domingo, maio 28, 2006

"Diário da tua ausência"

“Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.”

Principia desta forma, a belíssima narrativa deste livro:

“Imagina que te escrevo em voz baixa. Falamos sempre baixo quando queremos que acreditem nas nossas palavras. E tudo o que aqui escrevo é verdade.
Escrevemos porque ninguém ouve. Escrevo-te porque estás longe, numa cidade onde o nevoeiro roubou o ar ao sol e as pessoas pensam mais do que sentem. Se ao menos estivesses aqui ao meu lado, passava-te a mão pela nuca, puxava-te ligeiramente os caracóis e então tu fechavas os olhos de prazer e eu sentia-te próximo. Mas isso agora não é possível…”
…
“Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera.”
…
Quando estou aqui sentada, a namorar o mar e a escrever este diário por ti e para ti, porque é mesmo para ti, meu querido, longínquo e quase impossível amor, sinto-me feliz e não me sinto só. Sei que a minha crença inabalável, a minha energia amorosa e o meu desejo eterno por ti irão alcançar-te e tocar-te de alguma forma. Não me perguntes como, mas sinto que é possível. Gosto de acreditar que tenho o dom de tornar realidade as minhas ficções. E, neste momento, tu és a minha mais bela ficção, um sonho que acalento como uma criança que cresce, sabendo que a espera será grande, será arriscada e ninguém sabe se será frutífera. O objectivo não é o mais importante, mas sim o caminho que se percorre para o alcançar.
Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazendo o nosso próprio caminho. Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstancia, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso, terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, se assim o entenderes. Será que sentes a mesma força? Quero acreditar que sim, mas no fundo começo a sentir que não…”
A polémica, infundada ou não, de plágio, em que se viu envolvida esta escritora, na verdade, quanto a mim, não minimiza o valor desta obra, que considero de excelente qualidade.
Gosto de ler, gosto muito de ler. Sempre que passo perto de uma livraria não deixo de entrar, adoro sentir o cheiro dos livros. Passeava por entre eles para distrair o espírito, quando ao longe avistei uma original encadernação que me chamou a atenção. Aproximei-me e ao ler o título que dá nome ao livro, de facto aquele teria que ser meu. “Diário da tua ausência”, tem tudo a ver com o meu presente momento de vida.
Aquando da minha criação, na distribuição de talentos, não fui contemplada com o dom da palavra, nem tão-pouco com a capacidade de colocar nas palavras as minhas emoções. Parece-me que traduzidos por palavras, os meus sentimentos ficam muito longe do que na realidade são ou sinto.
Este livro poderia e dá voz ao meu sentir. Estas poderiam ser as palavras que eu escreveria ao meu Amor se tivesse a faculdade de o conseguir. Nele está descrito, tão incrivelmente bem, o amor que eu sinto pelo meu Amor ausente.
Disseste-me: “Marcaste a minha vida." ”Sussurrando-te” ao ouvido, por entre soluços, pois as emoções que teimo em aprisionar no meu coração, por vezes tomam vida própria e soltam-se, respondi-te: “E tu mudaste a minha vida!” A verdade é tão-somente esta!
Eu espero, eu sei esperar… ainda que esse dia que espero não chegue nunca, eu vou esperar!
Alguns chamar-lhe-ão obsessão, eu chamo-lhe… Amor!

sábado, maio 27, 2006

"Cancro da mama"

Actualmente o cancro da mama é uma crua realidade em todo o mundo. Tendo a sua incidência aumentado de forma regular, durante a segunda metade do século passado, agora ataca cerca de uma mulher em cada dez e reclama vários milhares de vidas. É verdade que, se detectado e tratado logo de início, a taxa de cura é muito alta - até 95% dos casos - mas muitas mulheres continuam a desenvolver o cancro da mama avançado, com toda a dor e angústia que isso envolve. A notícia mais encorajadora na entrada deste novo milénio talvez seja que, nalguns países, a taxa de morte por cancro da mama esteja a diminuir.

O cancro mais comum nas mulheres

Cancro é um termo genérico aplicado a várias doenças distintas, mas relacionadas, todas caracterizadas pela malignidade, ou, por outras palavras, pelo crescimento e desenvolvimento incontrolado de células anómalas. O cancro da mama, que é a malignidade mais comum na mulher, representa cerca de 24% dos casos de cancro. No mundo ocidental, atinge uma mulher em cada dez, com meio milhão de novos casos ocorridos por ano, só na Europa.

Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, o cancro da mama continua a ser a primeira causa de morte das mulheres entre os 35 e os 55 anos e a segunda entre as mulheres de todas as idades. Calcula-se que, só na Europa, o cancro da mama é responsável por mais de 100.000 mortes por ano.

Sendo raro antes dos 30 anos, o cancro da mama tem mais probabilidades de se desenvolver à medida que a idade avança, embora a taxa de crescimento abrande nas mulheres que atingiram a menopausa. Há numerosos factores de risco conhecidos, nos quais se incluem: história familiar da doença; envelhecimento; exposição aos agentes cancerígenos e não ter filhos (nuliparidade) ou maternidade tardia (primeiro filho depois dos 30 anos). Além disso, uma vida menstrual longa, resultado de uma menarca precoce ou de uma menopausa tardia, aumenta o risco de cancro. Finalmente, alguns investigadores acreditam que a obesidade, uma alimentação rica em gorduras, a ingestão excessiva de álcool e o uso de medicamentos contendo estrogénios (terapêutica de substituição hormonal ou pílulas anti-concepcionais) podem aumentar o risco de cancro. No entanto, em cada cinco mulheres com o diagnóstico de cancro da mama, quatro não têm factores de risco conhecidos.

Se a doença é detectada e tratada cedo, antes de ter tido hipóteses de progredir (metastizar) e desenvolver-se até ser um cancro da mama avançado, a taxa de sobrevivência pode chegar a 95% - um argumento poderoso a favor do aumento do conhecimento acerca do cancro da mama e do aperfeiçoamento dos programas de rastreio.

De forma encorajadora, os resultados do tratamento para o cancro da mama avançado estão a melhorar fortemente, por estarem disponíveis novos tratamentos sofisticados. Neles estão incluídas várias combinações de cirurgia, radioterapia, terapêutica hormonal, quimioterapia com um único agente ou em associação, e recentemente, o tratamento com anticorpos monoclonais.

Aconselho vivamente a digressão pelos sites Roche sobre Saúde, um mundo de informação e esclarecimentos sobre várias doenças.

quinta-feira, maio 25, 2006

"Perturbações no equilíbrio dos ecossistemas"

“Os nossos antepassados encaravam a Terra como rica e generosa, o que na realidade é. Muitas pessoas, no passado, pensavam também que a natureza era inesgotável; o que hoje sabemos é que só o será se cuidarmos dela. Não é difícil perdoar a destruição do passado, que resultou da ignorância. Mas, hoje, temos a capacidade e a responsabilidade de a proteger, antes que seja tarde demais.”

Dalai Lama (Prémio Nobel da Paz, em 1989)

Desde os primórdios da sua existência, que o Homem procura respostas para questões que coloca sobre os vários tipos de catástrofes que se abatem sobre o nosso planeta.
Catástrofe natural é qualquer acidente que ocorra sem intervenção directa do Homem e que coloque em perigo a existência da Vida.
As catástrofes naturais, que afectam mais intensamente a vida humana, são as actividades sísmica e vulcânica, as tempestades, as inundações, as secas e os incêndios.
Na sua maioria, as catástrofes naturais estão associadas à desflorestação, à urbanização excessiva e ao aquecimento global.
O Homem, agente perturbador dos ecossistemas, causa directamente, com a sua actuação, catástrofes, como, as explosões, a guerra, o terrorismo e a poluição. Entende-se por poluição a degradação do meio ambiente pela sociedade tecnológica.
Designa-se fonte de poluição qualquer actividade que liberte, para o meio ambiente, materiais ou substâncias prejudiciais aos seres vivos.
Os derrames petrolíferos, por exemplo, constituem uma das principais fontes de poluição dos oceanos. A lavagem dos contentores e dos porões dos petroleiros contaminam as águas, bem como o petróleo derramado na sequência de acidentes com estes barcos, que originam as marés negras. Mas o Homem perturba, também, o equilíbrio dos ecossistemas ao descarregar para os rios, mares e oceanos a maioria dos resíduos que produz, como, por exemplo, produtos químicos e resíduos industriais vários. Estas descargas, sem qualquer tratamento ou controlo, originam a morte de muitos seres vivos e, muitas vezes de alguns ecossistemas.
É urgente uma maior tomada de consciência dos problemas ambientais pela sociedade, já que a água é indispensável à Vida.

As relações entre os diversos ecossistemas terrestres e respectivos biótipos são tão estreitos que a poluição de uns afecta, igualmente, todos os outros.
O ar é fundamental para a sobrevivência da Humanidade. No entanto, sem qualquer cuidado, o Homem tem poluído a atmosfera, alterando a sua composição. O aumento do efeito estufa, o aquecimento global, o buraco do ozono e as chuvas ácidas são consequências da interferência negativa do ser humano nos ecossistemas.

O efeito estufa

O efeito estufa é um fenómeno resultante da retenção, na atmosfera, do calor reflectido pela superfície terrestre.
Uma parte da radiação solar incidente na superfície da Terra é devolvida à atmosfera, sob a forma de calor. O dióxido de carbono, o metano, o vapor de água, outras substâncias gasosas e partículas sólidas absorvem grande quantidade desse calor, impedindo que se dissipe para o Espaço. Por esta razão, a atmosfera aquece.
Nos últimos anos, verificou-se um aumento da concentração de poluentes na atmosfera. O efeito de estufa aumentou, provocando o aquecimento global.
Está provado que o dióxido de carbono é responsável por cerca de metade do aquecimento global e as principais causas do aumento de metade da sua concentração, na atmosfera, são o uso de combustíveis fósseis, os incêndios e o desbaste das florestas tropicais.
O aquecimento global poderá ter consequências graves para a Humanidade, já que:
- pode originar a subida do nível dos oceanos (os gelos polares começarão a fundir e o nível médio das águas do mar subirá, submergindo zonas costeiras nas quais se situam algumas cidades e a maioria das terras férteis do planeta);
- pode provocar alterações climatéricas (algumas zonas do globo terão muito mais chuva, outras, incluindo os terrenos agrícolas do hemisfério norte, terão muito menos);
- inúmeras espécies extinguir-se-ão, em consequência das alterações climáticas.

O buraco na camada de ozono

Em Maio de 1985, a revista Nature anunciou que três cientistas ingleses descobriram um buraco na camada de ozono, sobre a Antárctica.
O Prémio Nobel da Física, em 1995, foi atribuído aos cientistas que descobriram os agentes que causam a diminuição da camada de ozono.
A camada de ozono situa-se na estratosfera, entre os 12 e os 50 km de altitude e protege os seres vivos das radiações ultravioleta, procedentes do Sol.
Os CFC (clorofluorcarbonetos) são os principais responsáveis pela destruição da camada de ozono, já que, devido à sua composição química, reagem facilmente com o ozono (O3).
Sabe-se que qualquer forma de vida é sensível à radiação ultravioleta e que existe uma relação directa entre estas radiações e o cancro.
As radiações ultravioleta também inibem a actividade do sistema imunitário humano. No mar, são uma ameaça para as algas e para o plâncton, base das cadeias alimentares marinhas, o que implica uma diminuição no número de peixes.
Apesar da utilização dos CFC ter diminuído, estas substâncias, com uma longevidade de mais de 50 anos, continuam a destruir a camada de ozono.
Para que a utilização dos CFC cesse, é necessário, a nível mundial, promover uma política de desenvolvimento sustentável, que permita, principalmente aos países subdesenvolvidos, parar com a sua utilização, já que a atmosfera é de todos nós.
Textos e imagens do livro de Ciências Físicas e Naturais - "Descobrir a Terra"
E porque o Planeta é de todos nós... apelo à reflexão...

quarta-feira, maio 24, 2006

"A morte é passagem para a vida definitiva"

A morte é sem dúvida motivo de preocupações. Negá-la como facto é difícil. Admitir as perplexidades que a cercam é quase uma virtude. Querer fugir à realidade de que, ela assusta, é arriscado.
A morte amedronta?
Alguém sempre me dizia: "Se a morte é descanso, prefiro viver cansado". Eu ria, mas, percebi que, de facto, a morte é, existe e representa, sim, a única e definitiva certeza da vida. Por isso prefiro falar e pensar nela através da poesia, porque assim a morte fica até um pouco mais bonita, mais desejada, mais compreensível, e mais aceitável...

A morte, essa descrença enganosa,
esse medo connosco desde o nascimento,
quase crónica doença,
perde todo o seu segredo
só quando chega o momento
de com ela conviver.

Parece, então, corriqueira,
a verdade verdadeira,
do seu lugar neste mundo:
- Não é feia, indesejada,
não se ama nem se odeia!
É um conselho fecundo
e mais uma companheira
connosco junto, na estrada
que às vezes cansa ou enleia!

Ah! a morte!
É ponte, meio ou passagem
onde termina a viagem
por estes páramos plebeus.
Para os bons, é a certeza
do encontro da realeza
no doce aconchego de Deus.

Não conhecia pessoalmente o Fernando Bizarro, do blog Fraternidade, apenas trocámos alguma correspondência através de e-mail, mas tinha-o como um Amigo aqui da blogosfera, e é sempre dolorosa a partida de um Amigo, principalmente quando essa partida é efectuada de uma forma irreversível – o seu desaparecimento físico. Então, nada mais nos resta senão honrar a presença da sua memória...

Dia 23 de Maio foi seguramente um dia triste para mim...

terça-feira, maio 23, 2006

Dias que passam...

Dias que passam sem que nos consigamos fazer ouvir, tentativas de comunicação que falham... quantas vezes repetidas? Aqui no blog como na vida, nem sempre as palavras se concretizam em ideias claras e inequívocas... Quantas horas passadas a berrar para surdos, quantas cartas escritas a quem não conhece a nossa língua, quantas boas intenções enchem infernos por esse mundo fora?

Obrigada àqueles que me quiseram "dar voz" aqui, neste espaço vosso, e agora também um bocadinho meu... é bom voltar a ver-vos...

segunda-feira, maio 22, 2006

Um pedaço... de Pessoa...

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa


... Há muito tempo atrás comecei a guardar todas as pedras do meu caminho e hoje começo "a construir o meu castelo"... Por isso não terei muito tempo livre para estar presente neste espaço tal como ele merece.
Beijos e felicidades para todos!!

:o))

domingo, maio 21, 2006

"Liberta-me"



DIREITOS DOS ANIMAIS


Artigo 1º
1. Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º
1. Todo o animal tem o direito de ser respeitado.
2. O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou de os explorar, violando esse direito. Tem a obrigação de empregar os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
3. Todos os animais têm direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.

Artigo 3º
1.
Nenhum animal será submetido a maus-tratos nem a actos cruéis.
2. Se a morte de um animal é necessária, esta deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.

Artigo 4º
1.
Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e a reproduzir-se.
2. Toda a privação de liberdade, incluindo aquela que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente em contacto com o homem, tem o direito a viver e a crescer ao ritmo das condições de vida e liberdade que sejam próprias da sua espécie.
2. Toda a modificação do dito ritmo ou das ditas condições, que seja imposta pelo homem com fins comerciais, é contrária ao referido direito.

Artigo 6º
1. Todo o animal que o homem tenha escolhido por companheiro, tem direito a que a duração da sua vida seja conforme à sua longevidade natural.
2. O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.

Artigo 7º
1. Todo o animal de trabalho tem direito a um limite razoável de tempo e intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º
1.
A experimentação animal que implique um sofrimento físico e psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentações médicas, cientificas, comerciais ou qualquer outra forma de experimentação.
2. As técnicas experimentais alternativas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º
1. Quando um animal é criado para a alimentação humana, deve ser nutrido, instalado e transportado, assim como sacrificado sem que desses actos resulte para ele motivo de ansiedade ou de dor.

Artigo 10º
1. Nenhum animal deve ser explorado para entretenimento do homem.
2. As exibições de animais e os espectáculos que se sirvam de animais, são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º
1. Todo o acto que implique a morte de um animal, sem necessidade, é um homicídio, ou seja, um crime contra a vida.

Artigo 12º
1. Todo o acto que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou seja, um crime contra a espécie.
2. A contaminação e destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º
1.
Um animal morto deve ser tratado com respeito.
2. As cenas de violência nas quais os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se essas cenas têm como fim mostrar os atentados contra os direitos do animal.

Artigo 14º
1. Os organismos de protecção e salvaguarda dos animais devem ser representados a nível governamental.
2. Os direitos dos animais devem ser defendidos pela Lei, assim como o são os direitos do homem.

Esta declaração foi proclamada em 15 de Outubro de 1978 e aprovada pela UNESCO, e posteriormente, pela ONU.


Escutem este apelo e vejam a apresentação “Free Me”, uma das apresentações sobre sofrimento animal mais vistas.

quarta-feira, maio 17, 2006

Sentimento... Razão... Decisão...

O meu filho mais novo tem seis anos. É uma criança muito querida, cheia de vida, tem um ar satisfeito e muito feliz. Muito atento a tudo o que o rodeia, questiona-me constantemente querendo saber a razão de tudo e não aceita qualquer justificação ou explicação. Enquanto permanecer nele alguma dúvida, sou alvo de um questionário ininterrupto e inteligente que exige de mim toda a compreensão e maturidade para lhe responder em conformidade com a sua tenra idade.
Todos os dias vou busca-lo à escola, aparece sempre a correr de mochila às costas e com um enorme sorriso.
Naquele dia, aproximou-se de mim a passos lentos e o seu rosto tão triste que de imediato percebi que algo não correra bem naquela manhã.
Beijei-o, peguei na mochila tão pesada para tão franzino ser e pausadamente questionei-o:
- Estás bem, amor?
- Sim, estou! – respondeu-me. Tão-somente estas palavras!
Aumentou a minha preocupação. E avancei cautelosamente:
- Correu bem a aula, hoje? Aprendeste coisas novas?
- Correu bem, mamã, correu tudo bem!
Inquietei-me, o seu estar sereno e as suas escassas palavras só me confirmavam a suspeita de que havia acontecido algo de muito forte que abalou profundamente a minha criança.
- Zangaste-te com os teus amigos?
- Já te disse que correu tudo bem, mamã!
Calei-me perante a sua resposta. Dirigimo-nos ao carro, calados, como nunca fizemos! Ele tem sempre tanto que contar, sobre a aula, as brincadeiras e conversas com os amigos, que parece que não nos vemos há uma infinidade de tempo! E naquele dia, estava completamente mudo.
O percurso da escola a casa é pequeno, conduzia em silêncio e o meu pensamento fervia de inquietação! De repente a sua vozinha fez-se ouvir:
- Mamã, estou apaixonado!
Ai Deus, nem sei como não estanquei o carro naquela avenida!
Os meus olhos quase rebentaram de tanto abrirem perante a perplexidade daquela afirmação tão convicta do meu filho! Fiquei sem palavras!
- Apaixonado, amor?! – nem sabia que pensar quanto mais perguntar!
O meu filho apaixonado?!? Com seis anos?!? Que sabia ele do significado de paixão?!?
Respondeu-me:
- Sim mamã, gosto da Cristina e queria que ela fosse minha namorada!
Proferiu aquelas palavras tão convictamente, aliadas a um comportamento tão sério que não me deixou margem para qualquer dúvida… o meu petiz estava “apaixonado”!
- Amor, já lhe disseste que gostas dela? – perguntei-lhe.
- Sim, já. Mas ela disse-me que já tem namorado!
Eu estava literalmente petrificada agarrada ao volante!
- Até fiz um desenho para ela… ainda não o acabei, ainda não tive tempo…
Não sabia que lhe dizer! Seis anos, ele só tem seis anos!
- Olha, meu amor, tu ainda és muito pequenino, a Cristina também, tu vais crescer e vais conhecer outras meninas…
Não me deixou fomentar mais a minha opinião, interpelou-me de imediato:
- Eu sei mamã, mas eu gosto da Cristina…
- Está bem amor, não penses agora mais nisso, não fiques triste, amanhã dás-lhe o teu desenho, vais ver que ela vai ficar muito contente contigo. Ela é tua amiga, não é?
- É, mamã. – e calou-se novamente.
Naquele dia não voltámos a falar sobre aquele assunto.
No dia seguinte, de novo no percurso para casa, perguntou-me ele:
- Mamã, podemos falar daquilo de ontem?
Por momentos, nem me lembrava a que assunto se referia, mas rapidamente ele me recordou:
- Da Cristina, mamã. Já acabei o meu desenho…
- Já? E que desenhaste, amor?
- Um coração grande!
Eu não podia crer no que estava a ouvir, nem na conversa e tema que estava a travar com o meu filho tão pequenino!
- Deste o desenho à Cristina? Ela gostou?
- Não mamã, não dei… - e por breves instantes calou-se… retomou o quase monólogo, pois eu não conseguia emitir um som que fosse!
- Mostrei-lhe o meu desenho, ela gostou, pediu-me que lhe desse o meu coração… mas eu não dei… não dei, nem vou dar… vou guardar no meu quarto, na gaveta da minha secretária e disse-lhe que só lho dou quando ela gostar um bocadinho de mim, quando ela quiser ser minha namorada…!


Desde muito cedo, desde sempre o ser humano é confrontado com os seus próprios sentimentos, estes inatos, e as decisões a tomar na sua conduta de vida.
A vida é uma escolha constante. É a obrigatoriedade permanente de decidir entre isto e aquilo, entre fazer ou não fazer, entre ir ou ficar, entre ser ou não ser,…
Nesta luta interior, nesta obrigação que nos impõem, ou que nos impomos, temos que escolher! Aliado ao já de si angustiante processo de escolha, acresce o factor sentimento, sempre presente.
Quantas vezes o sentimento se sobrepõe à razão e fazemos, dizemos e decidimos o que conscientemente sabemos incorrecto?!
Saber decidir pesando os prós e contras é difícil, doloroso, aterrador, por vezes!
Mas há decisões a serem tomadas! E temos que as tomar racionalmente, temos que ser objectivos, precisos… inteirarmo-nos concretamente do que queremos e mais importante ainda, saber o que não queremos para nós!

domingo, maio 14, 2006

Boas-vindas

Mary Brooks e J.L.Cirne de Castro, novos membros da família "Pedaços de Nós".
Que este continue a ser um espaço de convivência, de aprendizagem, de ensinamento, em resumo, um espaço de partilha de ideias, pensamentos, historias de vida, emoções, sentimentos...
Que perduremos a edificação da nossa família com os nossos "Pedaços".
Em meu nome e com toda a certeza em nome de todos nós, sejam bem-vindos.

sábado, maio 13, 2006

Sugestão...

Para variar, gostava de mais uma vez sugerir uma música que tem tudo para ser ouvida, apreciada e com uma letra deveras sugestiva.
A música é dos " Deep Dish: In love with a friend..."
Espero que gostem tanto como eu...

I'm in love with a friend
Going on a week
I'm in love with a friend
I can hardly speek

I can read between the lines
And I can read between the shits
In my passion you will find
My face is red as beet...'cause

I'm in love with a friend
I don't know what to do
I'm in love with a friend
And That friend is you

Be surprised by my remark
For they surprised me too
If I weren't shooting in the dark
I'd be as confused as you
But I'm in love

All that you've told me
All that we've been through
If we end up together
What would my friends say to you?

I'm in love with a friend
I don't know what to do
I'm in love with a friend
And that friend is you

Be surprised by my remark
For they surprised me too
If I weren't shooting in the dark
I'd be as confused as you
But I'm in love...

quarta-feira, maio 10, 2006

Sou feliz assim... e ele também...

Gosto de observar os homens casados. Gosto de os ouvir bater com a aliança na mesa enquanto me ouvem... enquanto os ouço.
Gosto de homens que não são casados comigo, e a quem nunca terei que dizer - "Ou ela, ou eu!".
Gosto também de lhes tirar a aliança com a boca... isto é na parte em que já não estamos a conversar à mesa...
Muita gente que conheço ainda se indigna com a hipótese de um homem casado se apaixonar. Como se o casamento os tivesse que castrar. Como se os filhos lhes roubassem o direito à paixão. Eu, sou de um tempo que ainda está para vir, porque vivo sem condenação, nem penitência.
Se digo que alguém casado é bonito, ouço logo - "Olha que ele é casado".
E eu respondo - "E depois? Não tem direito de ser feliz?".
Nunca vi na cobiça alheia um afrodisíaco. O que for das outras, será delas enquanto lhes for possível. Já sobrevivi à partilha de intimidade roubada, e dói, evidentemente, mas há pessoas neste mundo para nos mostrar o fracasso da nossa relação.
Se o meu "homem" passou a ser o "homem" da minha amiga, é porque alguma coisa não estava bem, não me interessa verdadeiramente saber quem assediou quem, porque é sinal de que os dois precisavam um do outro.

Eu conheci-o no trabalho, e ele até era um rapaz simpático e atento... e nós sabemos que a atenção está para o amor como a curiosidade para a inteligência, mas nunca a desenvolvemos...
Reencontrámo-nos anos depois, ele casado... eu sozinha. Ele quase feliz com a vida que tinha... eu quase feliz com a independência que era só minha.
Um dia, à mesa, com o brilho do "ouro" no dedo quase a cegar-me, perguntou-me se eu tinha alguém. Eu disse que não, e corei... sabe-se lá porquê!!!
Ele não sabia com quantas pessoas eu "durmo"... e eu não sabia quantas vezes ele tinha sexo. Mas sei que gosta... e eu também gosto...
Aos trinta anos, descobri esta forma invulgar de amor... sem posse, nem desconfiança. Sem hipóteses de nos trairmos, porque já vivemos na traição.
- "E o sexo?" - alguém me perguntou.
O sexo é bom cada vez que é nosso. É suave, quando em nós há uma vulnerabilidade acumulada (há quem lhe chame saudade), e ficamos neste espaço apertado, que é o meu sofá, a mexermo-nos tão devagarinho, comandados pelo calor, e pelo ardor do encontro. Depois adormecemos meia hora, e logo a seguir, ele vai embora.
Se eu sou feliz assim, e ele também, quem nos pode condenar?

terça-feira, maio 09, 2006

Desassossego...

Fui ver uma peça de teatro que considero como algo verdadeiramente desassossegante, isto porque se trata de uma comédia sexual... que usa uma linguagem gritante... aconselho!!!
- DESASSOSSEGO -

Sinopse: Uma mulher (a Teresa) que ama e odeia ao mesmo tempo um homem... Coisas, do passado!...
A outra (a Célia) já teve um relacionamento com o mesmo, mas não sentiu nem sente nada por ele... no entanto não sabe o que sente pela Teresa!...
O homem (o Manel), que é o passado... de ambas!... Bem, esse é... Um pouco egoísta, demasiado distraído, em suma não se interessa pelos promenores de uma relação.
Na sequência de acontecimentos e peripécias confusas, cria-se um relato teatral sexual que usa uma linguagem gritante. Um enredo divertido abordando as relações amorosas através de conflitos de orientação ou desorientação sexual e até existenciais! Um triângulo interessante dentro de um apartamento... Duas mulheres e um homem... Uma série de cenas paralelas entre o espaço e o tempo, monólogos, flashbacks e diálogos com humor nonsens...
Esta comédia não é de "partir a moca a rir" mas promete desassossegar o público, diverti-lo, comove-lo, choca-lo e demove-lo da monotonia.

domingo, maio 07, 2006

Dia da Mãe

Com três letrinhas apenas

Se escreve a palavra Mãe

É das palavras pequenas

A maior que o mundo tem


Abençoadas sejam, todas as Mães do mundo

sexta-feira, maio 05, 2006

Uma pequena reflexão...

Li algures...
Recordo que na altura pensei: “Aqui está uma verdade!”, naquele instante dei àquelas palavras, àquela reflexão, uma atenção momentânea e mínima, apenas a necessária e suficiente para a apreciar e inconscientemente memorizar.
Facto é que, não foram efémeras palavras lidas e esquecidas… e, de alguma forma, têm-me ajudado…
“ É impossível afastar as más recordações...
Mas... podemos criar recordações novas!
Recordações boas...
As boas recordações podem salvar-nos a vida!”

domingo, abril 23, 2006

Cinderella

A todos que visitam o meu blog quero pedir desculpa por esta longa ausência, não se deve a desinteresse ou desrespeito por todos vocês, mas sim a um contratempo como por vezes acontece a qualquer um no percurso de nossas vidas. O meu computador avariou. Este fim de semana emprestaram-me um e eu de imediato vim dar-vos a explicação devida. E além disso também já tinha saudades de deixar aqui um pouquinho de mim. Mas o pior é que nem sei que escreva. Por vezes o nosso coração está cansado, ou por tudo que sofreu durante uma vida ou porque foi magoado por alguém a que amamos, e quando isso acontece a imaginação começa a falhar.
Philip Larkin, que era um poeta pessimista, disse que a unica coisa que ia sobreviver a nós era o amor. Vive-se sem paixão, sem correspondência, sem resposta. Passa-se sem um amante, sem uma casa, sem uma cama... mas sem um amor não vive ninguém. O amor é o que fica quando um coração está cansado ou mesmo ferido.
Posso dizer uma verdade? A minha maior qualidade é o meu amor pela minha familia e pelos meus amigos e pelos meus antepassados que me ensinaram amar assim.

quinta-feira, abril 20, 2006

Mulheres... vá lá defendam-se...
Homens ajudem-me a defender-me...

Ora aqui está uma oportunidade para nos esclarecermos, mas também para esclarecer os menos conhecedores da natureza feminina:

As mulheres, quando estão chateadas, não é só por:
- Estarem com o período...
- Andarem a ser nada... pouco... ou mal fodidas...
- Não terem ainda conseguido comprar todos os sapatos giros existentes no mundo...

Há outras razões (quando me lembrar quais são, volto cá)

quarta-feira, abril 19, 2006

Um pedaço de mim...

Mais uma vez descobri uma música que pela intensidade da letra simplesmente me deslumbrou, muito antes de a ouvir, só pela letra eu já sabia que ia gostar...
E mais uma vez partilho este meu gosto pela música com vocês... que é na verdade um grande pedaço de mim, pois por vezes retrato-me um pouco naquilo que oiço...

Já agora quem a canta é Nouvelle Vague " In a Manner of Speaking"

In a Manner of speaking
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing

In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that i feel about you
Is beyond words
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Ohohohoh give me the words
Give me the words
That tell me everything

In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrified

So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you
I should find a way
To tell you everything
By saying nothing

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Ohohohoh give me the words
Give me the words
That tell me everything
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Ohohohoh give me the words
Give me the words
That tell me everything

terça-feira, abril 18, 2006

Muito cool...

Vale a pena seguir estes dois links que vos deixo abaixo....

orgasmos pelo mundo e o verdadeiro poder da música

Divirtam-se!!!

segunda-feira, abril 17, 2006

Sinais


O meu corpo marcado de ti
Repousa dobrado
No linho branco
Dos espasmos com sabor a quente
Com sentir molhado.

E nos meus olhos brilha um desejo
Apaziguado
Mas não saciado.

No meu corpo marcado de ti
Há sinais visíveis
Do amor
Que fizeste em mim.

sábado, abril 08, 2006

Jóias raras...

“Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.
Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.
Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o rapaz pregou trinta e sete pregos na tábua.
Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia, foram diminuindo gradualmente.
Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários prego na tábua…
Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.
Falou com o pai sobre o seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.
O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.
O rapaz trouxe a tábua, já sem pregos, e entregou-a ao pai.
Este disse-lhe:
- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas, enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física.
Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de tristeza, alegria, solidão e têm sempre o coração aberto para ti.”

“Amigo, desculpa se já deixei alguma marca na tua tábua…”

quinta-feira, abril 06, 2006

O meu "Pedaço" # 8

Damo-nos mal...
Fodemos bem e fodemos mal, mas nunca nos damos bem.
Estamos sempre a foder, ou a recuperar, ou a prepararmo-nos para foder.
Em nada afecta o nosso amor.
Tanto suspirámos como arfámos, tanto dizemos carinhos como palavrões, é-nos igual.
A coisa funciona sozinha.
Se exigisse algum esforço da nossa parte, fracassaria.
É a consolação que nos resta.
O amor é fodido, mas foder também...

quarta-feira, abril 05, 2006

Faz-me voar

"Solta a tua lingua sobre o fogo do meu corpo".
Já tenho saudades...
Mas vou-me distraíndo
Com a correria da vida.
....
....

Tem uma boa noite.

terça-feira, abril 04, 2006

Música...

Para variar gostava que quando tivessem oportunidade ouvissem esta música, que por sinal hoje me despertou atenção, não só pela sua musicalidade como também pela letra.
Kelly Clarkson - Because of you
Para já deixo-vos a letra...

I will not make the same mistakes that you did
I will not let myself
Cause my heart so much misery
I will not break the way you did,
You fell so hard
I've learned the hard way
To never let it get that far

Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side so I don't get hurt
Because of you
I find it hard to trust not only me, but everyone
around me
Because of you
I am afraid

I lose my way
And it's not too long before you point it out
I cannot cry
Because I know that's weakness in your eyes
I'm forced to fake
A smile, a laugh everyday of my life
My heart can't possibly break
When it wasn't even whole to start with

Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of youI learned to play on the safe side so I don't get
hurt
Because of you
I find it hard to trust not only me, but everyone
around me
Because of you
I am afraid

I watched you die
I heard you cry every night in your sleep
I was so young
You should have known better than to lean on
me
You never thought of anyone else
You just saw your pain
And now I cry in the middle of the night
For the same damn thing

Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of youI learned to play on the safe side so I don't get
hurt
Because of you
I try my hardest just to forget everything
Because of you
I don't know how to let anyone else in
Because of youI'm ashamed of my life because it's empty
Because of you
I am afraid

Because of you
Because of you

quarta-feira, março 22, 2006

Para apimentar um pouco...


A ajuda Divina

domingo, março 19, 2006

Home...

Aqui vai a letra da música que agora estamos a ouvir... linda e profunda!!!!
Esta música também faz parte de um filme chamado " Um homem de sonho..."

Another summer day
Is come and gone away
In Paris and Rome
But I wanna go home
Mmmmmmmm

Maybe surrounded by
A million people I
Still feel all alone
I just wanna go home
Oh I miss you, you know
And I've been keeping all the letters that I wrote to you
Each one a line or two
"I'm fine baby, how are you?"
Well I would send them but I know that it's just not enough
My words were cold and flat
And you deserve more than that
Another aerorplane
Another sunny place
I'm lucky
I know
But I wanna go home
Mmmm,

I've got to go home
Let me go home
I'm just too far from where you are
I wanna come home
And I feel just like
I'm living someone else's life
It's like
I just stepped outside
When everything was going right
And I know just why you could not
Come along with me
But this was not your dream
But you always believe in me

Another winter day has come
And gone away
And even Paris and Rome
And I wanna go home
Let me go home
And I'm surrounded by
A million people I
Still feel alone
Oh, let go home
Oh, I miss you, you know
Let me go home

I've had my run Baby,
I'm done
I gotta go home
Let me go home
It will all right
I'll be home tonight
I'm coming back home

sábado, março 18, 2006

Aqui têm a resposta...

Quando os vossos amorosos rebentos vos puserem a fatal questão:
"Paiiii, Mãeeee, o que é sexo?"

O sexo é uma actividade a que as pessoas se dedicam quando querem ter filhos, orgasmos ou dormir melhor de noite. O sexo normalmente faz-se entre duas pessoas, mas pode ser com muitas, ou só com uma, mas aí as pessoas chamam outros nomes ao sexo, por isso já não é sexo.
Para dar filhos o sexo tem de ser feito entre dois órgãos diferentes, um ovário e um testículo. Como o ovário está enterrado na barriga das pessoas, e o testículo é uma bola mole e dorida, não se consegue ter filhos tendo só estes dois órgãos. Aí existem duas soluções, ou se vai ao médico e se faz a coisa com seringas, ou se dá uso a outros órgãos. Estes outros órgãos são os pénis e as vaginas. Um pénis é um órgão assim em forma de cenoura, banana ou pepino, de cor rosa-acastanhada, e textura variável. A vagina é um bocado de carne com um buraco no meio. Quando o pénis está em modo textura dura, consegue enfiar-se e aguentar-se dentro do buraco de carne, e o testículo pode mandar os genes pelo pénis fora, que lá dentro eles já se conseguem encaminhar e chegar ao ovário.
Os pénis e as vaginas não são muito bonitos, não cheiram muito bem, e tendem a ter doenças e maleitas facilmente contagiosas, mas as pessoas não têm nojo porque têm mais-valias. Uma mais-valia do sexo é o orgasmo. O orgasmo é bom e distrai as pessoas dos problemas da vida no geral, e do sentido desta em particular, e as pessoas gostam de ter orgasmos, e por isso gostam de fazer sexo. Outras mais-valias do sexo incluem ter filhos, dormir melhor, e aquecer os pés. Um dos problemas do sexo é a desigualdade de direitos.
A localização do centro fazedor de orgasmos está localizado no pénis, e aos homens basta fazer sexo para os ter. Mas nas mulheres o centro fazedor de orgasmos está localizado fora da vagina, por isso é mais difícil de convencê-la de que ter uma pila feia, mal cheirosa, e passível de ter doenças dentro dela é boa ideia, principalmente se a mulher não quiser ter filhos, já tiver os pés quentes, e não sofrer de insónias.
Uma boa maneira de convencer uma mulher de que o sexo é boa ideia é amá-la.

sexta-feira, março 17, 2006

Miss Saigão...

Já há algum tempo que não tinha oportunidade de aparecer aqui no "Pedaços", e hoje fui agradavelmente surpreendida quando vi que a música que tinha falado da Miss Saigão está a passar agora por aqui...
Obrigado, esta música realmente representa muito para mim...
No entanto e como sabem, um dos meus hobbies é música, por isso não deixem de ouvir Michael Bublé e no tema " Home"... também muito especial.

Beijocas e bom fim semana para todos. Espero que apreciem esta música.

sábado, março 11, 2006

Tudo tem um significado

A partir de hoje resolvi que ouvirei atentamente os outros. Quem sabe, poderei escutar algo que preciso aprender. Tudo neste mundo tem algo a nos dizer, quer sejam pedras, lixo ou até as nossas decepções e fracassos, pois tudo pertence à vasta estrutura que é a Terra. Não existe nada que não pertença a essa teia de vida. Se achamos este ou aquele pedaço do esquema muito penoso é porque ainda não percebemos sua contribuição para todos. Às vezes, quando estamos deprimidos, nada parece se encaixar. Nessas ocasiões, o que realmente sentimos é autopiedade por acharmos que estamos isolados, ou seja, desemparelhados do mundo. Por que entramos nesse jogo tão infantil, fingindo que somos diferentes, que ninguém é capaz de nos compreender? O certo é que estamos cercados por peças do modelo da vida com as quais combinamos como chave com fechadura, nem que sejam simples pedras na nossa soleira. Quando os pescadores não podem ir ao mar fazer seu trabalho, ficam na praia consertando as redes. É aconselhável fazer o mesmo nos momentos em que não podemos colocar as nossas ideias em marcha, afastando-nos do caminho da lógica, buscando abrigo e conselho na solidão.

segunda-feira, março 06, 2006

Mulheres frágeis

É sempre o contrário... Ah, como é boa a vida das mulheres frágeis. Elas têm sempre alguém que cuide delas, em todos os sentidos. As fortes fazem tudo sozinhas e são sempre chamadas nas horas de aperto. Elas aguentam qualquer coisa e são tão fortes que se metem até onde não são chamadas, para ajudar a resolver os problemas dos outros. É dura a vida das fortes. Elas não são poupadas em nada. Se alguém está com uma doença grave, são as primeiras a saber, se a namorada do sobrinho ficou grávida, são logo avisadas, e quando alguém da família é preso, são imediatamente chamadas para tomar todas as providências - entre elas, pagar ao advogado. Enquanto isso, os pais desses jovens adoráveis estão a beber uma vodka à beira da piscina sem saber de nada - eles não aguentariam um choque desses e precisam de ser poupados, já que são frágeis.
Existe sempre alguém para velar pelas frágeis, seja um parente, um amigo, até um vizinho, que bate à porta, preocupado com o silêncio, para saber se é preciso alguma coisa. Uma mulher frágil é mais frágil que um recém-nascido, e como os homens adoram o papel de protectores - para se sentirem fortes e poderosos - é a união perfeita da fome com a vontade de comer. Quando elas ficam doentes, um verdadeiro exército é mobilizado, um leva revistas, o outro um embrulhinho com umas frutas, e se ela não tem empregada, não falta quem vá para a cozinha fazer uma canjinha.
Prestem atenção: as mulheres frágeis são indestrutíveis. Já as fortes, na hora de uma crise de coluna, arrastam-se até ao frigorifico para tomar um copo de água e alimentam-se o fim de semana inteiro com um chocolate, porque ninguém imagina que elas possam precisar de alguma coisa (culpa delas, que preferem morrer de inanição a pedir socorro, para não cair do cavalo).
A minha dúvida é: uma mulher frágil nasce frágil ou escolhe essa forma de ser para se dar bem na vida? Elas encontram sempre um homem para cuidar delas, para as acarinhar e tomar conta para que nada as atinja, nunca. Enquanto isso, as fortes acabam de trabalhar e são elas que saem dos supermercados com sacos de compras sem que ninguém se proponha a dar uma ajuda, mesmo que modesta.
Somos todos estimulados a ser fortes, mas boa vida mesmo levam as frágeis, daí a dúvida: não seria melhor que as crianças fossem ensinadas - sobretudo as meninas - a serem frágeis, porque sempre haverá alguém para resolver os seus problemas? E aliás, qual é a vantagem de se ser forte, além de ouvir dizer que um dia alguém se referiu a ela dizendo "aquela é uma mulher forte". Um grande elogio, é verdade. Mas e daí?
Toda mulher forte tem desejos secretos que não conta nem à sua almofada: que alguém - nem é preciso que seja um homem - faça, um dia, um gesto por ela. Nada de muito importante, apenas um cuidado, dizer que está um pouco pálida, perguntar se se tem alimentado bem, agarrar pelo braço e levar para tomar um sumo. Sabem qual é o sonho secreto de uma mulher forte? Ter uma gripe com 38º de febre e poder ficar na cama, sabendo que alguém vai cuidar dela. Mas isso é difícil, porque uma mulher forte não adoece, e se isso acontecer, o mais difícil vai ser receber ajuda. Uma mulher forte não deixa que ninguém faça nada por ela, mesmo que precise desesperadamente, e é capaz de se deixar morrer de tristeza, solidão e sofrimento, a pedir socorro, seja a quem for. Como são frágeis, as fortes.

Danuza Leão

domingo, março 05, 2006

"Hino ao Amor Urgente"

Por motivos de Saúde e Trabalho, tenho estado ausente...
Porém, como sabe quem acompanha o meu Blog, decidi reunir alguns dos Poemas escritos por mim e fazer um Ciclo de Poesia. Vou aqui deixar um "cheirinho" do próximo poema, pois é, mais um Pedaço de Mim... Um Pedaço do meu Íntimo Ser que pode ser idêntico a um Pedaço do vosso Ser. Espero que gostem...


"Hino ao Amor Urgente"

Ouve este Poema Desesperado,
que se encontra perdido,
cá dentro, no meu Coração.
Ouve este Poema Desesperado,
no furor das palavras perdidas,
rodeadas por um lago profundo,
onde os peixes bailam
e as sereias nascem...

Vá lá, atira-me um Sinal,
um Verso, uma Palavra sem Medo!
Desperta todo o Amor que tens e Ama-me...

Vá, meu Amor!
Mostra as "Árvores" de Estrelas,
e o Abismo de Flores,
que escondes no teu Ser.

Vá voa até mim,
diz-me quem és,
que pássaro és tu,
e o que queres de mim!

Não me magoes mais com esse Silêncio,
que me estoura o interior,
pela terrível ânsia que tenho pelas palavras...

Vá caminha até Mim...
Quero saber quem És...
Abre-te...
Deixa todo o Mistério...
Mostra-te para mim...
Pois: «Eu sou Aquela que "apenas" só te Ama... »

By Shiazinha

sexta-feira, março 03, 2006

O meu pijama

Odeio dormir despida. Dois minutos bastam-me depois da "união de esforços", para sentir o corpo alheio e ouvir qualquer coisa como:
- És tão macia...
Eu digo que sim, e penso:
- Agora já podes tirar o braço do meu ombro.
Evidentemente que ele está a fazer o mesmo sacrifício que eu, mas pensa duas vezes antes de se afastar, porque tem medo de parecer pouco romântico, e de dar logo a impressão (dois preservativos depois), que era apenas o sexo que o movia. Tento sempre evitar os complexos, por isso procuro manter o ambiente à média luz, para que não seja na primeira noite que se fiquem a conhecer todos os meus defeitos.
Aproveito o facto de acordar sempre a meio da noite para vestir o que estiver à mão... mas nunca as cuecas dele, nem a camisa (isso é coisa de filmes) que ele vai voltar a usar... muito menos as meias...
Normalmente quando acordo procuro o meu pijama. Uso sempre combinados (calças/camisola) discretos, de cor única, que se podem passear num jogging matinal. Muitas vezes para os enganar, salto da cama ao primeiro toque do despertador e digo já a respirar com disciplina:
- Vai uma corridinha?
Eles ainda atordoados esfregam os olhos, e não percebem que estive ali o tempo todo a dormir "equipada". Assim ficam com uma imagem de uma mulher energética, ainda que se perguntem porque é que eu não tenho um corpo mais atlético...
Pijama sim, camisa de noite imaculada nunca, ou passaria a madrugada em branco...

quinta-feira, março 02, 2006

Pedaços... de amor


Abraças-me...
Enquanto as minhas mãos percorrem teu corpo
E acariciam cada músculo... cada pedaço da tua pele...

Beijas-me...
Quando os meus lábios começam a tremer
E o meu olhar fica fremente...
Sob o toque irresístivel das tuas mãos...

Tocas-me...
Enquanto eu te beijo cheia de desejo
E exploro ávida...
Com a lingua o teu corpo...

Derrubas-me...
No chão...
Quando teu corpo pede o meu
Enquanto o suor do amor nos funde...

Penetras-me...
Quando o incontornável desejo te faz dizer...
"SIM"...
E o prazer nos invade e enlouquece...

Amas-me...
Amo-te...
São pedaços... nossos...
Do nosso amor...

quarta-feira, março 01, 2006

Um pedaço de... poesia...

Metade

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
pois metade de mim é o que eu grito
a outra metade é silêncio
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade
Que as palavras que falo
não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
pois metade de mim é o que ouço
a outra metade é o que calo
Que a minha vontade de ir embora
se transforme na calma e paz que mereço
que a tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
a outra metade um vulcão
Que o medo da solidão se afaste
e o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
que me lembro ter dado na infância
pois metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o seu silêncio me fale cada vez mais
pois metade de mim é abrigo
a outra metade é cansaço
Que a arte me aponte uma resposta
mesmo que ela mesma não saiba
e que ninguém a tente complicar
pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
pois metade de mim é platéia
a outra metade é canção
Que a minha loucura seja perdoada
pois metade de mim é amor
e a outra metade também.

Oswaldo Montenegro

sábado, fevereiro 25, 2006

Pedaços de Nós



P
edaços de nós,
Esculpidos e guardados em palavras,
Delineados com os nossos sentimentos.
Amores e desamores, sentidos e vividos,
Corações famintos e saciados de amor,
Olhares atentos e vorazes de vida,
Sorrisos abertos, cativantes e sinceros.

De tudo temos e somos um pouco,
Escrevemos com o desejo da alma e a força do coração

Neste espaço ousamos dizer, falar de nós
Ouvimos, acarinhamos, rimos, choramos…
Somos seres, incontestavelmente, Humanos!

Fotografias escolhidas, e Flashplayer elaborado por Å®t_Øf_£övë

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Que delícia





Esta imagem é para os que não acreditam que as mulheres podem ser deliciosas...

:-)

Bom Carnaval

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

O conceito de amor do novo milénio

Não foi apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milénio.
As relações afectivas também estão a passar por profundas transformações e a revolucionar o conceito de amor.
O que se busca hoje em dia é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar juntos, e não uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A ideia de uma outra pessoa ser a solução para a nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está condenada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fracção e precisamos de encontrar a nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona as suas características, para se amalgamar ao projecto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz:
- O outro tem de saber fazer o que eu não sei.
- Se eu sou manso, ela deve ser agressiva, e assim por diante...
Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos a trocar o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão a perder o pavor de ficar sozinhas e a aprender a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão a começar a perceber que se sentem uma fracção, mas que são inteiras, um todo, por si só.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fracção.
Não é um príncipe ou o salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo e, depois, tem de se ir reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos a entrar na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele alimenta-se da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois seres inteiros e não à união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afectiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Pelo contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afectivas são óptimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é a nossa alma gémea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir a sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele torna-se menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes nós temos de aprender a perdoarmo-nos a nós mesmos...

[Flávio Gikovate, médico psicoterapeuta]

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Encruzilhada

uma reflexão.....

A encruzilhada é um lugar sagrado.
Ali o peregrino tem de tomar uma decisão.
Por isso os deuses costumam dormir e comer nas encruzilhadas.
Onde as ondas se cruzam, concentram-se duas grandes energias - o caminho que será escolhido e o caminho que será abandonado. Ambos se transformam num caminho só - mas apenas por um pequeno período de tempo. O peregrino pode descansar, dormir um pouco, até mesmo consultar os deuses que habitam as encruzilhadas.
Mas ninguém pode ficar ali para sempre: uma vez feita a escolha, é preciso seguir em diante, sem pensar no caminho que deixou de percorrer.
Ou a encruzilhada transforma-se em maldição!

Paulo Coelho

domingo, fevereiro 19, 2006

Pedaços... de verdade

"Se acreditas em tudo que lês, o melhor é não ler".

Provérbio japonês

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Pedaços ... de Florbela

Em mais um daqueles dias em que as pessoas têm de ser lembradas que há pessoas importantes nas suas vidas nada melhor que um poema lindo...

Perdidamente

Ser poeta é ser mais alto, é ser mais maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e do Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
e não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja
É ter garras e assas de condor!

É ter fome, é ter sede de infinito
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te assim, perdidamente...
E é seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

(letra) Florbela Espanca

Já adaptada pelos Trovante e pelos Ala dos Namorados

O meu "Pedaço" # 7

Dia dos Namorados... Eu sozinho... Tu sozinha... Eu sem ti... Tu sem mim... Semi-destruidos... Semi-aliviados... Eu a pensar em ti... E tu em mim... A passar o Dia dos Namorados...
Buá, buá, buá...
Ai, amor... Se calhar estamos melhor assim...

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Um pedaço de mim...

Quem me conhece sabe que já algum tempo que ando ficcionada, no facto de querer vir a ter 40 anos (o que na realidade ainda me faltam alguns anos), pois acredito plenamente e com a realidade que assisto diariamente que a mulher a partir dos 40 atinge a sua plenitude quer a nível pessoal, quer a nível psicológico, quer a qualquer nível, e como tal estabeleci para mim própria que a minha realização total passaria pela idade dos 40.
Isto tudo para vos dizer que li algures as seguintes palavras e que mais uma vez me vieram dar razão:

"Mulher de 40, é um olhar de quem sabe um pouco da vida, conhece o amor, é quem reconhece uma dor. É uma mulher que sabe o que quer..."
Bjocas

domingo, fevereiro 12, 2006

Miss Saigão...

Aqui vai a letra da música que falei no meu anterior post... trata-se de um dueto

I Still Believe

KIM: Last night I watched him sleeping,
my body pressed to him.
And then he started speaking.
The name I heard him speak was Kim...
Yes, I know that this was years ago,
but when moonlight fills my room I know
you are here, still.
I still
I still believe
you will return.
I know you will.
My heart against all odds
holds still.

Yes, still,
I still believe.
I know as long as I can keep believing,
I'll live.
I'll live,
love cannot die.
You will return,
you will return,
and I alone know why...

ELLEN: Last night I watched you sleeping.
Once more the nightmare came.
I heard you cry out something,
a word that sounded like a name.
And it hurts me more than I can bear
knowing part of you I'll never share,
never know.

But still
I still believe
the time will come
when nothing keeps us apart
My heart forever more holds still.
It's all over
I'm here,
there is nothing to fear
Chris, what's haunting you?
Won't you let me inside
what you so want to hide. I need you too!

KIM/ELLEN: For still
I will hold you all night
I will make it all right!
I still believe
You are safe with me!
As long as I
But I wish you would tell what you don't want to tell,
can keep believing I'll live!
what you hell must be I'll live,
You can sleep now.
you will return.
You can cry now.
And I know why I'm your wife now I'm yours for life

BOTH: Untill we die.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Tecnologia


A mais recente novidade
para os cibernautas viciados

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Um simples dedo

A propósito do último texto da Lis57 sobre "Amigos virtuais", lembrei-me de partilhar convosco uma reflexão sobre o "Mundo virtual". Julgo ter lido algo sobre este assunto há algum tempo no blog do Friedrich, e se a memória não me atraiçoa a sua ideia sobre o mundo virtual era basicamente esta, a qual eu subscrevo inteiramente:

Existem riscos que nos surgem, que sem sequer nos apercebermos podem tomar proporções, que nos podem transformar noutras pessoas.
Falo do mundo virtual.
Ele pode contribuir para perdermos o equilíbrio emocional, e passarmos a sentirmo-nos divididos entre o real e o virtual, criando assim um mundo à margem.
Este é o mundo em que nos encontramos actualmente e que nos coloca novos desafios que teremos de enfrentar para não corrermos o risco de alterar o conceito de vida conforme a conhecemos.
A internet surge como a oportunidade tão desejada para alimentarmos a ideia de que podemos criar laços com pessoas, que de outra forma nunca nos seria possível, mas que através da internet parece-nos possível fazê-lo, porque todos nos sentimos protegidos atrás do monitor. Este pode até ser considerado o primeiro erro do mundo virtual, porque é um mundo que está aberto a todo o género de pessoas com os mais variados propósitos.
No entanto, o homem está sempre muito mais exposto e sujeito a estas vulnerabilidades do que as mulheres, porque os homens têm muito maior facilidade na abordagem do desconhecido, por nunca se sentirem ameaçados nem recriminados, como acontece às mulheres. Elas são sempre muito mais discriminadas socialmente, o que as obriga a uma maior discrição para romper barreiras.
Já o homem não tem qualquer tipo de obstáculo a não ser a sua própria consciência.
No mundo virtual, estas diferenças não existem, porque ambos os sexos estão em pé de igualdade e podem utilizar os mesmos meios. Comunicam entre si com as mesmas armas, e a partir daqui, estão a um simples passo de começarem os encontros.
Isto acontece, porque existe a curiosidade em se saber como será a pessoa com quem nos comunicamos e nos é completamente invisível, apesar de já se ter, um conhecimento demasiado pormenorizada da vida um do outro, que nem os nossos mais chegados amigos têm.
No mundo virtual a timidez não é um obstáculo, nem uma questão que se possa colocar, porque aqui apenas estamos nós, o teclado, e o monitor, que nos levará até onde a nossa imaginação permitir.
Ainda não está estabelecida nenhuma forma de conduta e ética que nos salvaguarde de sermos aliciados, por isso cabe a cada um de nós, estabelecer os limites a que queremos estar sujeitos.
É aqui, que se deve criar a fronteira impondo a nossa própria conduta e ética.
A internet tornou-se na mais perigosa "amante" que qualquer utilizador pode ter, se não souber separar o que é real do virtual.
No entanto, o mundo virtual nunca estará dissociado do real porque são feitos de pessoas em qualquer um dos casos.

domingo, fevereiro 05, 2006

Pedaços de nós - Amigos Virtuais

Hoje já não nos conhecemos. Hoje já não vemos os nossos amigos. Hoje somos seres da internet, somos cidadãos do Mundo.
Amamos desconhecidos, somos palavras trocadas por um fio. Temos amigos, temos amor, temos a distância como amiga, o monitor como rosto e o teclado como voz. Somos internautas. Invisíveis, etéreos e sonhadores.
Somos anjos, somos monstros, somos tudo que queremos ser. Amamos, brincamos e zangamo-nos sem nunca nos tocarmos, somos amigos virtuais. Vamos a outros lares, sem invadir as casas. Somos amigos, somos amados! Somos o ombro amigo, somos a mão que ajuda e o teclado que ampara.
Temos amigos espalhados pelo Mundo, porque todos nos encontramos na mesma esquina.
Mas acima de tudo...
SOMOS CORAÇÕES, NÃO SOMOS MÁQUINAS, SOMOS E SEMPRE SEREMOS GENTE!!!

Miss Saigão...

Esta semana que passou, foi para mim uma semana cheia de momentos que julgo terem sido vividos de forma tão intensa que ainda hoje, domingo estou a recordá-los com algum saudosismo...
Tive o privilégio de ter ido assistir ao espéctaculo da "Miss Saigão", que achei um dos musicais mais lindos que eu vi até ao dia de hoje...
Embora seja uma tragédia, pois é uma história de amor que não acaba como os verdadeiros contos de fada, mas que acaba por se tornar real, pois a vida nem sempre nos permite viver como queremos, nem com quem queremos...
Tem músicas lindas demais e sentidas por quem realmente ama. Tive a procurar o album do musical este fim de semana e finalmente encontrei-o.
Se tiverem oportunidade ouçam pelo menos uma das músicas que lá está que se intitula "I Still Believe..." para mim simplesmente divinal!!!!
Eu sou uma pessoa que se traduz por ter a sensibilidade a correr nas veias, por viver a vida sempre carregada com uma enorme carga emotiva, e confesso que durante toda a peça as lágrimas encheram a minha cara como se de uma história real se tratasse. Simplesmente AMEI...
Não sei se irá estar em todo o país mas aconselho a quem tiver oportunidade de assistir. É qualquer coisa que nos enche a alma, nos preenche o coração, pelas vozes, pelo espectáculo. É Lindo!!!!

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

O verdadeiro amor

Para mim, o verdadeiro amor, é o amor pleno. O amor que toma quem o experimenta. Quem o vive percebe que nada mais no mundo possui tanto valor! Apenas amar... Esse amor é tão magnânimo, que estremece o Universo, muda o curso de qualquer história. Esse amor tem muito para dar. Na fala desse amor, há tom de emoção em cada palavra pronunciada. No toque desse amor, há sensação de se estar flutuando a cada beijo trocado. É um sentimento que invade tudo, preenche todos os espaços e faz com que qualquer tentativa de infidelidade seja vã. Quando vivemos esse amor e acreditamos, do fundo da nossa alma nele, sentimo-nos mais fortes que o mundo e somos tomados por uma serenidade, que vem da certeza, de que nada poderá vencer esse amor. Entregamo-nos com tal vontade a esse amor, que tudo ao nosso redor passa a ter vida. As nuvens passam a formar desenhos, os soldadinhos de chumbo parecem marchar, a bailarina da caixinha de música a bailar e a sorrir. Transformamo-nos em crianças que diante da vida, têm o poder de condensar para si, toda a simplicidade, toda a luminosidade do mundo. Esse amor está além do tempo. Se eu não tiver esse amor, que eu não tenha nenhum, pois nada conseguirei ser...

domingo, janeiro 29, 2006

Momentos

Há momentos na nossa vida em que o nosso olhar se perde no vazio, à procura do horizonte, do infinito...
Momentos calados, discretos, alegres ou tristes...
Discretos, tirados do fundo do coração, e transportados para o fundo dos nossos pensamentos....
Momentos escondidos que não se querem contar e não se querem pensar...
Momentos que gostariamos de viver mil vezes...
Mas quando todos esses momentos forem passados, ficarão para sempre nestes meus versos lembrados.

Quero da tua boca...

Quero da tua boca...

As palavras que preciso ouvir
O calor que preciso sentir

Devora-me com os teus beijos
Quero a tua boca na minha
Os teus lábios nos meus
A tua língua na minha... dancemos os nossos desejos!
Quero tirar da tua boca o teu sabor e fazer dele o meu paladar!

Quero a tua boca junto ao meu ouvido,
Sussurra em voz rouca que me queres, que me sonhas, que sou tua!

Quero a tua boca no meu pescoço,
Deixa-me sentir a tua respiração ofegante de paixão!

Quero a tua boca nas minhas costas,
Percorre cada poro da minha pele na descoberta do meu desejo!

Possui-me com a tua boca e busca a minha alma!

Faz-me esquecer de mim…
Preenche o meu vazio…
Mostra-me a tua vontade de seres meu…
Faz-me sentir…
Faz-me gritar…

Deixa-me abraçar o teu cheiro…
Quero da tua boca saciar esta sede que tenho de ti!



Um pedaço da minha alma, um pedaço dos meus desejos… que guardo, aqui, no baú de memórias do “Pedaços de Nós”.



Fotografias escolhidas e seleciondadas por Å®t_Øf_£övë

sábado, janeiro 28, 2006

"Pedaço" do meu sonho

Esta semana sonhei que tinha uma cama onde cabiam todas as pessoas com quem já dormi... Gente encavalitada, mais cabeça que corpo, e eu a braços com tudo aquilo.
E cabem todos? - perguntam vocês
Cabem pois! A cama deve ter sido mandada fazer. Há aqui cada encomenda... felizmente os pés não se vêem...
Quando os corpos se precipitam para o abismo que é o prazer, muitas vezes as meias ficam esquecidas... nos pés. Um homem com meias de má qualidade é como uma mulher com cuecas lassas. A evitar, porque acidentes e flirts acontecem a toda a hora. E há muitos flirts que se revelam um desastre por causa de umas cuecas disformes ou de um par de meias.
Quando acordei do sonho, procurei explicações para a insistência nas meias. E só horas depois percebi que muitos dos que ali estavam me tinham dado com os pés. Ou será que é a cama que é o meu calcanhar de aquiles?

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Um dia de cada vez...

Ouvi isto algures e realmente fez-me pensar que a vida é mesmo assim...

Mais um dia que se foi
Às vezes a vida doí
É como se diz por aí,
Isto não mata mas moi...
Apetece-me gritar
Preciso libertar
A má vibração
E tenho a sensação
Que me está a consumir
Sinto um aperto no peito
Quero falar mas não deito
O que sinto cá para fora
E começo a entrar em stress
Não posso desistir
Isto é mesmo assim
Vamos até ao fim
Até onde aguentar...
Levo um dia de cada vez
E levo a vida sem me arrepender...
Aproveito o que de bom encontro
O que é mau aceito
E tento esquecer...
E se algum dia eu cair
Eu não me vou deixar
Eu vou-me levantar
Porque eu fui feito para vencer
E mesmo quando penso em fugir da realidade
Vejo que não vale a pena
Porque isso não me tira a sensação
De estar perdido
E sem saber para onde vou...
A vida é mesmo assim
E faz sentido assim
Um momento feliz
No outro já estás a chorar
Os maus momentos trazem
sempre algo de bom
Só tens de descobrir um dia de cada vez!!!

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Globalização

Pergunta: Qual é a mais correta definição de Globalização?
Resposta: Morte da Princesa Diana.
Pergunta: Porquê?
Resposta: Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês ,conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico americano, que usou medicamentos brasileiros. E isto é enviado para ti por um português, que usa tecnologia americana (Bill Gates) e, provavelmente, tu estás a ler isto num computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e num monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, re-empacotados por mexicanos e, finalmente, que te foi vendido por judeus, através de uma conexão paraguaia. Isto é, caros amigos, GLOBALIZAÇÃO!!!

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Quem te disse ao ouvido "O Meu Segredo"?

"O Meu Segredo"
Quem te disse ao ouvido o meu segredo?
Que nem os Deuses sabiam
Aquele Amor cheio de crença que sinto
Que é Verdadeiro só se é segredado?
Quem to disse tão cedo?

Não fui eu, que te não ousei dizê-lo
Não, foi um outro, que te falou
Desse Amor em mim presente,
Mas que não passa do meu ventre
Que anseio e que desminto ser ardente.

O Amor por mim sentido
Nunca será esquecido
Porém não o gritarei a ninguém
E sinto que por alguém fui traída.

Mas continuo a Amar-te
Aqui e Agora
Ultrapasso tudo e todos
Pois para mim, no Amor não há barreiras!

Não deixem fugir o Amor Verdadeiro, nem que outras forças humanas vos tentem demover disso. Agarrem o vosso Amor, aquele que sempre amaram e vivam com ele, alimentem-se dele, amadureçam com ele e morram com a certeza que lutaram por ele.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Ajuda


Alguém entende

de máquinas digitais

e ajuda-me a escolher

qual o melhor modelo,

estou tão dividido

que não consigo escolher.

...LoL...

sábado, janeiro 21, 2006

O melhor comentador do mundo...

O melhor comentador do mundo – tanto quanto se pode saber – chama-se anónimo. Tão anónimo que nem ele próprio sabe quem é. Só sabe que é o anónimo perfeito. Umas vezes procura usar com decência as palavras, outras não... Mas nada disto o preocupa minimamente, pensa sem quaisquer afectos. Escreve sem pestanejar.
A caixa de comentários abre os blogues, mas potencia a baixeza e obriga por vezes a ter que se fechar aos prevaricadores a porta de liberdade de expressão que se abriu a todos.
Os blogues continuam a ser um espaço selvagem, quase sem regras, ou melhor, escapam à maior parte das regras e constrangimentos que estruturam o espaço público. Isto é basicamente positivo, sendo em consequência negativo adoptar como princípio de conduta, a ideia vulgar de que muita gente não merece, por não saber usá-la, a liberdade que lhe dão.
Dir-se-ia que o bloguista dispõe de algum poder sobre os outros, mostrando-se generoso - se abre caixa de comentários - ou revelando-se arrogante - se a fecha ou nunca a abriu.
Da parte do comentador anónimo, o desejo de comentário é o desejo de se exprimir facilmente. O blogue alimenta essa ilusão de que qualquer um pode escrever, e que qualquer um tem coisas para dizer. Como nem todos alcançam a forma da escrita, como nem todos chegam à iniciativa de por si próprios, abrirem o seu blogue, como nem todos sabem escrever - a caixa de comentários permite-lhes escrever sem pudor nem gramática. Permite-lhes dizer de facto qualquer coisa. Permite-lhes exprimirem-se, sempre à custa, e sobre os outros.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Deixa aflorar a tua doçura

Às vezes, pergunto-me porque é tão difícil ser transparente...
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso. É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sentimos...
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em nos empenhar para levantar...
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde.
Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco.
Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser...
Preferimos perder-nos numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!!!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.
E assim, vamo-nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos...
Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, o nosso amor mais intenso e não-contaminado...
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro faz-nos perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar... doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos... daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos.
Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: "tu estás a magoar-me... podes parar, por favor!".
Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro.
Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor...
Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura.
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis...
Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto... Que consigamos docemente viver... sentir... amar...
E que o nosso viver seja todo coração, muito mais sentimento, inundado de um amor transparente, apesar de todo o risco que isso possa significar...

Rosana Braga
Jornalista, escritora, coordenadora de projetos editoriais e consultora em comportamento humano.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Quem seria eu...

Eu já não me lembro
De como eu era antes de te conhecer
Parece que antes de ti não existia...
Não me recordo de nada do que eu passei antes ti,
porque antes de ti não vivi...

Quem seria eu
Sem o teu olhar
Quem seria eu
Sem te poder beijar
Não seria ninguém
Se não fosses tu...
Quem seria eu
Sem o teu amor
Sem ti o meu mundo não tinha cor
Diz-me quem seria eu
Se não fosses tu...

Tu sabes bem
Agora que não estás aqui
Que falta uma parte de mim
Não consigo respirar
E quando me vou deitar
Não consigo dormir
E tento imaginar
Se pensas em mim...

Posso imaginar
E ver-te sem tocar
Eu não sou ninguém
Se não estou contigo...

Sei aonde estás
E sei que fazes parte de mim
E tudo o que eu sou devo-te a ti
Nunca imaginei
Que iria sentir-me assim
Sinto falta de ti...

Quem seria eu???
Não seria ninguém
Se não fosses tu!!!!

terça-feira, janeiro 17, 2006

Em Reflexão

Encontro-me num momento, em que preciso de espaço para reflectir, estou em reflexão... após um tempo muito agitado com perdas e ganhos, lol, estou a meditar sobre o que quero fazer do ano em que faço 30 anos... estou em balanço.
Isto de fazer 30 anos dá-nos a volta à cabeça.

domingo, janeiro 15, 2006

Linda esta música... First Day of My Life

So I found the reason to stay alive
Try a little harder see the other side
Talking to myself, too many sleepless nights
Try to find a meaning to this stupid life

I don't want a simple thing
Sometimes i don't know who to be

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, they just want more
Hey who's gonna make it back?
This could be the first day of my life

So I found the reason to let it go
Tell you that I'm smiling' but it's too mean to grow
Will I find salvation in the arms of love?
Will it stop me searching?
Will it be enough?

I don't want your sympathy
Sometimes I don't know who to be

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, they just want more
Hey who's gonna make it back?
This could be the first day of my life

The first time I really feel alive
The first time to break the chain
The first the time to walk away from pain

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, they just want more
Hey who's gonna make it back?
This could be the first day of your life

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, they just want more (ooh, yeah)
Hey who's gonna shine a light?
This could be the first day of your life

PS: Quem a canta é Melanie C

terça-feira, janeiro 10, 2006

O meu "Pedaço" # 6

Quando estava contigo só pensava noutras coisas. Nomeadamente: fugir. Não podia estar ali a ouvir o que me estavas a dizer. Não sei discutir. Não acreditava na tua conversa. A tua única queixa era eu não estar lá quando tu querias.
"Faz tudo menos fugir" - dizias
E eu não podia... enquanto tu continuavas naquele pranto, e com aquela conversa... sem amor próprio.
Cada um tem a sua doença. A minha era não querer existir. Pensava que merecias melhor do que eu, que te ias fartar de mim, que me ias descobrir. E afinal, contrariamente a mim, a única coisa que eu tinha para descobrires, à parte do meu grande amor, era a minha queda por ti.

domingo, janeiro 08, 2006

"Aquilo que importa aprender, aprende-se de uma outra maneira,
que não por palavras".
Hino da Sexta-feira Santa

Que neste ano que agora se inicia todos saibamos aprender o essencial.
Feliz ano de 2006 para todos!

FELIZ 2006

Entrou um Novo Ano. Com ele podemos mudar nossos objectivos, nossos sonhos, nossos desejos, podemos até mudar de amores, mas nunca mudamos de amigos.
Bom Ano para todos os perticipantes deste pedaços de nós.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

O maravilhoso mundo dos blogues

Não é fácil manter um blogue.
Os blogues inicialmente surgiram com a finalidade única do autor escrever os seus devaneios num género de diário.
Com o passar do tempo, começaram a ser utilizados para se escrever sobre os mais diversos temas.
Se quisermos ler blogues sobre política, sabemos a quais nos dirigir, se quisermos ler blogues sobre suspeição de tudo e mais alguma coisa, sabemos onde os procurar, se quisermos ler blogues sobre corrupção no futebol sabemos onde ir procurar. Aquilo que nos move quando criamos um blogue, está directamente relacionado com aquilo que somos, com aquilo que são os nossos interesses e gostos pessoais.
A mim pessoalmente, dá-me gosto ler blogues de amigos, de pessoas minhas conhecidas, blogues sobre o amor, blogues de música, e blogues de humor. Tudo o resto pouco me interessa.
Gosto de ler blogues que me cativam pela sua escrita sem erros ortográficos ou gramaticais, aqueles onde posso ver fotografias fabulosas com a qualidade que é impossível ter num jornal ou mesmo numa revista.
O mundo dos blogues para mim não se fica por aqui. Tenho tido a oportunidade ao longo dos tempos de conhecer gente interessante que por outra via muito provavelmente não seria possível. Pessoas com educação e seriedade, que tal como eu utilizam os seus blogues para ali escreverem o que lhes vai na alma e partilharem as suas ideias com pessoas que na grande maioria das situações nem se conhece, o que provoca uma sensação de partilha inexplicável.
Há no entanto quem não entenda isto. Uns pensam de uma maneira, outros de outra e temos que respeitar.
E quando há encontros?
Maravilhoso. Servem essencialmente para primeiro que tudo, conhecer pessoalmente aquela pessoa que até comenta os nossos textos, fotos ou poesias e se torna um companheiro diário de outro ponto do país que por outra via era impossível conhecer.
Aqui trocam-se as nossas ideias pessoais e respeitam-se as ideias dos outros mesmo sendo diferentes. Os blogues permitem-nos trocar opiniões, debater profundamente sobre aquilo que achamos serem os nossos problemas, os problemas do país, ou da nossa região. Permitem-nos partilhar e levar mais longe fotografias das nossas terras e desta forma promovê-las, bem como permite-nos descobrir pessoas com elevados conhecimentos em diversas áreas e assim colher os frutos de outras sabedorias.
Há no maravilhoso mundo dos blogues mais do que podemos imaginar...

segunda-feira, janeiro 02, 2006


Sejam muito felizes em 2006!!!!!!!!!!!!
Que este ano traga muito e bom... Humor!