, hoje, dia após dia, inerte sobre a polida madeira do móvel de entrada.
Sim, tu sabes, é aquela rosa que te ofereci e que nunca levaste.
Sim, continua no mesmo local, tens o exclusivo acesso e direito de propriedade.
A flôr, que no passado era lisa e brilhante, está agora enrrugada e baça, o vermelho-vivo deu lugar ao cinzento-negro, talvez a côr de muitos dos meus dias.
Talvez, quem sabe, um dia a porta seja aberta, a flôr recolhida nas tuas delicadas mãos voltando novamente á vida, e este teu gesto provará que entraste na minha vida.
Quem sabe, talvez um dia...

terça-feira, setembro 16, 2008

Mantenha-se até...

«Mantenha-se no negócio até estar certo de ter encontrado um novo negócio promissor»

Frase citada com frequência por entendidos ou relacionados com o MKT ou vendas como fazendo todo o sentido.
E transpôr esta frase para as relações afectivas?
Ficaria algo assim:
"Mantenha-se numa relação até estar certo de ter encontrado uma nova relação promissora"
"Manter uma relação..."

Milhões de questões, problemas, concessões, alegrias, tristezas, muitas fórmulas e soluções.
..."até..."
"...estar certo..."
Venha o primeiro(a) que tenha certezas sobre algo na vida.
..."ter encontrado..."
Diariamente encontramos pessoas fantásticas, aquela infindável diversidade, que muito contribui para a confusão e dúvida.
..."uma nova relação..."
No seu ínicio são todas, até que o tempo e a erosão dos dias encarrega-se do resto.
..."promissora...". E não são todas? Projectos, planos e mais planos, espectativas criadas, e porque não, muitas promessas?
E no final de tudo?
Quanto a esta citação, adaptada ás relações humanas, não acredito estar terminada ou sequer ter tido o seu inicio, mas talvez o povo tenha alguma razão quanto ás "novas relações promissoras"...
"Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar"...
É o que o povo diz...

segunda-feira, setembro 15, 2008

Alma Vazia...


Já te escapou a alma?

Acordar, abrir com esforço os olhos, ver com dificuldade o cenário lamacento da madrugada. Tentas a espaços erguer a cabeça latejante da almofada, mil e um pesos gravitacionais te empurram para baixo....
Entendes agora as histórias sobre a força da alma, provas o seu lado ensonso, o seu lado maldito.
Hum.....
Se custa assim tanto abrir os olhos, erguer a cabeça para o mundo, matem-me já! (suplicas)
Porque te doí?
Porque está vazia!
Quando te doí?
Quando aperto!
Então não apertes, não respires, deixa de bombear.
Ficarei isenta de dor?
Isenta de tudo, ficarás isenta de tudo! Sem sangue não há alma, sem alma não há dor!
É essa a hora do adeus?
Sim, é essa a hora do silêncio....
Mas não quero deixa de ouvir, não quero deixar de lamber, não quero deixar de sorrir!
Então aperta, aperta agora, aperta por mais que doa..... Um dia há de passar. Tudo há de passar....
Se não passar, deixo de apertar.....

Já te escapou a alma?

domingo, agosto 31, 2008

O meu amigo gato

Apenas nos conhecemos de vista, mas é um amigo que costuma estar nas traseiras do meu prédio.
Está ali, sereno, a dormitar, a olhar um além que desconheço.
Umas vezes, apenas olha para mim. Outras, aproxima-se para receber um mimo.
É o meu amigo gato.
Que gosta de permanecer.

domingo, julho 27, 2008

19 Verdades Absolutas!!!

1 - Para evitar filhos, faz amor com a tua cunhada. Só nascem sobrinhos...
2 - Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez...
3 - Tenta ser bom com os teus filhos. São eles que vão escolher o teu asilo...
4 - Nasci careca, nú, e sem dentes. Por isso o que vier, é lucro!!!
5 - Amigos vêm e vão, inimigos acumulam...
6 - Se o amor é cego, o que é preciso é apalpar...
7 - Se a mulher fosse boa, Deus tinha uma. E se fosse de confiança, o Diabo não tinha cornos...
8 - Sabem porque é o pão se queima, o leite entorna, e a mulher engravida?
Porque não se tira a tempo...
9 - Alguns homens amam tanto as suas mulheres, que para não as gastarem, preferem usar as dos outros...
10 - Pior que uma pedra no sapato, só um grão de areia no preservativo...
11 - Se um dia te sentires inútil ou deprimido, lembra-te só disto: Já houve um dia em que foste o espermatozóide mais rápido do grupo!!!
12 - Os trabalhadores mais incapazes são sistematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: a chefia...
13 - Os chefes são como as nuvens, quando desaparecem fica um dia lindo...
14 - O que leva os homens a perseguir mulheres com quem não tencionam casar?
O mesmo impulso que leva os cães a perseguir carros que não tencionam conduzir...
15 - É melhor abrir um email com vírus, do que uma carta com antrax!!!
16 - As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis!!!
17 - O teu futuro depende dos teus sonhos. Não percas tempo... Vai dormir!!!
18 - O amor é como a gripe, apanha-se na rua, e resolve-se na cama...
19 - Os Homens mentiam bem menos, se as Mulheres não perguntassem tanto...

E como estas verdades fazem tanto sentido para mim...

segunda-feira, julho 14, 2008

The Story

Esta é a música que neste momento está associada à publicidade da Super Bock... Aconselho a ouvir...

Brandi Carlile - The Story

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true... I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you

You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...

domingo, julho 06, 2008

A caixinha que mudou o mundo

A caixinha que mudou o mundo, não foi a televisão, meus amigos. Foi uma caixinha espevitada de comprimidos azuis, e que diz na embalagem Viagra.
Nunca tive muito contacto com medicamentos, ainda que qualquer infância não seja infância sem brincar aos médicos. Curiosamente atraio imensa gente hipocondríaca. Será que vêem em mim a continuação dos problemas, ou a salvação?

Vamos lá a ver... não é vergonha nenhuma tomar Viagra. Pelo contrário. Felizes os que têm posses, e (à) vontade para o comprar. Para mim é que foi a primeira vez que estive com alguém que o fazia, e fiquei com uma ligeira taquicardia mesmo sem os tomar, e foram milhares as perguntas em atropelo que me surgiram na cabeça...

- Será que um homem se sente ofendido se uma mulher em pleno acto gritar... Viagraaaaaa? Será traição?
- Uma mulher deve oferecer-se para ir buscar os comprimidos com um copinho de água, ou devemos ignorar que ele os toma, para não o ofender?
- E andar com uma caixinha suplente na carteira será de mau tom?

Que fique bem claro que sou capaz de gostar de um homem que tome Viagra, porque isso apenas significará que ele é capaz de fazer das suas fraquezas o seu forte.

quarta-feira, julho 02, 2008

...

Partes mas ficas! Não posso deixar-te ir assim, sem mais nem menos... sem um adeus, sem uma despedida...

Não nos despedimos, lembra?! Por isso ficas! Mesmo que partas, ficas!

Ficas em mim... ficas nos espaços que partilhamos...

Ficas na cama onde nos amamos! Ficas-me na memória, no sentir, no corpo que possuiste...

Oiço-te a voz, toco-te a pele, penetro-te o olhar...

Sinto-te as mãos, beijo-te a alma, fundo-me em ti...

E tu... abafas-me o desejo, engoles-me a lágrima e despes-me da roupa... e de tudo!

Partiste mas ficaste!